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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

26
Nov19

Onde fica o tempo entre os meus livros?


Mãe Maria

Admiro quem diz que lê uma centena de livros por ano. Até mesmo que digam que leram cinquenta, já me espantam.

Posso dizer-vos que eu, ainda tenho dedos nas mãos suficientes, para poder contar os que devoro ao longo dos doze meses de cada ano.

Não que não goste de os ler, ou não porque não exista em casa diversidade suficiente deles para escolher, não porque não os possa comprar. Nada disso. Serei até uma afortunada se vos disser que posso isto tudo. Apenas sofro daquele síndrome do "não tenho tempo". E não tenho, ponto final.

Poderia tê-lo se trocasse as tarefas que faço, pela leitura. Mas isso não acontece.

Gosto de ler, sim. Considero que gosto. Contudo troco a leitura, inconscientemente talvez, por tarefas que preenchem melhor o que gosto de fazer naquelas horas vagas, que não são horas de ações obrigatórias.

Se acrescentar as que são mesmo obrigatórias, a leitura fica no fim da pirâmide de prioridades da minha vida.

Como não uso diariamente transportes públicos, que seriam um ótimo tempo para a leitura, o dia só tem 24 horas e ainda tenho de dormir, onde fica, então, o tempo entre os meus livros?

Fica curto e acabo por me lamentar porque há tanto livro interessante.

Agora, faz-me também confusão essa enumeração, quase compulsiva, que leio por aqui, pelo número de livros já devorados.

Vejo-me a pensar nessas pessoas. No que farão elas? Só lêem? Se sim, se preenchem as as horas vagas todas assim, parece-me uma vida aborrecida. Mas não deve ser, concluo. Devo ser só eu a pensar assim. Contudo, isso baralha-me.

Preencher o meu tempo livre assim, obrigar-me-ia a estar parada num só sitio, muitas horas e eu tenho bichos carpinteiros suficientes que me impelem ao movimento.

Já me chega aquele tempo parado, obrigatório, em frente ao PC. Porque tem de ser. Porque é o meu trabalho e preciso dele.

Portanto, como ler não é mover, ler não pode ser para mim a prioridade número um para o meu precioso tempo livre. E fico feliz com os que consigo ler entre o meu tempo sobrante. É curto, mas é bom.

22
Nov19

Bolo Rei, a minha receita


Mãe Maria

E porque uma simpática leitora depois dos trinta me leu e me pediu a partilha da receita, eu aqui está ela. Não a guardo só para mim. Se vos correr bem, como a mim, vão ver que têm um bolo rei cinco estrelas, para quem gosta, claro, deste senhor natalício.

Vai a receita em duas opções: para quem tem um robot de cozinha, e para quem não o tem. laiam atá ao fim.

Ingredientes para cerca de 1200 g de bolo:
450 g farinha tipo 65, mais q.b. p/ polvilhar
70 g açúcar
casca de 1 laranja, só a parte laranja
Casca de 1 limão, só a parte amarela
130 g leite
70 g manteiga, mais q.b. p/ untar
3 gemas de ovo
25 g fermento padeiro fresco
20 g sumo de laranja
40 g vinho do porto
1 pitada de sal fino
350 g frutas cristalizadas ou frutos secos ao gosto de cada um
1 gema, p/ pincelar
Opção: Açúcar glacé (açucar em pó) que pode fazer na Bimby, antes de começar a bater o bolo e ainda com o copo limpo, deite nele uma chávena de açúcar e pulverize na velocidade 9, cerca de 10 segundos.
Etapa de preparação com ajuda do robot:
1.Coloque um recipiente sobre a tampa da Bimby e pese a farinha. Reserve.
2.Coloque no copo o açúcar e as cascas de laranja e limão e pulverize 15 seg/vel 9.
3.Adicione o leite e a manteiga, programe 30 seg/37°C/vel 6 e de seguida programe 30 seg/vel 9.
4.Adicione as gemas, o fermento, o sumo de laranja e o vinho, e misture uns segundos na vel 3.
5.Com a Bimby em funcionamento na vel 3 deite a farinha a pouco e pouco através do bocal da tampa e no fim a pitada de sal.
6.De seguida amasse 3 min/vel Dough mode. Verifique se forma uma bola que não fique agarrada às paredes do copo. Se não for o caso, pare a Bimby, polvilhe as paredes do copo com um pouco de farinha e volte a amassar uns segundos na mesma velocidade.
7.Deixe repousar a massa dentro do copo até esta levantar o copo medida. Logo que isto aconteça, pressione a massa com as mãos para que o volume baixe e programe 1 min/vel Dough mode.
8.Enquanto a massa levéda, pese 250 g de fruta cristalizadas a gosto e parte-as em pedacinhos pequenos.
9.Retire a massa do copo e transfira-a para uma tigela larga e adicione, agora, estas  frutas partidas.
10.Amasse com as mãos até formar uma bola lisa, polvilhando-a mesmo com farinha. Dê-lhe a forma de uma rosca e coloque-a num tabuleiro previamente untado com manteiga e polvilhado com farinha (eu uso papel vegetal culinária que não precisa de ser untado).
11. Pincele a massa com gema de ovo batida e decore a seu gosto com as restantes frutas cristalizadas ou frutos secos. Pode também fazer pequenos montes de açúcar glacê (açucar em pó).
12. Deixe agora o bolo montado, em repouso até dobrar de volume e só depois coloca no forno pré-aquecido a 180° C, para cozer cerca de 25 minutos. No entanto vá espetando um palito para ver se a massa está cozida.
Bom Apetite e desejo que vos corra bem.

Etapa de preparação, para quem não tem uma máquina robot:
1.Pese a farinha numa balança e reserve.
2.Num recipiente tipo uma tigela larga ou bacia limpa e seca própria para lavar os alimentos, coloque o açúcar e as cascas de laranja e do limão previamente raladas.
3.Adicione o leite e a manteiga, e envolva com as mãos ou ajuda de uma boa colher, estes elementos.
4.Adicione as gemas, o fermento que previamente foi desfeito em 3 colheres de sopa de leite um pouco morno, não muito quente, o sumo de laranja e o vinho, e envolva bem estes ingredientes à massa anterior.
5.Vá agora juntando a farinha aos poucos e no fim a uma pitada de sal fino.
6.Amasse bem até conseguir que a massa forme uma bola que se despegue das paredes da tigela. Se não for necessário, polvilhe com um pouco de farinha e volte a amassar mais um pouco.
7.Tape a tigela e deixe esta massa bem coberta com um cobertor a repousar até esta crescer o dobro do tamanho que tinha. Logo que isto aconteça, pressione a massa com as mãos para que o volume baixe e amasse um pouco, sem grande pressão.
8.Enquanto a massa levéda, pese 250 g de fruta cristalizadas a gosto, parte-as em pedacinhos pequenos.
9.Depois da massa  lêveda (ponto 7) e adicione estas frutas e envolva bem à massa, até formar uma bola lisa, podendo polvilhar a mesma com farinha para despegar das mãos. Com as mãos é muito mais fácil. Mas se não gostar, faça-o com uma boa colher de bater bolos.
10.Dê-lhe a forma de uma rosca e coloque-a num tabuleiro previamente untado com manteiga e polvilhado com farinha (eu uso pepel vegetal culinário sem untar com manteiga, nem polvilhar com farinha).
11.Pincele a massa com gema de ovo batida e decore a seu gosto com as restantes frutas cristalizadas ou frutos secos. Pode também fazer pequenos montes de açúcar glacê (açucar em pó).
12.Deixe agora o bolo montado, em repouso até dobrar de volume e só depois coloca no forno pré-aquecido a 180° C, para cozer cerca de 25 minutos. No entanto vá espetando um palito para ver se a massa está cozida.
Bom Apetite e desejo que este esforço vos corra bem.

 
21
Nov19

missão de filho: cuidar dos seus idosos


Mãe Maria

A GNR sinalizou “41.868 idosos que vivem sozinhos e isolados, fragilizados e à mão de criminosos sem escrúpulos. Um cenário triste e desumano este abandono social.

Vivemos dias e dias em constante stress, num reboliço diário, entre as atividades laborais que nos dão o ganho do dia e as tarefas domésticas que incluem levarmos os filhos à escola, mais às múltiplas atividades que queremos que eles estejam envolvidos, as quais muitas estendem-se ao fim de semana. Há ainda o tempo gasto em transportes, mais o trabalho que, por vezes, se estende até casa.

Quando há tempo livre este transforma-se, imediatamente, num tempo precioso, quase ouro, para o laser de consolo da alma, do no far niente, da leitura de um livro que nos espera, na ida ao ginásio que nos desentorpece os membros, no jantar com amigos, na ida a um espetáculo.

Os mais idosos ficam no fim da pirâmide de prioridades. Uns porque estão longe, outros, embora mais perto, achamos sempre que tem força para se aguentarem na vidinha deles e os nossos programas são demasiado para eles. Muitos de nós, consideram que eles chegam a ser um transtorno, ocupando-nos o tempo com conversas que são banhadas a passado e dos vizinhos, ou porque estão doentes e trôpegos para nos acompanharem, ou porque só se lamentam do que já não há e do que já não conseguem ser. E a paciência inquieta-se e não se aproxima, mas afasta-se.

Os poucos que vivem com os progenitores parecem-me uns sortudos. Os outros, facilmente acabam, enquanto as forças lhes durarem, nos seus locais de origem, em completo mar de solidão, num oceano de horas difíceis de passarem, num relógio que geme queixume. Quando as forças lhes acabam, facilmente, por vários motivos, dos mais válidos ou dos mais cruéis, são “chutados” para os lares, para as casas de repouso, ou para as residências, todas com promessas de “cuidar com amor”. É, inevitavelmente, haja disponibilidade financeira, a solução mais fácil quando atingimos o nosso limite de ocupação de tempo e o tempo com eles, excede o nosso.  

É uma realidade muito dura emocionalmente. Não termos lugar para eles na nossa gestão das 24 horas diárias, na nossa casa, no nosso lar, no seio dos que são do seu sangue. Esta  é uma verdade que tenho dificuldade em compreender e que me dói.

IMG_20190810_172804.jpg

Ainda tenho os pais vivos. Mãe de 89 anos, a viver sozinha na antiga casa onde a sua família cresceu. Está autónoma, prefere ficar por ali, nos caminhos que sabe de cor, nas veredas que estão formatadas ao seu pé há mais de 60 anos. Tem companhia ao final do dia e noite de uma senhora que é paga para tal, do filho mais velho que por lá vai almoçar porque sempre assim foi na sua vida de casado, e por vezes, tem a visita de outros dois filhos que habitam na mesma cidade.

Aos fins de semana tem a companhia dos filhos que moram mais longe, numa rotação de calendário. É, por ora, uma exigência sua estar no seu espaço habitual, enquanto as suas forças não caírem por terra. Há que respeitar esta sua vontade. Ainda tem uma cabeça pensante e sabe o que quer.   

A mesma sorte já não acontece com o pai. À beira de fazer 94 primaveras, invernos, verões ou qual outra estação do ano, com dois AVC que lhe foram tirando autonomia e desde o último, que aconteceu há nove meses atrás, está internado num centro de recuperação, numa residência, num Lar, se assim lhe quiserem chamar. Fica longe de todos nós, sendo que fica, ligeiramente mais perto de metade dos filhos. A gestão das visitas não é fácil mas tem-se conseguido que, pelo menos um dos filhos o visite uma vez na semana. Há sábados que estamos lá mais de dois.

Foi uma opção de todos devido à sua debilidade, à sua dependência física de alguém. E onde está, há atenção redobrada que, em casa dele, também nossa porque nos viu nascer e crescer, ou mesmo estando na casa de qualquer um dos seus filhos, talvez não fosse tão perfeita.

E não foi chutado. Não está esquecido. Não está abandonado. Mas a separação física dói. Dói e está-me cravada no peito. Há uma tristeza infinita no fundo de mim mesma por ter de ser assim, fora do seio da família que construiu.

Assumo que, pela parte que me toca, não tenho coragem para assumir ser eu a tratá-lo, em minha casa. Teria de organizar a vida de uma forma que nem consigo imaginar. Seria um esforço acima de 306º.Mas sei no fundo de mim mesma que conseguiria fazê-lo, embora ficassemos todos esfarrapados. Os nossos pais fizeram com os pais deles. No nosso caso, havia uma mãe que era doméstica e é uma diferença gigante nos casos de hoje que ambos trabalhamos fora de casa.

Mas pai e mãe também não ficam de vida virada do avesso para criarem os seus filhos? E mais tarde na ajuda dos netos? E conseguem-no fazer, mesmo em momentos de grandes guerrilhas internas. Porque fugimos, conscientemente ou não, desta missão de filho, o de cuidar dos nossos idosos?

Porque não abrimos as portas de nossas casas para entrarem os pais e sermos, agora nós, os seus cuidadores?

É utopia o que vos digo?

 

13
Nov19

Sinto-me desformatada com o Natal


Mãe Maria

A meu ver, não se acorda bem-disposto, para vivermos as fobias do Natal, assim, de um minuto para o outro. Convenhamos. Eu não consigo.

Fomos formatados que natal é tempo de paz, amor e harmonia, a divertirmo-nos só com o que aparecia excecionalmente nessa época. Ao invés, a formatação alterou-se e somos bombardeados pelas superfícies comerciais que se inflamam nesta altura, não nos deixando margens para nos conseguirmos safar e terminar mais um ano, monetariamente menos delapidados. Lá se foi a paz e a harmonia para as calendas gregas.

Convenhamos, sei que é uma época de tradições e estas são para serem cumpridas. Mas, com as exigências diárias que nos vemos envolvidos, com as mudanças de gostos da malta de agora, mas uma pitada do politicamente correto, fica complicado cumprir e sairmos ilesos de tanta profusão negativa.

Por isso:

  • Esqueçam o cheirinho dos pinheiros que vinha do fundo da rua, e que depois se prolongava para dentro de casa. O brilho das luzes está agora no pinheiro de plástico porque a natureza agradece, até de branco se pintaram;

 

  • Esqueçam a reunião harmoniosa da família. Sim, é bonita a ideia. Mas como? Se cada um vive para lados oposto: são filhos com o pai ao fim de semana, e com a mãe durante a semana e o natal, é conforme o determinado no papel; pais com namorados e poucos compromissos, para nesta hora terem de assumir seja o que for; há filhos(as) que estão juntos com um(a) companheira, e para que lado eles esticarão os abraços: vão para casa do(a) namorado(a) ou cada um para seu lado?; há avós/pais que estão no lar e tirá-los de lá, convenhamos, não dá jeito, não convém, ou whathever, e lá fica a mesa de natal incompleta;

 

  • Esqueçam aquela parte boa de passarmos a tarde do dia 24, dentro e fora da cozinha, num movimento giratório, meio maroto, para irmos beliscando e petiscando, às escondidas, umas coisinhas, enquanto a mãe cozinhava os petiscos natalícios para a ceia do natal;

 

  • Esqueçam aquele cheirinho a fritos, misturado com o cheiro da calda de açúcar com baunilha, que os vai regar, ou da canela, para quem prefere borrifá-los com ela. Levante o dedo quem tem filhos, hoje, adeptos das fatias douradas ou paridas, também conhecidas por rabanadas, pelos sonhos ou filhoses;

 

  • Esqueçam o cheiro do bacalhau cozido, das couves tronchudas, da batata cozida, das almotolias cheias de azeite e dos alhos descascados para acompanhar o rei da festa. Já pouco se sabe disto nas gerações vindouras. Bacalhau com natas, ainda vai para o bucho mas, se for um hambúrguer do MacDonalds, melhor ainda. Verdade?

 

  • Esqueçam a bonita travessa de arroz doce e da aletria, meticulosamente enfeitada com a canela. Todos queríamos sermos os pintores dessa obra doce. Só o mais “older people” da casa se aventuram a estes manjares, mas com cuidado, não vão a tensão ou os diabetes estragar-lhes este prazer;

 

  • Esqueçam o cheirinho do Bolo Rei, mesmo comprado na mais tradicional loja da cidade. Vai melhor o Bolo Rainha, que até aqui já quem manda, acaba por ser a mulher. Ah, pois é;

 

  • Esqueçam enfeitarem a mesa com frutos secos, nozes, figos, passas, blhac, dizem eles, que nem lhes tocam, quer a mesa esteja cheia deles, quer não;

 

  • Esqueçam a tradição da abertura dos presentes ao amanhecer do dia 25. É tal a pressa de abrir os gigantes embrulhos que se foi o desassossego da noite porque a mãe, depois de irmos dormir, metamorfoseava-se de Menino Jesus e colocava os presentes ao pé do presépio, que até este, hoje, é arredado para o canto mais inócuo ao fundo da árvore;

 

  • Esqueçam muita coisa que o natal já não é o que era. Há uma formatação mediática que deixa de lado qualquer espontaneidade criativa; há uma alteração evidente de gostos e escolhas sociais; há toda uma panóplia de emoções que nos encaminham para lados bem diferentes daqueles que fomos formatadas, quando a infância nos dava metade do que se tem nos dias que correm.

Sobram os pais Natal de chocolate, e os sacos cheios de amêndoas só feitas com chocolate que, as de açúcar com uma amêndoa seca por dentro, caíram em desuso. Por estes doces a malta ainda se lambuza. Mas se na mesa houver uma mousse de oreos, venha ela que será a rainha da festa dos doces.

Não me convencem. Pronto. Com muito pessimismo à mistura, eu sei, mas sinto-me desformatada e com dificuldades para fazer os ajustes aos novos ventos. Pareço uma mendiga de sentimentos inexistentes.

Estou, assim, desgostosa com esta época. E quero que ela passe rapidinho.

12
Nov19

O natal bate à porta.


Mãe Maria

As férias já lá vão e sinto saudades desses dias de descanso. Talvez por andar meio cansada e até mesmo de saturada com o ambiente do trabalho, as minhas dores de cabeça, o meu mau humor, etc.

A juntar ao que me cansa é o friozinho no ar que vai entrando, devagarinho, embora tenhamos tido um verão com muitos dias ventosos e frescos. Há cheiro a castanhas pelas ruas, o que me apraz e dá prazer, dando-me uma ajuda para conseguir tolerar o arrefecimento do tempo. Castanhas sem frio é uma combinação improvável.

O natal já já bate à porta. Eu não estou preparada par ao deixar entrar. É todos os anos assim. Vai começar, de novo, a azáfama, chata, das compra dos presentes. Não que não goste de os dar, mas a obrigação, quase social, para o fazer é incomodativa.

Gastar dinheiro só porque tenho de oferecer algo a quem pouco ou nada me diz, é absurdo e desgastante. Para mim, é isso mesmo: desgastante. Não há outra palavra que melhor defina o meus estado de alma na hora de comprar presentes nestas condições. E, ainda vou ter de gramar o ar enfadonho das pessoas que os recebem, a não ser que lhes ofereça um Ferrarri, à seria.

Enfim, abomino esta euforia.

Continuo, igualmente, a não estar preparada para os excessos de comida natalícia. Já há bolos Rei em todas as esquinas. Um exagero. Quando chega o Natal, já nem os posso ver pela frente, que comê-los eu não vou nessa.

Sou eu que o confeciono, na certeza porém, que me satisfaz plenamente.

Arregaçar as mangas e preparar um bolo Rei não é fácil. Há sempre o receio de não ficar saboroso, que a massa não cresça bem, e que fique com uma textura que  se cola aos dentes, tipo argamassa.

E espero que, mais próximo do natal, me lance, de novo, nesta minha aventura culinária. Nada como um bolo rei feito por mim. Depois, eu mostrar-vos-ei uma foto dele.

IMG_20181223_191023_896.jpg

Este, foi o do ano passado. E estava, muito bom!

É só aguentar uns dias e o natal já passou.

Até lá, fiquem bem!!

 

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