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29
Jan19

Divagações I

por Mãe Maria

Estou cinza como o tempo, ora chuvosa, ora ventosa.

Enfiarme-ia na cama até ser noite, a dormir um sono profundo, esquecida de mim, esquecida do mundo.

O tempo, esse, pode ser o tempo que quiser. Não tem hora para ser o que lhe apetece.

O meu eu não pode dar fermento ao lamento, nem cobrir-se de penas. Terá de abrir a cortina da vida e deixar entrar o sol, deixar-se aquecer no calor natural, voar com os ventos da vida e levar-se nas ondas, ora baixas, ora gigantes. Tem, ainda, de deixar voar a inércia e agarrar os cornos do toiro numa luta contra quem as farpas lhe ferram. Libertar-se das amarras interiores, autênticos bloqueios de mente sã.

Luta interior danada e nunca vencida. Cada dia uma jornada. Cada dia uma guerra.

Que haja sempre uma vaga de esperança de dias mais leves e menos intensos.

Feliz dia, que aqui o céu é cinza, quase chumbo, a querer libertar lagrimas de chuva fria.

 

 

 

 


4 comentários

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A Desconhecida 29.01.2019

Beijinho!!!
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C.C. 29.01.2019

Amei esta tua divagação! Também tenho dias assim...
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Marta Elle 29.01.2019

Neste inverno até nem tem estado grande frio, felizmente.
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Luísa de Sousa 29.01.2019

Ai a melancolia ....

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