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4 sapos

Mãe de dois, mais que 55 anos, que gosta de livros, de caminhadas, de corridas, de pintura, de cozinha e de linhas e agulhas para ocuparem as horas vazias. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um escape.

Mãe de dois, mais que 55 anos, que gosta de livros, de caminhadas, de corridas, de pintura, de cozinha e de linhas e agulhas para ocuparem as horas vazias. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um escape.

4 sapos

23
Jun20

Não se vive como nas novelas


Maria Castanha

A vida real, a de todos os dias e que corre entre quatro paredes só diz respeito a cada um de nós. A partilha dessas horas diárias são o que cada um quer mostrar aos outros.

Não se vive como nas novelas, verdadeiras perfeições da vida diária individual e coletiva.

O produtor da novela reproduz o que mais que se parece com a vida familiar, com os seus amores, com as suas paixões, com as suas profissões, mas esta não passa de uma ficção para nos entreter, deixar mais animados e empolgados com os seus finais felizes. Fazem-nos sonhar com os atores, com as belezas das casas de piscinas e jardins, e até com os fartos pequenos-almoços. Nas novelas brasileiras, confesso, estes últimos são de fazerem inveja.

Porém, há quem confunda os enredos novelescos com o que se passa interiormente nas nossas vidas.

Enchem-se páginas de revistas, vistas e relidas para sonharmos. Mas nem a vida é uma novela, nem a novela reflete o que é a vida.

Por isso nos chocamos quando a tragédia passa à porta desses atores que representam, porque é a sua profissão, para nos entreterem, que dão entrevistas onde a perfeição é o mote principal pra nós sonharmos e desejarmos ser assim, perfeitos, bonitos, elegantes. Muitos não passam de máscaras em cenários ensaiados para a perfeição ser vendida.

Ninguém gosta de andar a ler a tristeza que interiormente, tantos de nós vivemos. É um assunto que se esconde porque todos fogem dele. Abandona-se quem assim anda. Não se estende uma mão para levantar um moribundo, quer seja físico, quer psicológico. E até dizem: que se afunde sozinho. Não há tempo nem paciência para estes casos que nem são vendidos nas revistas. Só mesmo quando o final terminou em tragédia. Aí sim, todos querem ler o que é uma mistura entre o real e o que se inventa com o intuito de vender até esgotar.

Tão bem nos diz o ditado: quem vê caras não vê corações. Tão verdade, tão real que até dói.

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