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11
Dez19

Correr é moda?


Mãe Maria

Cada vez se vê mais gente a praticar corrida. É até uma moda que custa dinheiro porque as provas a que nos propomos fazer, não são nada baratas.

Gordos, magros, novos e velhos, vê-se de tudo. E aproveitam uma parte do dia, para desafiarem as condições climatéricas e dedicarem-se a esta causa, desafiando, da mesma forma, os seus limites físicos. Aproveitam o ar livre da rua, não pagam mesadas e queimam calorias, com grande benefício para a saúde.

Quando passo por eles, sinto uma satisfação enorme, em especial, se está muito frio na rua, ou aquele sol escaldante que, me mata e me deixa sem forças.

Não podemos é esquecer que, cada corpo tem as suas especifidades e limites próprios. Correr só dá saúde se soubermos respeitar as regras desportivas necessárias e sabermoscom o que  podemos contar de nós próprios.

Não devemos correr porque a amiga X e a Y também correm e correr está na moda. Não, assim, não há saúde que chegue.

No domingo que passou, aventurei-me à minha quinta meia maratona. 21 km e 95 metro, Não é tão fácil conseguir cortar a meta, como se pensa. São bastantes quilómetros e, só com preparação física e muitos quilómetros nas pernas, se atinge a leveza desta aventura, sem mazelas graves ao corpo. A juntar a isto, há que ter muita superação mental. Sem esta força, esqueçam. Fiquem em casa a ler um bom livro.

Há que treinar, há que respeitar os sinais do corpo, há que estarmos conscientes das nossas limitações. A superação não se consegue de um dia para o outro. Há muito trabalho anterior.

A minha primeira prova desta distância foi há cerca de quinze anos, ou talvez mais, um ou dois anos. Fiz uns treinos curtos poucas semanas antes, e a dificuldade encontrada no dia da prova foi gigante. Terminei-a dois minutos antes do tempo limite para a mesma, que eram três horas. 

Volvidos estes quase dezoito anos, há quase cinco anos, voltei ao ginásio e à corrida.

Não conseguia passar os dois quilometros seguidos e a uma velocidade baixa. Aos poucos a evolução foi-se notando e no ano passado, aventurei-me às provas de rua, e mais no final do ano, à minha segunda meia maratona. Faltaram-me vencer oito minutos para conseguir correr estes longos quilómetros da meia maratona, abaixo das duas horas.

Depois desta, já fiz mais três e em duas delas piorei os tempos em mais alguns minutos. Não me fez confusão. Terminei as provas e dei-me por satisfeita por isso.

Neste domingo, fiz a minha quinta meia maratona. Ao quilómetro dois sofria uma dor na perna esquerda que é devido a uma acumulação do ácido lático nos ossos. Tive de abrandar. Fui aconselhada por outros corredores, a desitir. Não o fiz. Mantive esse ritmo mais lento, até a dor se dissipar. Ver toda a gente a ultrapassar-me foi duro, mas mantive o meu foco. Conseguidos os 10 quilómetros, fui aumentando o ritmo, até ao km 18. Estava quase a terminar. O último, foi feito em completo esforço. Só queria ver a meta e passar por ela. E, ao chegar, ver que demorei duas horas oito minutos e trinta  e seis segundos, foi muito bom.

Treino, agora, para uma nova meia maratona lá para fevereiro, já com os meus 56 anos completos. Antes, tendo ainda pelo meio a corrida de S. Silvestre de Lisboa. Uma corrida que já é uma praxe.

Superar grandes distâncias é uma sensação que não é possível descrever. É duro. É sentir que já não temos a mesma garra dos vinte, nem dos trinta anos de idade, mas consegues ultrapassar quem tenha, agora, essa juventude. É sentir uma energia boa que te faz correr atrás de uma vontade de superação. É preciso ter muito foco, muito poder mental de "eu vou conseguir", e as pernas obedecem, de imediato.

O corpo faz mais do que o que pensamos conseguir atingir. Basta querer. Basta não ceder à primeira dor, ao primeiro cansaço. Basta mentalizar que se consegue. E no fim de isto tudo, o sabor de cortar a meta é genial.

E se pensas não voltar a estas aventuras, que te tiram da cama, num domingo, dia de descanço às seis da manhã,  enganas-te. Quando dás por isso, já te inscreveste em mais uma aventura.

Vamos nessa?

 

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