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06
Dez18

a invenção das wish lists

por Mãe Maria

Os miúdos tem wish lists.  Mandam para as pessoas que lhes estão na mira de os cobrirem com algo dos seus desejos, e elas que se amanhem. 

Pois então, basta um olhar rápido para ver a dos meus, para logo perceber que é quase preciso pedir um empréstimo, ou reunir todas as migalhas esquecidas nos fundos dos bolsos, para conseguir satisfazer tão caros desejos. É que não são só eles. Há, para além destas doces criaturas, uma família grande que tem, também, direito a uma lembrancinha, mesmo que pequena, ou que seja por mim elaborada. Sai sempre dinheiro de uns bolsos, já meio rotos.

E isto faz-me recuar uns anos valentes, até há minha meninice natalícia. Não havia listas, nem se imaginava tal coisinha. Havia desespero da mãe para arranjar uns tostões, de última hora, para juntar aos tostões que amigalhou durante os restantes meses do ano, de modo a não faltar um presente nesse dia. E não pensem que era bonecada. Era um tecido, do melhor que havia, para mandarmos fazer à costureira habitual, depois das festas passarem, uma saia. E com o tecido ela juntava um par de meias, dos melhores que lá havia, para fazer pandant com a saia.

E ficávamos felizes. E não havias desgostos. E seguíamos em frente.

Não faltava nada na mesa e todos os doces da festa eram confecionados em casa, com quantidade e mestria.

Não havia as rabanadas de pão de forma com açúcar e canela, mas rabanadas feitas de uns cacetes, que apareciam na altura (ainda hoje aparecem) e açucaradas com uma calda de açúcar fantástica. Havia pratinhos com figos secos com nozes lá dentro. Havia as fritas (chamam-lhe, filhoses, outros chamam coscurões) que eram fantásticas, em especial nos dias seguintes ao natal e havia um pudim de pão que, só de me lembrar, me babo toda…..

E fico-me por aqui.

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2 comentários

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De Os bloggers a 06.12.2018 às 11:39

Nada melhor do que os doces natalícios caseiros e tradicionais...
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De Marta Elle a 06.12.2018 às 14:14

Não havia tanto consumismo como há hoje em dia.

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