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14
Dez18

Psicanálise, é coisa de novelas?

Mãe Maria

Comecei, ontem, os meus embrulhos dos presentes de natal, alguns feitos por mim, outros tive que recorrer ao comércio habitual, tão cheio, agora, de múltiplos lança-chamas aos nossos olhos, autênticos sugadores de dinheiro. Mas a vida é mesmo assim, um rodopio de dinheiro que dá a volta ao mundo, quase sem mesmo o vermos, muito menos o tocarmos.

E um nevoeiro envolveu-me por completo, afogando-me de emoções que nem me atrevo a descrever. Estranho-me quando me sinto assim, e interrogo-me porque não me deixo levar na boa onda da "wonderland" e afundo-me na onda do Adamastor.

Há uma recusa interior, demasiado forte, transformada numa força que me puxa para o centro da Terra. Raios me partam este meu aprisionar de um passado lamacento. Bem diz a filha que um pouco de psicanálise não me fazia nada mal.

O quê? Psicanálise? E logo me vejo deitada num sofá debitando os meus queixumes a um(a) desconhecido, que ora fala, ora me ouve. E no final, puxa da nota, que estas consultas fazem doer os ossos, tal é o peso que esta carga monetária acarreta na minha tão sempre reduzida conta bancária.

E se resolveria? Não sei. Estes meandros da psicologia são importantes para um autoconhecimento e para um arrumar das peças soltas, do nosso interior, num puzzle completo, que é assim que devemos viver. Contudo, fujo destes profissionais como de bandidos se tratassem.

E, para vos ser franca, não há ser humano que não precise de uma pitada destes amigos da mente. Há sempre meandros lixados na vida que são autênticas teias e, nós como humanos que somos, ficamos enredados nelas e não nos é fácil libertar destes fios, perfeitamente desenhados pelas aranhas.

E, em vez de irmos pelo caminho da ciência da psique, sorvendo os seus aromas que suavizam estas pedras cinzas, passamos uma vida inteira alimentados de um mal que nos pode levar a muitos outros males. E uma bola de neve pequena pode vir, lentamente, a tornar-se um iceberg congelando momentos bonitos, em verdadeiros pesadelos.

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