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4 sapos

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12
Nov18

O voo do tempo

Mãe Maria

Reparo que, quase um ano depois (tanto tempo? Estarei certa disto?), volto aqui, nem sei porquê. Talvez seguindo outros blogs, que tenho saudades de lêr, e que quase foram remetidos ao esquecimento das minhas horas finais, dos dias longos e cheios de muito labor, teclando as teclas de um PC fora de moda.

Há diferenças em mim como sejam as minhas indiferenças a certas ataques maldosos de humanos de mal com a vida,  e que julgam que sou um saco de levar pancada;

O filho mais velho já trabalha e ganha os seus trocados, e um ano depois está a ganhar quase tanto como eu e o pai; tem namorada e parece estar a estabilizar as suas angústias, embora haja dias em que não consegue esconder essa sua maldição;

A filha continua empenhada no seus trabalhos das Belas Artes; e está muito despachada, embora ainda se deixe abater pelo stres, prejudicando o seu sono. E as noites deixam de ser estreladas para serem tenebrosas noitesde halloween;

Eu fiz uma meia maratona em apenas 2h:08 minutos e já estou inscrita para participar em mais duas;

Na minha carreira profissional vislumbra-se a hipótese de  vir a ser integrada na carreira superior (e o marido também), dando por fim a um ciclo das nossas vidas, para a qual estudámos enquanto éramos pai e mãe de dois pequenos rebentos. É feita justiça a um duro esforço.

O pai encontra-se a duas semanas de fazer as 94 primaveras ( ou 93? ..já perdi a conta!), de mão trémula, cérebro pensante, sem poder de comunicação verbal e escrita há cerca de seis anos, mas com uma força brutal de agarrar-se à vida e afastar esse momento do "mais além".

E, por último, a mãe encontra-se cansada desta vida, onde achou muita dor e mágoa, arrastando sinais de impaciência para os momentos de instabilidade do pai. 63 anos de vida em comum, é um fardo pesado para os seus 1m,45 cm de altura. Não há energia, acumulada, suficiente para levantar este peso matrimonial.

Um resumo curto de muitos dias cheios.

É outono e há o sol do S. Martinho. O natal aproxima-se e chegou cedo nas luzes diferentes que iluminam, por agora, as cidades. Eu não sei quando voltarei.

Até lá, bom dia!

 

 

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