Chorando de sede e abandono
Maria Castanha

Habituada a ver esta palmeira no seu esplendor, após a subida de muitos degraus do Escadório da Nossa Senhora dos Remédios, fiquei perplexa ao ver esta sua secura.
De folhas descaídas, chorando por uma pinga de água, clamando a atenção dos responsáveis da mata e jardim onde se encontra.
Meteu-me dó. Quase chorei com este seu destino.
Sempre a conheci, vibrante, cheia de vida. Quantos anos ela tem? Muitos, mais que os meus anos de vida.
Não merecia um fim destes por descuido.
Toda a mata que a rodeia está devotado ao abandono.

Este lago era de uma água límpida, com barcos, patos e era aqui que passávamos umas tardes frescas e divertidas.
Com o turismo no seu máximo, embora 2020 seja um ano para esquecer, quem gere este espaço não tem sabido aproveitar o que de bom a natureza nos pode dar.
Com o covid a atrapalhar-nos a vida, já presinto uma morte anunciada desta menina bonita desta cidade.
(PS: o mal da palmeira que vos mostro, não é sede mas uma doença habitual destas árvores que as matam rapidamente. A minha ignorância fez-me escrever o que não sabia. As minhas desculpas).
