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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

29
Jul20

Tranquilidade à beira mar


Mãe Maria

IMG_20200729_181926.jpg

Transpira-se tranquilidade à beira mar, num verão ameaçado pela pandemia, já conhecida e que não vou falar.

Não há crianças a gritar, nem correria pelo areal, nem bola rolando a atingir o bronzeado.

Não há radiofonia aos gritos, só mesmo a senhora da bolinha de Berlim, acicatando a nossa gula.

Há distância social que baste e um lugar ao sol bem confortável.

Há espaço para a toalha não ser pisada pelo vizinho distraído.

O sol queima a pele vestido de creme protetor. Um vento sopra levemente. É refrescante mas não nos levanta o pêlo do arrepiado. 

Três horas de praia quente que souberam a descanso e alguma paz.

 

23
Jul20

Chuva de papéis e informações


Mãe Maria

Sob uma chuva de papéis e inforamações novas, com a cabeça a mil à hora e com olhos cansados, deixei de percorrer este meu trilho da escrita que passou quase ao completo esquecimento.

Há situações e momentos que não se controlam mas que nos controlam a nós.

As palavras ficaram inundadas em pensamentos exclusivos do trabalho e a inspiração partiu para parte incerta.

À beira de três semanas de férias, não sei se estarei, tão cedo, formatada para a escrita.

Irão ser duas semanas que serão reduzidas a despedidas e a viver experiências conhecidas. A terceira será a norte, rumo ao meu berço de origem.

Desisti das minhas saídas "cá dentro" por motivos que agora não interessam nada. Não quero empobrecer o meu merecido descanso. Quero sim, melhorar o que parece ser pouco sumarento e espremer ao máximo para retirar o sumo doce dos dias.

Até que a inspiração me beije os dedos e estes conseguam percorrer o teclado do PC para vos contar o que sou e para onde caminho, vou uns uns dias de férias e já volto.

Divirtam-se vocês se estiverem neste trilho mais desejado do ano, especialmente o deste 2020, tão cheio de constrangimentos muito pouco agradáveis.

09
Jul20

Canção do mar


Mãe Maria

IMG_20200709_215645_899.jpg

Há horizontes que me libertam a serotonina e que me provocam, logo, um sorriso, mesmo que seja só conhecido por mim. O coração explode e bate ao ritmo do silêncio das minhas emoções.

E eu vivo esse momento que tem a cor e o valor do ouro.

Por fim, estendo meu corpo na areia ainda quente da praia. Escuto a canção do mar e adormeço, embalada, até ser dia.

Um sonho, uma fantasia, e isso que interessa, se são estas magias que secam o meu pensamento coberto de lágrimas?

 

08
Jul20

Haja esperança


Mãe Maria

Os dias continuam a passar e já vamos no mês sete e o vírus continua a atormentar os nossos dias.

Não aproveitei o sol e sabores da páscoa de que gosto muito a Norte; não vi passar a primavera; e o verão está cada vez mais infetado.

Vão chegar as castanhas assadas e não vou dar por elas. E finalmente, vai chegar o natal sem qualquer azáfama. Para mim, tanto me faz que do Natal, já lhe perdi a graça faz muito tempo.

O vírus passeia-se, nós não o vemos e se não fossem as estatísticas diárias invadirem os nossos lares, quase não acreditávamos que ele existe. Ele está de cal e pedra na calçada a atormentar o mundo, quer seja pobre ou rico, preto ou branco, tanto-lhe faz.

Definitivamente, 2020 é para esquecer. Não lhe consigo pegar um rumo que bata certo. Já me trouxe o sabor amargo da morte do pai; os aborrecimentos suficientes que uma multa envolvem, desde pagar elevada quantia como ter de ficar inibida de conduzir; o confinamento que me levou a alegria da alma; agora recebi a notícia do volte face na minha carreira profissional que parecia, finalmente, ter encarrilhado; e ver daqui a dias, a partida para o estrangeiro das sobrinhas, a mais velha e a minha pequenina, que me traziam um certo alento.

O meu equilíbrio emocional, faz-se agora com a ajuda de uns comprimidos à mistura, que sem eles já não há forças suficientes para combater tanto embate. Vou ter de reinventar muito para vencer tanta batalha negativa.

Com vírus ou sem ele, há que viver de cabeça levantada. Haja imaginação e força nas canelas que a moral se irá erguer do pó das cinzas e voltar a iluminar as veredas da vida.

Desejem-me sorte, que para vocês, eu vos desejo as maiores do mundo mesmo estando a minha espalhada pelas ruas da amargura. Haja esperança, que tudo se há-de resolver.

03
Jul20

de mão em mão, ou de boca em boca


Mãe Maria

Na sequência deste meu post já recebi uma carta da ANSR, (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), com a decisão Judicial, obrigando-me a  pagar 232,50€, mais a sanção acessória de inibição de conduzir pelo período de 60 dias.

Após leitura de toda a decisão, fiz uma contestação à mesma porque acusam-me de não ter pago, voluntariamente, o valor da multa pelo mínimo, a quando do recebimento da notificação da contraordenação que fui sujeita por excesso de velocidade.

Enquanto aguardo nova decisão judicial e por ter contestado, creio que não preciso de entregar, por ora, o meu título de condução e posso andar com o carro.

Contudo, assaltou-me à ideia uma questão fulcral, para mim, que é a de saber se posso mesmo andar a conduzir e se não estou a incorrer do crime de desobediência, ou se for apanhada pela Polícia, seja qual for o motivo (estamos sempre sujeitos a tal), se eles estão informados desta minha contestação que, em principio, me dá direito a não entregar a carta e poder conduzir.

Para tirar as dúvidas:

- Já mandei email à PSP, que empurrou a questão para a ANSR;

- Já mandei as minha dúvidas à ANSR, mas ainda não obtive resposta;

- Fui ao posto da PSP da minha zona que me mandou para outro posto da PSP mais relacionado com o trânsito e aconselharam-me a não pegar no carro;

- Fui ao posto da PSP do trânsito e mal abri a boca já me estavam a mandar ir para a ANSR.

Tive que me impor e dizendo que estava ali porque foi indicado por um colega seu. Perante isto, disse que não devia estar ali porque estamos em tempo de contenção. Justifiquei que precisava com urgência de acabar com uma dúvida minha, à qual ninguém me estava a responder. Decidiu, então ouvir-me. depois de balbuciar umas coisas, foi ter com um colega num gabinete, que não vi, e veio com a resposta que podia  sim conduzir e aguardar a resposta à minha contestação. Insisti que era uma resposta verbal e que precisava de algo mais concreto. Respondeu que bastava a palavra dele porque era assim, e mandou-me embora.

Vim de lá desconsolada e sem resposta às minhas dúvidas.

- Encontrei um PSP de trânsito na rua e contei-lhe a minha história. Poder conduzir sim, mas para ter a certeza absoluta que correria tudo bem, aconselhou-me a ir ter com os colegas que andam na rua a colocar os bloqueios nos carros, que eles pode consultar o processo on-line e, assim, esclarecerem-me.

Conclusão: de mão em mão, ou de boca em boca, se vão resolvendo as questões. Parece-me demasiado terceiro mundo e não um país que se quer desenvolvido.

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