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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

28
Fev19

Matronas, matrafonas, caretos...


Mãe Maria

Está a chegar o carnaval que é uma festividade que nunca achei muita piada. Mas é carnaval e ninguém leva a mal.

Nunca fui de me mascarar e muito menos de me juntar em desfiles, nem de fazer uns quantos quilómetros para me enfiar no meio de muita gente, para ver desfiles de carnaval.

Tirando o colorido e as multiplas ideias de quem se mascara, acabo por gostar mais daquelas trasnformações masculinas, algumas muito corajosas, em vestirem-se de mulher, com grandes traseiros, mamilos e muito despidos, com os pelos de fora. Ficam sempre hilariantes. Vejo-os na TV e ponto final. Rio-me e fico por aqui.

Mas falando na originalidade destes desfiles face aos que, durante o resto do ano, proliferam nas festas populares de norte a sul do país, não existe. O que se vê nestes desfiles carnavalescos vamos encontrar, noutros lugares e noutros meses do ano, nessas festas. É uma pena. Isto é como comer bolo rei durante os restantes meses do ano, perdendo todo o seu esplendor, quando comido na sua época de natal.

Não acho piada nenhuma quando se estendem certos costumes fora das épocas devidas. Acabamos por perder a vontade de chegar a essa época para vivermos esses momentos, únicos, desse tempo. Não concordam??

Os caretos de Lazarim, no concelho de Lamego, o entrudo de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, são de facto tradicionais, tipicos e únicos, só se exibindo no carnaval, carregados de simbolismos únicos, fazendo deslocarem-se a estas Vilas do Norte do país, centenas de pessoas.

Já os desfiles com as matrafonas de Loulé, de Torres Vedras, de Loures, Estarreja, Ovar, ou sei mais lá onde, são iguais em todo o lado e as meninas e meninos de fatos vestidos/despidos a imitar os brasileiros, há-os em todos os desfiles carnavalescos e repentem-se nas tais festividades que vemos, durante o ano, nas festas populares.

Ir a Veneza ver o Carnaval único, penso que deve valer a pena pela diferença tal como ir ao Rio ver, ao vivo, aquele colorido também único.

Mantendo a minha tradição, que sou moça de as respeitar com devidas vénias, vou passar mais um carnaval em casa, evitando levar com um ovo podre na tola, salpicado de muita farinha, como me aconteceu faz uns anos valentes, e que não achei graça nenhuma.

Viva o carnaval com muito peso e medida. E, para quem o aprecia, desejo que se divirtam.

 

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