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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

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23
Jan19

Ação policial agressiva ou defensiva?


Mãe Maria

Tem-se vindo a assistir a uma revolta, já quase generalizada, contra qualquer ação policial mais agressiva, violenta, incluindo pontapés ou bater constante e indiferenciado sobre os meliantes que usam violência sobre cidadãos inofensivos, roubando-os, estuprando-os, quase matando-os ou deixando-os numa cama do hospital.
Perante esta revolta e penalizações profissionais, estes agentes quando atuam sobre quadros de violência, quase são obrigados a conterem os seus impulsos defensivos perante quadros de violência extrema, de onde chovem pedradas e agressividades para chuchu. Esta defesa policial evitará o facto de virem a ser acusados de racistas, de violentos, de xenófobos, e ainda virem a ser sujeitos a um processo disciplinar.
O povo indigna-se e as televisões fazem nos crer que pobrezitos são quem anda a causar o mal e não os agentes que agem na defesa de um povo.
Afinal, qual é a linha que separa este comportamento agressivo dos agentes, da agressividade gratuita e maldosa dos maléficos e arruaceiros da nossa sociedade?
Não sou defensora da violência gratuita e descontrolada, muito menos se existirem motivos racistas e xenófobos da violência, por parte dos agentes policiais. No entanto, parece-me, que esta fronteira do que é violência policial gratuita ou do que é defesa, é difícil de delinear quando tudo se passa num ambiente hostil, vinda de grupos que espalham violência e medo aos outros. O descontrolo policial é quase inevitável.
É sabido que violência gera violência e se não dermos hipótese há polícia de agir com a violência necessária, como poderão eles nos defender?
O que querem, gentes da minha terra? Que os agentes fiquem quietos à espera de serem trucidados bem como deixarem trucidar e destruir o que aparece pela frente a essa gente má? Ou querem que se corte ou tente cortar o mal pela raiz?
Não sou defensora de se armar um povo. Um povo armado é um povo que vive assustado e amarrado à desconfiança. Não há paz num país com um povo com armas na mão.
Fugirei do meu país se tal vier acontecer.
Deixemos os agentes da autoridade nos defenderem e a usarem os seus métodos para acautelarem o crescente de violência no país, bem como os métodos internos policiais para controlarem as violências que correm fora do carril.

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