urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos 4 sapos Mãe de dois, mais que 55 anos, que gosta de livros, de caminhadas, de corridas, de pintura, de cozinha e de linhas e agulhas para ocuparem as horas vazias. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um escape. LiveJournal / SAPO Blogs Maria Castanha 2020-09-24T00:13:53Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:85755 2020-09-24T00:51:00 Bairro Amarelo 2020-09-24T00:13:53Z 2020-09-24T00:13:53Z <p>"Almada tem o privilégio  de ter bairros sociais em espaços absolutamente maravilhosos, com uma vista invejável. Qualquer bairro social da margem norte tem inveja. Eu própria amanhã ia viver para o <strong>Bairro Amarelo</strong>”, afirmou a autarca de Almada Inês Medeiros.</p> <p>Depois de choverem críticas, Inês de Medeiros, na sua página do face, indigna-se pelas críticas pois estão descontextualizadas porque, diz ela" o que disse "vem em resposta à interpretação direta feita pelo BE”, que dizia: “ansiamos por projetos virados para as pessoas e que sejam também em pontos bonitos, que não sejam guetos”.</p> <p> </p> <p>Não conheço o Bairro Amarelo que fala, mas sendo um bairro social, mesmo com uma vista fantástica, não deixa de ser isso mesmo  e serem tratados como tal, facilmente tornarem-se autênticos guetos, se as políticas sociais camarárias não não forem previamente acauteladas.</p> <p>Portanto, a meu ver, eu acho acho <span style="font-size: 14pt;">só fala assim quem tudo tem, faltando-lhe apenas o bom senso para não dizerem este tipo de frases.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt;">A Inês ao ir para lá aproveitar a fabulosa vistato, com toda a certeza, não se iria  instalar num  dos apartamentos sociais que lá existem. Ou será que pela paisagem, se acomodaria numa dessas casas básicas onde o conforto e os espaço são os mínimos que se podem dar?</span></p> <p>Não queria dizer o que disse da forma como o interpretamos, talvez o seja, mas como Presidente de uma autarquia há que escolher melhor as palavras, penso eu de que!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:84439 2020-09-22T22:56:00 Aldeia de Lodeiro 2020-09-22T22:03:14Z 2020-09-22T22:37:59Z <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 14pt;">Foi preciso vencer muita curva e contra curva, estrada estreita onde parece não conviverem duas viaturas, e algum piso pouco suave para encontrarmos, quase depois de uma hora, um paraíso perfeito para repousar a mente e relaxar em sossego. Estes últimos e poucos quilómetros que nos faltavam vencer pareceram uma eternidade. Eu já perguntava ao meu co-piloto, quase de minuto a minuto quanto faltava para terminar a aventura.</span></p> <p>Valeu a paisagem deslumbrante, a perder de vista, íngreme, de pedras gigantes, diferente das que vemos mais amiúde.</p> <p>A <strong>Aldeia de Lodeiro</strong> acabou por surgir. Tínhamos chegado ao nosso destino. Uma placa dizia: estacione aqui e alguém virá buscar as suas malas.</p> <p>Deixámos o carro e levámos os nossos pertences e descemos uma pequena ladeira que nos levou à porta do hotel. Uma gata fez-nos companhia, sem medo algum dos novos forasteiros.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_212056.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6e187199/21909759_0jPUs.jpeg" alt="IMG_20200920_212056.jpg" width="720" height="720" /></p> <p><span style="font-size: 14pt;">A Rute recebeu-nos com uma calma, palavra simples e gestos amistosos. </span></p> <p>Contou-nos, enquanto nos apresentava o hotel que a aldeia tem apenas dois habitantes: as do hotel e outros que não conhecemos nem vimos.</p> <p>Só quando entrámos no quarto vivemos a deslumbrante paisagem que o hotel nos prometera. Aliás, esta foi a alavanca motivacional dos herdeiros desse espaço, para transformar neste pequeno hotel rural de quatro estrelas.  </p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_161754.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3a189505/21909758_Pf26Y.jpeg" alt="IMG_20200920_161754.jpg" width="720" height="720" /></p> <p class="sapomedia images">Não deu para aproveitarmos as piscinas, uma interior e outra exterior, ou jogar uma partida de tênis. </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_182103.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba617ae5c/21909760_8jrO3.jpeg" alt="IMG_20200920_182103.jpg" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200921_092440.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7f17553e/21909761_MyiuQ.jpeg" alt="IMG_20200921_092440.jpg" /></p> <p>Optámos por atravessar a quinta, conhecer o espaço e a antiga casa.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_182011.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0b185d1a/21909764_JjDWB.jpeg" alt="IMG_20200920_182011.jpg" width="720" height="720" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_165114.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc618d0cb/21909765_aaCzs.jpeg" alt="IMG_20200920_165114.jpg" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_165038.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be9176f9a/21909766_dgI9f.jpeg" alt="IMG_20200920_165038.jpg" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_164217.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b1856c3/21909767_k15aQ.jpeg" alt="IMG_20200920_164217.jpg" /></p> <p><span style="font-size: 14pt;">Descemos mais um pouco, já fora da quinta e passámos por Boassas e o seu miradouro.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_165642.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd9175e3f/21909772_WRHu2.jpeg" alt="IMG_20200920_165642.jpg" width="720" height="720" /></p> <p><span style="font-size: 14pt;">Continuámos a descer até ao rio Bestança para vermos as cascatas, descansarmos as pernas na esplanada e comer um gelado. Era preciso recuperar para voltar a subir até ao hotel, pois o sol já não nos poupava.</span></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_173041.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bab17c806/21909784_6ygkU.jpeg" alt="IMG_20200920_173041.jpg" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_173217.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0617faf3/21909786_j5w7d.jpeg" alt="IMG_20200920_173217.jpg" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_175207.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba217e508/21909788_sW7yz.jpeg" alt="IMG_20200920_175207.jpg" /></p> <p class="sapomedia images">Cansados, ficámos sentados na varanda a aguardar a noite cair sobre o vale onde o rio Bestança se encontra com o rio Douro.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 340px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200920_200455.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0117197c/21909790_y4rzW.jpeg" alt="IMG_20200920_200455.jpg" width="340" height="720" /></p> <p>O jantar foi servido no hotel, por opção nossa. Na altura soubemos que foi a melhor opção pois o cansaço já tomava conta de nós, aliado ao preço nada excessivo, a qualidade do atendimento, da refeição simples e saborosa, com algum requinte, a meu ver, o mais que suficiente para me sentir em casa.</p> <p>De manhã o nevoeiro cobria a paisagem, mas rapidamente deixou o sol brilhar.</p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200921_075826.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7017762d/21909795_qjq7P.jpeg" alt="IMG_20200921_075826.jpg" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200921_075818.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5017dae5/21909796_6g7ug.jpeg" alt="IMG_20200921_075818.jpg" /></p> <p>O pequeno almoço foi servido à mesa porque as circunstâncias assim o exigem.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200921_112635.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb918a038/21909808_0vjjU.jpeg" alt="IMG_20200921_112635.jpg" width="720" height="720" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200921_112559.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4717d4a1/21909809_0ME48.jpeg" alt="IMG_20200921_112559.jpg" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="IMG_20200921_112639.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc317d49a/21909810_TRzdM.jpeg" alt="IMG_20200921_112639.jpg" /></p> <p>No regresso o nevoeiro não abrandava e cobria a paisagem de neblina fria lembrando um inverno rigoroso daquelas gentes.</p> <p>Partimos de coração cheio com vontade de voltar por mais dias a este hotel de nome Arsduriem Douro hotel.</p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:84006 2020-09-18T09:30:00 Filas aos molhos 2020-09-18T08:51:57Z 2020-09-18T09:08:21Z <p style="text-align: justify;"><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0"><em>"Regresso às aulas. <span style="color: #800080;">Filas</span> à porta das escolas e muitas incertezas"</em>. Esta é a frase que, agora, mais se lê e os nossos olhos confirmam. Há filas não só nas escolas, que são o assunto do momento, mas há-as <span style="color: #800080;">aos molhos<span style="color: #000000;">, um rol extensivo delas</span></span>: nos super e hipermercados, farmácias, lojas, mercearias, cafés, farmácias, e mais um par de botas. .<br /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">O inverno está à porta o que significa que o frio, o vento e a chuva estão a espreitar abaixo da lua. Como resistir a estas intempéries nas filas que marcam o nosso dia-a-dia presente?</span></p> <p style="text-align: justify;"><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Estive recentemente numa clinica médica e o pessoal enfileirado, com distâncias sociais permitidas, acompanhava as +aredes externas do edifício. Estupefacta, logo imaginei se estivesse a chover e a fazer muito frio. Que solução nos vão dar?? As medidas de restrição não incluem estes inconvenientes diários e é certo que não podem incluir tudo. Penso, contudo, que vamos viver dias ainda mais difíceis. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Bom dia.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:83619 2020-09-16T13:29:00 Médicos abusadores 2020-09-16T12:48:59Z 2020-09-16T14:03:03Z <p style="text-align: justify;">Levantei-me cedo, não para ir à minha corrida matinal, mas para chegar a horas a uma consulta.</p> <p style="text-align: justify;">Como sou muito lentinha pela manhã, porque o sono não despega, acabei por ter de correr um pouco para não chegar atrasada e poder cumprir os dez minutos que pedem de antecedência da hora marcada da consulta.</p> <p style="text-align: justify;">E como correr não é um problema para mim, consegui cumprir a minha missão: chegar a horas.</p> <p style="text-align: justify;">Estava orgulhosa de mim mesma, da minha capacidade física que me ajudava nestes momentos de possível incumprimento horário. Não gosto de chegar atrasada. Até dez minutos aceito. Mais que isso, não sou eu.</p> <p style="text-align: justify;">Pois então, eu cheguei a horas, o médico é que não quis saber deste assunto, acabando por me atender já o relógio batia as 11 horas da manhã.</p> <p style="text-align: justify;">Um "desculpe o atraso" saíu-lhe por debaixo da máscara deixando-me com uma vontade de proferir umas quantas palavras que já há duas horas atolavam a minha cabeça.</p> <p style="text-align: justify;">Respirei fundo, bem no fundo de mim mesma para não me exceder e nem sequer deixar sair uma  palavra. Deixei a consulta seguir o seu rumo, em paz e sossego, só do médico porque o desassosego ficou preso em mim num controle absoluto.</p> <p style="text-align: justify;">Uma manhã perdida, pensei eu. Para não prejudicar o serviço que é coisa que não gosto de fazer, fui comprar umas sandes para servir de refeição, em vez de ir a minha casa consolar-me com as lulas recheadas, a beringela assada e a minha doce fatia de melão.</p> <p style="text-align: justify;">Acham que merecemos este descaramento de <span style="color: #800080;">médicos</span> que eu apelido de <span style="color: #800080;">abusadores</span>???</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:82958 2020-09-15T23:10:00 Sem titulo 2020-09-15T22:17:21Z 2020-09-15T22:17:21Z <p>Cada um tem o seu tempo,</p> <p>tempo do seu mundo.</p> <p>Cada um tem o seu sofrimento,</p> <p>caminhos com fumo.</p> <p>Cada um tem os seus medos</p> <p>os meus, alguns esquecidos</p> <p>outros são segredos,</p> <p>ou talvez desistências de mim.</p> <p>Cada um sabe ou pensa que sabe</p> <p>ou mesmo não sabe,</p> <p>nem adivinha o que o outro é.</p> <p>Pensa ter descoberto enredos,</p> <p>inventa o que vê,</p> <p>mas permanece cego</p> <p>surdoe mudo.</p> <p>Cada caminho é uma linha</p> <p>curva, recta, íngreme, escura ou clara.</p> <p>Nem tudo na vida é plano</p> <p>nem o voo é direto, decor azul celeste.</p> <p><strong> </strong></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:82489 2020-09-07T15:15:00 As Apps do vício 2020-09-07T15:53:39Z 2020-09-07T15:53:39Z <p style="text-align: justify;">Num momento que só Deus sabe porquê, deu-me um daqueles vaips e apaguei todas <span style="color: #800080;">as Apps</span> <span style="color: #800080;">do</span> telemóvel, que me alimentavam o <span style="color: #800080;">vício</span>.</p> <p style="text-align: justify;">Foram-se as visitas constantes ao face que mais não eram que coscuvilhices da vida dos outros.</p> <p style="text-align: justify;">Foram-se os jogos que me prendiam horas a fio sem me sobrar tempo até mesmo só para estar parada a fazer nada.</p> <p style="text-align: justify;">Não resisti e criei um novo perfil do Instagram só para seguir gente que fala de assuntos que me interessam e me possam ajudar, sem exporem momentos das suas vidas indivuais.</p> <p style="text-align: justify;">Não quero saber se já voaram de balão de ar quente, nem se pousaram o corpo na mais paradisíaca praia do mundo, nem mesmo se se banharam na piscina mais <em>cool</em> de um hotel qualquer de cinco estrelas.</p> <p style="text-align: justify;">Ainda pego no telemóvel à procura dessas notificações e novidades duvidosas. Logo o pouso, e o coloco mais longe da vista do que da mão. </p> <p style="text-align: justify;">Espero recuperar um pouco de paz interior e de reorganizar o meu tempo mais livre de uma liberdade mais positiva.</p> <p style="text-align: justify;">Espero que nasça tempo para os livros.</p> <p style="text-align: justify;">Espero que a dor no meu polegar de tanto trabalhar, amenize.</p> <p style="text-align: justify;">E, a bateria do telemóvel, aumentou a sua vida. Espero eu, também, ganhar horas de vida mais saudáveis.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:81776 2020-09-03T14:27:00 agradecimento de aluno 2020-09-03T13:38:51Z 2020-09-03T21:43:05Z <p style="text-align: justify;">Acabei de ler este Post da <a href="https://retalhosdavidadeprofs.blogs.sapo.pt/afinal-vale-a-pena-7393" target="_blank" rel="noopener">Maribel</a> e como o ano letivo já bate à porta das nossas vidas, achei-o interessante, por duas razões: um aluno agradeçe à sua antiga professora o esforço que fez para ter sucesso mais à frente na sua vida; e por outro lado, por considerar ser uma homengem a todos estes profissionais que abraçaram esta carreira de ensino. </p> <p style="text-align: justify;">Todas as profissões têm os seus altos e baixos, com bons e maus profissionais mas, ser professor, não é fácil, em especial, nos dias de hoje. Os pais são muito exigentes e há um grande leque de alunos em que a sua educação deixa muito a desejar, tornando muitas vezes, esta profissão de ensino, um risco, um desafio à sanidade mental do profissional.</p> <p style="text-align: justify;">Um bem haja a todos, <span style="text-decoration: underline;">com exceção</span> daqueles que não sabem o significado de "<strong>ensinar</strong>".  </p> <p style="text-align: justify;"><span style="background-color: #ffffff; color: #008080;">Nota: <span style="font-size: 12pt; background-color: #ffffff;">Não foi a Maribel que escreveu o post que vos mostro. As  minhas desculpas. Deixo o comentário da Bruxa Mimi<em>:</em> "<em>Aproveito para dizer que a autora do post não foi a Maribel e sim a Mäyjo. O blogue é a "várias mãos"...</em>).</span>        </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:81319 2020-09-02T11:55:00 Chegámos ao mês nove 2020-09-02T14:49:11Z 2020-09-02T20:26:38Z <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img class="editing" style="width: 720px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20200825_095746_375.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5f177a7d/21894068_3o4NF.jpeg" alt="IMG_20200825_095746_375.jpg" width="720" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">Chegou setembro e do que me lembro, se a memória não me atraiçoa, agosto não passou numa "boa", nem o março, abril, maio, junho ou julho. Passámos estes seis meses carregados de desassossegos, com uma primavera que nos congelou em casa, uma páscoa sem abraços, férias desconfortáveis a fugir do imprevisível. Porém, cresceram os abraços, as risadas e as partilhas virtuais.</p> <p style="text-align: justify;">Chegámos ao mês nove. Nove meses de uma estrada sinuosa onde o sossego não encontra a luz do dia.</p> <p style="text-align: justify;">Agora, no palco, iniciou-se a dança dos livros. Tocam-se guitarradas desafinadas. O pessoal não aplaude. O pessoal tenta assimilar. Aulas desencontradas? obrigações novas e hábitos que terão de ser rotinas: rostos de máscaras? recreios sem ajuntamentos? aulas de ginástica com distâncias?</p> <p style="text-align: justify;">Há um puzzle gigante na mesa dos decisores e cada um toca o seu piano. Uns tocam baixinho. Outros, não se ralam de tocar com teclas quebradas. Já há vozes que clamam discursos menos humanistas: que tombe quem tem de tombar; a economia não pode morrer; o PIb tem de ser controlado.</p> <p style="text-align: justify;">Há no ar a vontade de ver o puzzle completo e só isso importa.</p> <p style="text-align: justify;">A incerteza, porém, é a rainha dos dias. A castanha sairá do seu casulo. O Natal encherá as mesas dos que não nunca são afetados pelas crises. O fim do ano terá, de novo, champanhe. Só o fogo, talvez, não será o rei da noite e não irá ilumina noite...</p> <p style="text-align: justify;">O sistema perfeito nunca foi perfeito e está definitivamente imperfeito.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:51355 2020-08-24T09:41:00 E é amar-te, assim... 2020-08-24T08:55:37Z 2020-08-24T09:01:48Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20190728_171730.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4118f9a0/21559466_MYRE6.jpeg" alt="IMG_20190728_171730.jpg" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Passar em Vila Viçosa é passar pelo interior da Florbela Espanca e trazer connosco a alma desta Vila portuguesa do nosso Alentejo, gravada na casa onde a poetisa nasceu. Não poderia ser de outra forma.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Amar perdidamente esta poesia carregada de sentimento e tristeza, é quase ser um pouco de mim. Como queria escrever, assim, construir este oceano de palavras a descreverem-me a alma e o sentir que mora em mim.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Por não saber ser poetisa deixo a poesia ser soneto, ser poema, ser a voz do Poeta, a nossa poetisa Florbela Espanca, que Luís Represas tão bem a soube vestir de notas musicais:</p> <p style="text-align: center;"><strong>Ser poeta</strong></p> <p class="align-left" style="text-align: center;">Ser poeta é ser mais alto, é ser maior</p> <p class="align-left" style="text-align: center;">Do que os homens! Morder como quem beija!<br />É ser mendigo e dar como quem seja<br />Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!</p> <p class="align-left" style="text-align: center;">É ter de mil desejos o esplendor<br />E não saber sequer que se deseja<br />É ter cá dentro um astro que flameja,<br />É ter garras e asas de condor!</p> <p class="align-left" style="text-align: center;">É ter fome, é ter sede de Infinito!<br />Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…<br />É condensar o mundo num só grito!</p> <p class="align-left" style="text-align: center;">E é amar-te, assim, perdidamente…<br />É seres alma, e sangue, e vida em mim<br />E dizê-lo cantando a toda a gente!</p> <p class="align-left" style="text-align: center;">In<em> Sonetos</em></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:80891 2020-08-21T09:17:00 Da janela para a cidade 2020-08-21T08:24:44Z 2020-08-21T14:04:07Z <p class="sapomedia images"><img style="width: 501px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="jan.jpeg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4a17f53a/21885402_q2brR.jpeg" alt="jan.jpeg" width="501" height="624" /></p> <p style="text-align: center;">Deitei um olhar para a cidade através da janela da sala, não minha, mas da que me calhou em sorte. É motivo para enamoramento pela beleza que ela me transmite.</p> <p style="text-align: center;">Não cai chuva e não promete cair. Há um desvanecimento das nuvens que não agoiram lágrimas a encharcarem-os os pés.</p> <p style="text-align: center;">O Sol quenter abafa o ar. Há um cheiro a tempo tropical. Há mudanças repentinas. Consequências do aquecimento global, dizem.</p> <p style="text-align: center;">Não me sobram mais palavras. A inspiração ainda não acordou.</p> <p style="text-align: center;">Para todos deixo um "bom dia". </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:80516 2020-08-20T00:02:00 Depressão Ellen 2020-08-19T23:11:13Z 2020-08-21T14:05:07Z <p style="text-align: justify;">Há um sistema frontal associado à depressão Ellen que irá afetar Portugal e trazer-nos uma chuva forte e baixa de temperatura em pleno mês de verão. </p> <p style="text-align: justify;">Quem diria que este choro da Ellen iria estragar os dias de praia, para quem tirou as férias, agora, e se quer espraiar a apanhar um pouco de sol quente.</p> <p style="text-align: justify;">É mais uma a juntar aos desaires deste ano. Não cairmos em depressão começa a ficar difícil. Ou entao, o melhor é deitar tudo para  trás das costas, pois já começam a não ser novidade.</p> <p style="text-align: justify;">Eu não estou de férias mas, se estivesse, não saberia se deveria rir ou chorar.</p> <p style="text-align: justify;">Por agora vou-me aninhar nos meus lençóis lavados e cheirosos, aguardando a chuva a bater na vidraça, que é algo que eu gosto de sentir.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:80251 2020-08-18T03:08:00 Há ainda algum humor 2020-08-18T03:18:51Z 2020-08-21T14:10:03Z <p class="sapomedia images"><img class="" style="width: 520px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20200813_082729_758.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbd18a225/21882739_Kicse.jpeg" alt="IMG_20200813_082729_758.jpg" width="520" height="520" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Prolonga-se, no tempo, um compasso de espera de um fim que se deseja mas, sem qualquer fim à vista. A meada adensa-se e os nós ficam difíceis de se desapertarem.</p> <p style="text-align: justify;">Quantas vidas já mudaram e quantas mais se vão virar do avesso. </p> <p style="text-align: justify;">Creio que ainda não estou, nem de longe nem de perto, de uma reviravolta de 360 graus, mas sinto que já rodei uns 90 graus e que a roda continua a girar em direção dos 180, não querendo, teimosamente, regressar à posição de repouso.</p> <p style="text-align: justify;">Seis meses já passaram de um ano que nasceu cheio de ingredientes sumarentos que o tornariam, talvez, mais positivo do que negativo. O impensável surgiu tão de mansinho, tornando-o em dias calamitosos para o mundo inteiro, atingindo ricos e pobres, pretos e brancos. Os seus dias são feitos de números e equações sem solução conhecida.</p> <p style="text-align: justify;">Se, em março, tentei levar os acontecimentos para a brincadeira, rapidamente fui atingida no âmago de mim mesma, e a superação ainda hoje não a conheço, nem tem corpo nem forma.</p> <p style="text-align: justify;">O caminho faz-se sobre uma corda bamba, pé ante pé, sem programar horas, muito menos dias da vida.</p> <p style="text-align: justify;">Hoje nasceu azul, amanhã poderá ter o sabor amargo.</p> <p style="text-align: justify;">Se sempre foi assim, porque a vida é imprevista, muito mais o é quando se vive uma guerra, sendo esta contra um inimigo invisível.</p> <p style="text-align: justify;">A imagem que vos mostro é um pouco reveladora de que ainda sobra algum humor no mundo. Precisamos dele para respirar e sorrir, mesmo que sejam sorrisos solitários escondidos por de trás de máscaras que os impedem de ver a luz do dia.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:80007 2020-08-16T21:22:00 Regresso sem vontade 2020-08-16T20:29:49Z 2020-08-21T14:10:14Z <p style="text-align: justify;">Foram três semanas que voaram e eu planei nas asas deste meu voo o esquecimento, deixando para trás as horas de trabalho aborrecido. Decidi deitar-me no colchão do descanso.</p> <p style="text-align: justify;">Amanhã regresso sem querer voltar. Volto sem saudades de ninguém.</p> <p style="text-align: justify;">Se é mau, não me ralo. Só queria ficar mais uns dias a fazer o que me apetece.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:79692 2020-08-12T11:58:00 Estou demasiado sonhadora 2020-08-12T11:10:27Z 2020-08-12T11:10:27Z <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200812_115550_328.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6417fadb/21878806_qGy8w.jpeg" alt="IMG_20200812_115550_328.jpg" width="720" height="720" /></p> <p>Grande mansão com vista sobre o vinhedo Douriense.</p> <p>Parece abandonada embora a vinha esteja tratada. </p> <p>Não sei. Ela é linda de morrer. </p> <p>No outono, com a vinha colorida, entre amarelos, laranjas e encarnado, deve ser uma perdição.</p> <p>Imagino-me naquelas lindas varandas a ler um livro, a recarregar energias embrulhada numa soneca. </p> <p>Um sonho apetecível para fazê-lo tornar-se real.</p> <p>O meu olhar perde-se nestes horizontes que mais parecem pedacinhos do Céu na Terra.</p> <p>Estou demasiado sonhadora, ou é engano meu?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:79489 2020-08-10T12:18:00 Casas de escamas 2020-08-10T11:31:11Z 2020-08-21T14:11:29Z <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20200810_121729_518.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba518a611/21877413_OLKAZ.jpeg" alt="IMG_20200810_121729_518.jpg" width="720" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">Ainda há destas casinhas, esta abandonada, é certo, mas pode ser que alguém lhe ache graça, como eu e a minha filha, e lhe dê nova viva para permanecer a encantar.</p> <p style="text-align: justify;">Estas casinhas modernizadas por dentro e mantendo a traça antiga por fora, são um mimo. Se tivesse umas notas valentes, já era minha.</p> <p style="text-align: justify;">Assim, aguarda uma boa alma que a entenda e a transforme num lar feliz.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:79213 2020-08-09T08:44:00 Chorando de sede e abandono 2020-08-09T08:04:59Z 2020-08-21T14:14:56Z <p class="sapomedia images"><img style="width: 340px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20200808_193125.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B96187ff8/21876657_eOzC4.jpeg" alt="IMG_20200808_193125.jpg" width="340" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">Habituada a ver esta palmeira no seu esplendor, após a subida de muitos degraus do Escadório da Nossa Senhora dos Remédios, fiquei perplexa ao ver esta sua secura. </p> <p style="text-align: justify;">De folhas descaídas, chorando por uma pinga de água, clamando a atenção dos responsáveis da mata e jardim onde se encontra. </p> <p style="text-align: justify;">Meteu-me dó. Quase chorei com este seu destino. </p> <p style="text-align: justify;">Sempre a conheci, vibrante, cheia de vida. Quantos anos ela tem? Muitos, mais que os meus anos de vida.</p> <p style="text-align: justify;">Não merecia um fim destes por descuido.</p> <p>Toda a mata que a rodeia está devotado ao abandono.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 720px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20200808_213101_818.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B96174e84/21876658_7OMzg.jpeg" alt="IMG_20200808_213101_818.jpg" width="720" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">Este lago era de uma água límpida, com barcos, patos e era aqui que passávamos umas tardes frescas e divertidas.</p> <p style="text-align: justify;">Com o turismo no seu máximo, embora 2020 seja um ano para esquecer, quem gere este espaço não tem sabido aproveitar o que de bom a natureza nos pode dar.</p> <p style="text-align: justify;">Com o covid a atrapalhar-nos a vida, já presinto uma morte anunciada desta menina bonita desta cidade.</p> <p style="text-align: justify;">(PS: o mal da palmeira que vos mostro, não é sede mas uma doença habitual destas árvores que as matam rapidamente. A minha ignorância fez-me escrever o que não sabia. As minhas desculpas).</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:78945 2020-08-08T14:35:00 À porta da igreja 2020-08-08T14:31:22Z 2020-08-21T14:22:10Z <p class="sapomedia images"><img style="width: 340px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="hhhhhhh.jpeg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf717337c/21885414_qatrS.jpeg" alt="hhhhhhh.jpeg" width="340" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">Da porta da igreja rezam-se as ladainhas, os Pai Nossos e Avé Marias. Deste lado da igreja, mesmo à porta, evita-se o uso da maldita máscara e consegue-se colocar a oração em dia, mais pertinho de todos os santos e arcanjos.</p> <p style="text-align: justify;">Ora, Deus está em todo lado e tudo vê. Se calhar aqui, salvaguada-se melhor a fé no Senhor.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:78623 2020-07-29T22:42:00 Tranquilidade à beira mar 2020-07-29T21:42:31Z 2020-08-21T14:23:19Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 340px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200729_181926.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf317e81e/21869334_OOMbQ.jpeg" alt="IMG_20200729_181926.jpg" width="340" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Transpira-se tranquilidade à beira mar, num verão ameaçado pela pandemia, já conhecida e que não vou falar. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Não </span><span style="font-size: 14pt;">há crianças a gritar, nem correria pelo areal, nem bola rolando a atingir o bronzeado.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Não há radiofonia aos gritos, só mesmo a senhora da bolinha de Berlim, acicatando a nossa gula.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Há distância social que baste e um lugar ao sol bem confortável.</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"> Há espaço para a toalha não ser pisada pelo vizinho distraído. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">O sol queima a pele vestida do potente creme protetor. Um vento sopra levemente. É refrescante mas não nos levanta o pêlo do arrepiado. </span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;">Três horas de praia quente que souberam a descanso e alguma paz.</span></p> <p><span style="font-size: 14pt;"> </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:78360 2020-07-23T15:23:00 Chuva de papéis e informações 2020-07-23T14:48:00Z 2020-07-23T14:49:38Z <p style="text-align: justify;">Sob uma chuva de papéis e inforamações novas, com a cabeça a mil à hora e com olhos cansados, deixei de percorrer este meu trilho da escrita que passou quase ao completo esquecimento.</p> <p style="text-align: justify;">Há situações e momentos que não se controlam mas que nos controlam a nós.</p> <p style="text-align: justify;">As palavras ficaram inundadas em pensamentos exclusivos do trabalho e a inspiração partiu para parte incerta.</p> <p style="text-align: justify;">À beira de três semanas de férias, não sei se estarei, tão cedo, formatada para a escrita.</p> <p style="text-align: justify;">Irão ser duas semanas que serão reduzidas a despedidas e a viver experiências conhecidas. A terceira será a norte, rumo ao meu berço de origem.</p> <p style="text-align: justify;">Desisti das minhas <a href="https://quatrosapos.blogs.sapo.pt/dias-de-ferias-fora-de-casa-75507" target="_blank" rel="noopener">saídas</a> "cá dentro" por motivos que agora não interessam nada. Não quero empobrecer o meu merecido descanso. Quero sim, melhorar o que parece ser pouco sumarento e espremer ao máximo para retirar o sumo doce dos dias.</p> <p style="text-align: justify;">Até que a inspiração me beije os dedos e estes conseguam percorrer o teclado do PC para vos contar o que sou e para onde caminho, vou uns uns dias de férias e já volto.</p> <p style="text-align: justify;">Divirtam-se vocês se estiverem neste trilho mais desejado do ano, especialmente o deste 2020, tão cheio de constrangimentos muito pouco agradáveis.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:78225 2020-07-09T21:58:00 Canção do mar 2020-07-09T21:10:32Z 2020-07-09T21:10:32Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20200709_215645_899.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc51839be/21856394_b7sbp.jpeg" alt="IMG_20200709_215645_899.jpg" width="720" height="720" /></p> <p>Há horizontes que me libertam a serotonina e que me provocam, logo, um sorriso, mesmo que seja só conhecido por mim. O coração explode e bate ao ritmo do silêncio das minhas emoções.</p> <p>E eu vivo esse momento que tem a cor e o valor do ouro.</p> <p>Por fim, estendo meu corpo na areia ainda quente da praia. Escuto a canção do mar e adormeço, embalada, até ser dia.</p> <p>Um sonho, uma fantasia, e isso que interessa, se são estas magias que secam o meu pensamento coberto de lágrimas?</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:77921 2020-07-08T10:22:00 Haja esperança 2020-07-08T10:02:23Z 2020-07-08T10:02:23Z <p style="text-align: justify;">Os dias continuam a passar e já vamos no mês sete e o vírus continua a atormentar os nossos dias.</p> <p style="text-align: justify;">Não aproveitei o sol e sabores da páscoa de que gosto muito a Norte; não vi passar a primavera; e o verão está cada vez mais infetado.</p> <p style="text-align: justify;">Vão chegar as castanhas assadas e não vou dar por elas. E finalmente, vai chegar o natal sem qualquer azáfama. Para mim, tanto me faz que do Natal, já lhe perdi a graça faz muito tempo.</p> <p style="text-align: justify;">O vírus passeia-se, nós não o vemos e se não fossem as estatísticas diárias invadirem os nossos lares, quase não acreditávamos que ele existe. Ele está de cal e pedra na calçada a atormentar o mundo, quer seja pobre ou rico, preto ou branco, tanto-lhe faz.</p> <p style="text-align: justify;">Definitivamente, 2020 é para esquecer. Não lhe consigo pegar um rumo que bata certo. Já me trouxe o sabor amargo da morte do pai; os aborrecimentos suficientes que uma multa envolvem, desde pagar elevada quantia como ter de ficar inibida de conduzir; o confinamento que me levou a alegria da alma; agora recebi a notícia do <em>volte face</em> na minha carreira profissional que parecia, finalmente, ter encarrilhado; e ver daqui a dias, a partida para o estrangeiro das sobrinhas, a mais velha e a minha pequenina, que me traziam um certo alento.</p> <p style="text-align: justify;">O meu equilíbrio emocional, faz-se agora com a ajuda de uns comprimidos à mistura, que sem eles já não há forças suficientes para combater tanto embate. Vou ter de reinventar muito para vencer tanta batalha negativa.</p> <p style="text-align: justify;">Com vírus ou sem ele, há que viver de cabeça levantada. Haja imaginação e força nas canelas que a moral se irá erguer do pó das cinzas e voltar a iluminar as veredas da vida.</p> <p style="text-align: justify;">Desejem-me sorte, que para vocês, eu vos desejo as maiores do mundo mesmo estando a minha espalhada pelas ruas da amargura. Haja esperança, que tudo se há-de resolver.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:77461 2020-07-03T15:37:00 de mão em mão, ou de boca em boca 2020-07-03T15:15:55Z 2020-07-03T15:15:55Z <p style="text-align: justify;">Na sequência deste meu <a href="https://quatrosapos.blogs.sapo.pt/mas-posso-pegar-no-carro-62420" rel="noopener">post</a> já recebi uma carta da ANSR, (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), com a decisão Judicial, obrigando-me a  pagar 232,50€, mais a sanção acessória de inibição de conduzir pelo período de 60 dias.</p> <p style="text-align: justify;">Após leitura de toda a decisão, fiz uma contestação à mesma porque acusam-me de não ter pago, voluntariamente, o valor da multa pelo mínimo, a quando do recebimento da notificação da contraordenação que fui sujeita por excesso de velocidade.</p> <p style="text-align: justify;">Enquanto aguardo nova decisão judicial e por ter contestado, creio que não preciso de entregar, por ora, o meu título de condução e posso andar com o carro.</p> <p style="text-align: justify;">Contudo, assaltou-me à ideia uma questão fulcral, para mim, que é a de <span style="background-color: #ffffff;">saber se posso mesmo andar a conduzir </span>e se não estou a incorrer do crime de desobediência, ou se for apanhada pela Polícia, seja qual for o motivo (estamos sempre sujeitos a tal), se eles estão informados desta minha contestação que, em principio, me dá direito a não entregar a carta e poder conduzir.</p> <p style="text-align: justify;">Para tirar as dúvidas:</p> <p style="text-align: justify;">- Já mandei email à PSP, que empurrou a questão para a ANSR;</p> <p style="text-align: justify;">- Já mandei as minha dúvidas à ANSR, mas ainda não obtive resposta;</p> <p style="text-align: justify;">- Fui ao posto da PSP da minha zona que me mandou para outro posto da PSP mais relacionado com o trânsito e aconselharam-me a não pegar no carro;</p> <p style="text-align: justify;">- Fui ao posto da PSP do trânsito e mal abri a boca já me estavam a mandar ir para a ANSR.</p> <p style="text-align: justify;">Tive que me impor e dizendo que estava ali porque foi indicado por um colega seu. Perante isto, disse que não devia estar ali porque estamos em tempo de contenção. Justifiquei que precisava com urgência de acabar com uma dúvida minha, à qual ninguém me estava a responder. Decidiu, então ouvir-me. depois de balbuciar umas coisas, foi ter com um colega num gabinete, que não vi, e veio com a resposta que podia  sim conduzir e aguardar a resposta à minha contestação. Insisti que era uma resposta verbal e que precisava de algo mais concreto. Respondeu que bastava a palavra dele porque era assim, e mandou-me embora.</p> <p style="text-align: justify;">Vim de lá desconsolada e sem resposta às minhas dúvidas.</p> <p style="text-align: justify;">- Encontrei um PSP de trânsito na rua e contei-lhe a minha história. Poder conduzir sim, mas para ter a certeza absoluta que correria tudo bem, aconselhou-me a ir ter com os colegas que andam na rua a colocar os bloqueios nos carros, que eles pode consultar o processo on-line e, assim, esclarecerem-me.</p> <p style="text-align: justify;">Conclusão: de mão em mão, ou de boca em boca, se vão resolvendo as questões. Parece-me demasiado terceiro mundo e não um país que se quer desenvolvido.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:76858 2020-06-30T09:41:00 Lisboa para Inglês ver 2020-06-30T09:40:59Z 2020-06-30T13:37:04Z <p style="text-align: justify;">Estou preocupada com Lisboa.</p> <p style="text-align: justify;">As mudanças do Sr. Medina estão a condicionar a fluência do trânsito na cidade e, para quem decidiu viver e nela investiu, bem como comprou um carro para facilitar os seus movimentos internos e externos à cidade, vai ver chegar o dia em que não vai conseguir arranjar um lugar para estacionar a sua carroça.</p> <p style="text-align: justify;">Querem uma Lisboa moderna para Inglês ver, mas para Português afugentar, complicar-lhe a vida e torná-la num inferno.</p> <p style="text-align: justify;">Há obras que podem estar bonitas à vista mas só facilitam o entupimento do trânsito.</p> <p style="text-align: justify;">As ciclovias crescem como cogumelos. Os passeios largos e espaços para esplanadas crescem como silvas; as vias de sentido único são a excelência deste Senhor Presidente. Quando há uma ambulância, não há fuga possível. O caos que estava já instalado, nem este consegue piorar o seu estado. Não há uma única hipótese de se fazerem desvios e deixar a ambulância seguir a sua marcha de urgência. Só se esta colocar uma hélice e conseguir levantar voo.</p> <p style="text-align: justify;">Lisboa é a cidade das sete colinas. Uma cidade de muitas subidas e consequentemente muitas descidas. É uma cidade entupida por natureza. Não há um serviço de transportes que garantam a mobilidade fluente das pessoas. Não há parques de borla suficientes às entradas da cidade para as pessoas deixarem os carros e terem a rede de transportes preparada para trazerem as pessoas para o centro da cidade e nela circularem com alguma fluidez e facilidade.</p> <p style="text-align: justify;">O Sr. Medina quer tirar os carros da cidade. Diminuir a poluição. Criar espaços de circulação menos poluentes. Colocar as pessoas em movimento pedonal. Pois bem, são teorias giras mas para se implementarem numa cidade que à partida tem o mínimo de condições para tal.</p> <p style="text-align: justify;">Não me parece que Lisboa tenha essas condições. Os resultados estão à vista. Entupimentos constantes, ciclovias vazias e passeios largos mas ocupados com as mesas e cadeiras dos cafés e restaurantes, que dão lucram à autarquia. A passagem dos peões por estes espaços chega até a ficar complicada.</p> <p style="text-align: justify;">Preocupado com estas obras megalómanas mas que darão, com certeza, lucro a alguém, o Sr. Medida cospe para o ar e gasta o dinheiro nelas e fecha os olhos aos reais problemas da cidade: a resolução urgente de tirar da rua os sem-abrigo acampados aos molhos pela cidade, nos jardins, ocupando passeios mesmo à porta de casa de quem na cidade habita, sendo um problema com tendência a agravar com o desemprego a subir devido à pandemia instalada; passando pela da lixeira cada vez mais crescente pelas ruas, dos buracos nos passeios, etc, etc.</p> <p style="text-align: justify;">Querem uma cidade verde e turística mas com tanto miserabilismo instalado e com a vida feito inferno para quem cá resolve fazer vida. É esta a Lisboa do futuro?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:76673 2020-06-26T10:21:00 Simplesmente bom! 2020-06-26T09:32:07Z 2020-06-30T13:37:56Z <p class="sapomedia images"><img class="" style="width: 238px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="21845664_nTejU.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B52183c06/21845666_8K8mQ.jpeg" alt="21845664_nTejU.jpeg" width="238" height="304" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img class="" style="width: 240px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IMG_20200624_185007.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1217ea71/21845665_z8fes.jpeg" alt="IMG_20200624_185007.jpg" width="240" height="508" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Pão-de-ló é o bolo preferido do maridão. Raramente o faço porque não me puxa para isso e tenho a mania de fazer doces ou bolos o mais fit possível.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Ontem, a propósito de estrear o forno novo, e à falta de doces pela casa, o rapaz pôs mãos à obra e eis que quando chego a casa o cheiro não enganava ninguém: havia este maravilhoso pão-de-ló, lindo por fora, bonito por dentro e saboroso ao paladar, de comer e chorar por mais.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Há momentos que vem por bem. Este foi um deles.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">E para um final feliz de qualquer mulher, a cozinha estava arrumadíssima. Eh, eh, o moço esforçou-se.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Bom fim de semana.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrosapos:76352 2020-06-23T11:10:00 Não se vive como nas novelas 2020-06-23T10:11:26Z 2020-06-23T10:11:26Z <p style="text-align: justify;">A vida real, a de todos os dias e que corre entre quatro paredes só diz respeito a cada um de nós. A partilha dessas horas diárias são o que cada um quer mostrar aos outros.</p> <p style="text-align: justify;">Não se vive como nas novelas, verdadeiras perfeições da vida diária individual e coletiva.</p> <p style="text-align: justify;">O produtor da novela reproduz o que mais que se parece com a vida familiar, com os seus amores, com as suas paixões, com as suas profissões, mas esta não passa de uma ficção para nos entreter, deixar mais animados e empolgados com os seus finais felizes. Fazem-nos sonhar com os atores, com as belezas das casas de piscinas e jardins, e até com os fartos pequenos-almoços. Nas novelas brasileiras, confesso, estes últimos são de fazerem inveja.</p> <p style="text-align: justify;">Porém, há quem confunda os enredos novelescos com o que se passa interiormente nas nossas vidas.</p> <p style="text-align: justify;">Enchem-se páginas de revistas, vistas e relidas para sonharmos. Mas nem a vida é uma novela, nem a novela reflete o que é a vida.</p> <p style="text-align: justify;">Por isso nos chocamos quando a tragédia passa à porta desses atores que representam, porque é a sua profissão, para nos entreterem, que dão entrevistas onde a perfeição é o mote principal pra nós sonharmos e desejarmos ser assim, perfeitos, bonitos, elegantes. Muitos não passam de máscaras em cenários ensaiados para a perfeição ser vendida.</p> <p style="text-align: justify;">Ninguém gosta de andar a ler a tristeza que interiormente, tantos de nós vivemos. É um assunto que se esconde porque todos fogem dele. Abandona-se quem assim anda. Não se estende uma mão para levantar um moribundo, quer seja físico, quer psicológico. E até dizem: que se afunde sozinho. Não há tempo nem paciência para estes casos que nem são vendidos nas revistas. Só mesmo quando o final terminou em tragédia. Aí sim, todos querem ler o que é uma mistura entre o real e o que se inventa com o intuito de vender até esgotar.</p> <p style="text-align: justify;">Tão bem nos diz o ditado: quem vê caras não vê corações. Tão verdade, tão real que até dói.</p>