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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

26
Set19

Ter lata, às vezes é tudo!


Mãe Maria

Emprestei um livro.

Ao passar por uma agenda que tenho onde anoto certas coisas, vi lá que estava escrito a data do empréstimo do livro e a quem, não fosse eu esquecer.

Passaram mais de quatro anos. Demorou a devolução que acabei por me esquecer dele.

Pensei: deve ser tempo suficiente para serem lidos as poucas páginas que o livro tem. Então, perdendo a vergonha, aventurei-me e fui pedi-lo de volta.

 - Ah, sim, está lá em casa, seguramente, mas neste momento está dentro de um caixote. Estou a pintar o quarto. Em setembro vou de férias e depois trago. Pode ser!

Claro que sim. Se o peço e aguentei-me os mais de quatro anos de espera, até chegando a esquecer-me dele, mais mês menos, mês, o que eram ao pé dos mais de quatro anos?

Ligou-me a semana passada. Já tinha o livro. Quando eu quisesse, que passasse no gabinete dela.

Que lata, pensei eu. Nem se digna a vir trazer-mo à minha sala.

Como não passo por aqueles corredores, não me apetecia ir lá buscá-lo. Liguei-lhe, de manhã cedo a perguntar de não ia tomar o café habitual, ao bar.

 - Ah, hoje não posso agora. Mas faço assim, quando lá for deixo-o aos senhores do bar e depois você vai lá buscá-lo. Pode ser?

Claro que sim. Que mais podia eu fazer?

Vim do almoço e fui ao bar. Não havia lá "encomenda" para mim.

Voltei ao bar na manhã seguinte e a colega estava lá, na fila, à espera de ser atendida.

Quando me viu, disse que já tinha acabado de enttregar um saco com o livro, e eu que o pedisse.

Que lata, pensei eu de novo. Não se dignou a ir buscá-lo e a entregar-mo em mão. Eu que o pedinchasse.

Bolas, há gente com lata para tudo.

25
Set19

A carne de vaca não era para todos! E agora?


Mãe Maria

Somos sete irmãos. Unidos ou não, isso agora não vem ao lume, na certeza, porém, que o tacho transbordaria e levantar-se-ia, no ar, um cheiro a queimado.

Somos ou éramos uma familia, considerada, naquele tempo, e muito mais nos dias de hoje, grande. Nove bocas, portanto.

O meu pai, hoje com 93 anos, era o único "braço" trabalhador para sustento da família. A mãe, agora com 89 primaveras, era a grande mulher, que conseguia gerir o parco dinheiro, que o marido lhe dava, de modo a que a comida não faltasse, bem como mais alguns dos outros bens essenciais, como por exemplo, o escolar e médico. Para os presentes de natal, que era, apenas, um brinquedo para cada um, ela ia amealhando ao longo dos meses, para que não viesse a faltar dinheiro, na hora de os comprar.

Portanto, não havendo dinheiro, quase não havia refeições de carne vermelha. Carne de porco e de vaca eram alimentos de gente abastada, sendo pouco vistos à nossa mesa, em especial a de vaca, que quase não tenho memória de a ver por lá.

Em dias de festas, natal e afins, havia cabrito, perú ou porco, e em dias especiais, algum domingo de  festa, lembro-me de costeletas de porco panadas. Ora, estas sim, um petisco, embora e como já vos disse, eram pouco vistas por aquelas bandas.

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Fora isto, não abundavam em casa, refeições confecionadas com carne destes animais.

O que era um bife? Acho que não sabíamos e lembro-me bem, da primeira vez, que tive o privilégio, dado por um tio, numa vinda a Lisboa, já eu tinha uns quinze anos, de comer um bife de vaca.

Se gostei? O que me recordo é que não era um bife tenro, daqueles que se mastigam facilmente. Coisa que apenas sei, nos dias de hoje. No passado, não tinha termo de comparação de modo a aferir a qualidade do bife apresentado. Talvez tenha pensado que era mesmo assim: uma carne difícil de mastigar. E não fiquei fã. Ainda hoje dispenso carne vermelha, em bife ou seja lá em que for.

Quanto ao leite, bebíamos um, que umas senhoras, vindas das aldeias e munidas com umas vasilhas de latão, transportado à cabeça, distribuíam, diariamente, de casa em casa, na cidade.

Era um leite que precisava ser fervido, formando-se, depois, uma espessa camada de nata, umas manchas de gordura amarela e tinha um sabor intensíssimo a leite. Bom para a saúde, dizia-se, e ninguém morreu, porém, eu abominava. Era um choro diário, que só assistido. E umas boas palmadas da mãe que levei no toutiço.

Se acabarem com as vaquinhas, a mim, não me vão deixar saudades. Cresci sem comer carne vermelha, e volto a dispensar este ingrediente culinário que, dizem, faz mais mal que bem!

No meu tempo, carne de vaca não era para todos! Era um luxo. Só para quem era abastado tinha dinheiro para adquirir esta carne, grande fonte de proteína, de colagénio e do seu leite, fonte de cálcio. Hoje porém, querem acabar com as vacas poluentes do ambiente, e acabar com o luxo para todos.

Se vai ser assi, ou não, aguardemos o que o futuro terá para nos dizer.

(imagem retirada daqui)

 

23
Set19

Passeio por Tomar


Mãe Maria

Depois de muitos anos a dizermos "Temos de ir a Tomar", neste fim de semana que passou, finalmente, cumpriu-se o prometido. Chegámos sábado, ao início da tarde. Depois do almoço, demos um passeio pelo centro antigo da cidade.

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Encontrámos uma cidade bonita, começando pelo largo onde se situa, de um lado, o edifício da Câmara Municipal, e do outro a Igreja Matriz de S. João Baptista.

Percorremos um pouco o seu rio Nabão, com sua nora gigante, passeando pelo o jardim do Mochão, onde o seu coreto nos serviu de abrigo, quando a chuva nos pregou uma partida. IMG_20190921_154006.jpg

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Também encontramos por lá, sentados, em amena cavaqueira, as estátuas de Fernando Lopes Graça, nascido nesta cidade, considerado um dos maiores maestros e compositores portugueses do século passado, e Fernando Araújo Ferreira, também nascido em Tomar e, para quem não saiba, como eu não sabia, foi uma das mais importantes figuras da cultura e da sociedade em Tomar, conhecido por “Nini Ferreira”. Era poeta, farmaceuta, jornalista, etnógrafo e um devotado precursor da ecologia.

Pela cidade, encontrámos o Museu dos Fósforos.

São sete salas que guardam as cerca de 43 mil espécimes de caixas de fósforos, de todo o mundo, uma doação de Aquiles de Mota Lima.

 

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À noite, ainda houve pernas para irmos jantar e dar mais uma volta pela cidade, já iluminada.

Foi, depois tempo de ir dormir, e recuperar energias para visitar o ex-libris da cidade

Eis que domingo acorda chuvoso, mas só mesmo pela manhã bem cedo. Depois do pequeno almoço, era tempo de rumarmos ao castelo, mas sem antes passarmos pela grande Mata dos Sete Montes.

Antes de chegar ao Castelo e Convento de Cristo, espreitamos, só por fora, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, que estava fechada.

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Eis que chegámos ao Convento, magnífico por fora, embora bastante destruído, e magnífico por dentro.

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É um grande convento, ladeado pelo castelo medieval, passando pelos fantásticos claustros quatrocentistas, de azulejos dignos de serem vistos, a majestosa igreja manuelina, de frescos lindíssimos e com a sua belíssima janela manuelina. Confesso que pensava ser uma janela muito mais pequena do que na realidade ela é: imponente e digna de ser fotografada.IMG_20190922_105702.jpg

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Um passeio que valeu a pena ter saído de casa.

21
Set19

21 setembro, pois então!


Mãe Maria

Descobri este desafio do nosso amigo Sapo, que nos diz que dia 21, hoje portanto, é assinalado o dia mundial da gratidão. Pede-nos, então, para partilhar um motivo ou situação que nos inspire este sentimento. Após a nossa partilha, parece que irão destacar, ao longo da próxima semana, os posts sobre o tema com a "tag" gratidão.

Pois bem, não corro atrás desse destaque. Já vos disse antes. Mas confesso que, o que me chamou a atenção, é ser dia 21 setembro e ser, igualmente, dia mundial da gratidão.

Dois num só. Não Azeite e vinagre. Mas água e sumo de laranja em perfeita ligação e sintonia.

Pois, aqui vai a minha gratidão ao mundo, em especial à Mãe Fátima e ao pai Adérito, já morando entre estrelas do céu, que geraram e criaram um filho, que no dia de hoje, 21 de setembro, mas de há 28 anos atrás, aceitou colocar uma aliança no dedo, em sinal de perfeita aliança comigo, uma marca de amor eterno. Maior gratidão que esta?

E tudo começou, num dos primeiros dias de aulas do ano de 1985, em que se sentou ao meu lado na mesa, não de um, mas de dois lugares, um deles ainda vago. Pediu-me se podia sentar-se e diz que lhe deitei um olhar, entre o envergonhado, o espantado ou mesmo misterioso, mas que funcionou como uma faísca, tendo dado início à nossa história. Mal sabíamos o que o futuro nos iria reservar.

O cupido fez das suas. E a história foi-se escrevendo.

Cinco anos de namoro; um casamento a 21 de setembro; dois filhos, perfeitos e sempre tão imperfeitos, eles próprios, como somos todos nós.

Gratidão? Claro que sim, e com um sabor, agora, mais apurado, depois de ter descoberto que a aliança se deu no dia mundial da gratidão.

Gratidão, a ti, por estes anos de perfeita aliança, de resiliência, de amor eterno. 

 

20
Set19

O outono a bater à porta


Mãe Maria

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Acordei num dia cinza, pingado, ocultando o horizonte.

Do alto da janela da sala onde passo muitas horas do meu dia, não sobressai a paisagem deslumbrante da minha cidade do coração.

Estamos em vésperas do início do outono, a estação das folhas multicoloridas, que vão tapetando o chão, até à última folha perecer dos braços das árvores de folhas caducas.

O Verão demorou a entrar. Estava mandrião e maldoso, emanando vento e temperaturas frescas, não nos deixando aquela liberdade de nos desenrouparmos, facilmente, dos preconceitos do corpo e desfrutarmos os extensos areais quentes das praias.

Não  foi uma estação bondosa. Soube-me a pouco. Arrastei, dias seguidos, um casaco para cobrir a minha pele, que se transformava, levemente, não em suores mas em arrepios de frio.

Não tive tempo de sorver o calor da estação que se despede. Não foi suficiente calorosa para me deixar saudades.

Agora, o outono já bate à porta e reclama o seu tempo.

Gosto dele, gosto do seu aroma e cor. Não gosto que ele me relembre que vão entrar dias pardos, negrumes, chuvosos, e de temperaturas que me resfriam o corpo, esmorecendo a alma.

 

 

19
Set19

Eu, bandeira da paz?


Mãe Maria

Cá pelo burgo do serviço, tenho agora uma colega que deve estar a entrar naquela fase hormonal, que dá cabo da cabeça a uma mulher.

Só quem passa por isso consegue entender o que a malta sente. A subida dos calores à cabeça, que dão uma cor vermelha intensa ao rosto, por dá cá aquela palha, são um virote ao nosso cérebro em mais de 360 graus.

Não tive muito desses afrontamentos mas, muitos maus humorores repentinos. Sim, e muitos. Aliás, fui sempre assim, agravados pela tal mudança hormonal.

Agora, até tenho pena do meu pessoal, em especial do marido, que se aguentou comigo como um guerreiro. Dá também para perceber porque o seu muitíssimo bom humor virou 180 graus, transformando um rosto outrora sempre sorridente, num rosto cansado e fechado, de tanto piparote que lhe dei.

Bem, voltando ao ambiente da minha sala de trabalho, só vos digo que isto está a tornar-se um inferno.

Cada vez que se aborda a tal colega é um jorrar de palavras em stereo, outras insultuosas. Claro está, se apanha do outro lado quem não se cala, há flechas em todos os sentidos e a terceira guerra mundial parece que está em vias de começar por aqui.

Logo a seguir, eu de mansinho, vou-lhe dizendo que se excedeu, e chovem desculpas.

Paciência, passou a ser a palavra chave por aqui. E há que haver muita, vos garanto. E, quem diria, que a bandeira branca estava espetada em cima de mim. Eu, que sempre levei tudo pela frente?

Pois é, a vida muda de tal forma, moldando-nos a outros registos, quase não nos reconhecermos.

Eu, bandeira da paz? Lá se viu tal coisa?

 

17
Set19

Boas notícias


Mãe Maria

Fui às urgências por causa da dor persistente nas costelas, consequência da queda nas escadas há duas semanas atrás.

Boas oticias: só traumatismo e não há costela quebrada.Muito bom. Fiquei feliz. Só tenho de esperar que a dor se vá embora, e que leva o seu tempo, mais uma semana diz a médica.

Entretanto a médica explicou-me porque recebi uma pulseira laranja, a segunda mais grave. Pois bem, e para espanto meu, que não me apercebi de gravidade alguma após ter feito a triagem, antes pelo contrário, pensei que era uma pulseira que me ia reter muitas horas na urgência, foi porque a minha pulsação era abaixo dos 60. Ora, bem, é protocolo do hospital. Doente que entra com esta pulsação de passarinho, tem direito a ser, quase de imediato, atendida. Assim, despachei-me das urgências em três tempos, mesmo com raios x pelo meio.

Na minha idade não é muito normal ser tão baixa, mas parece que é habitual em desportistas. Ora, lá fui dizendo que fazia umas corridas, com frequência, e que o meu médico de clinica geral, após os resultados de um eletrocardiograma, me tinha dito que tenho um coração preguiçoso.

E foi desvendado o mistério da minha pulseira laranja.

E não há nenhum problema cardíaco. Por ora!

Nem tudo é mau.

Recuperação da dor,  mais uma semana, e já posso voltar à rotina do ginásio.

Até lá, aproveito para dormir mais um pouquinho, que levantar cedo já vai custando.

 

 

17
Set19

Insónia sonsa e má III


Mãe Maria

É mais uma. 

Deito-me morta de sono, e qual varinha de condão, faz pirlimpimpim e vai-se o sono num voo noturno até às estrelas.

Logo a seguir, o cérebro enche-se de pensamentos de medo, de pânico ou mais sei lá o quê e desvanece a nuvem sonolenta, que ameaçava cair em cima de mim, e deixar-me dormir um sono profundo.

Em vez deste dilúvio, cai uma maldição, não me deixando fechar a pestana, e caminhar noite dentro num sono perfeito.

Dizem que não há duas sem três. Pois é, esta é a terceira vaga de sono fugido.

Haverá, em breve, uma quarta vez?

Faço figas e fica a esperança de não ver nascer essa maldita vez seguinte.

Qual a magia? Desconheço. Alguém a tem??

 

13
Set19

Hoje é dia dos Azares


Mãe Maria

Hoje é sexta feira treze e como já toda a gente sabe, é uma combinação que dizem trazer azares.

Se sim ou não, eu não sei nem confirmo. Há quem conte muitas histórias e eu não vos vou contar nenhuma porque ainda não tenho história de azar deste dia.

Também não vos vou contar como nasceu este dia, pois basta uma brevíssima pesquisa, seja online ou não, e eis que há muito que ler sobre o assunto. E não me vou repetir nem sacar esses factos, verdadeiros ou não.

Só peço mesmo é que, para hoje sexta feira treze, eu não me esbardalhe no chão, pois ainda estou em cura da minha última, que não foi num dia desta combinação azarenta, e não somar mais maleita à que aqui anda e que não se vai embora.

Agora vos digo que, da lista abaixo, que não é minha, há uma que espero acontecer: encontrar um gato preto a entrar numa casa.

Ah, pois é, quando peço, peço em grande e vou já jogar o euromilhões que este fim de semana, cujo prémio em jogo, são 162 Milhões de euros.

Valeu?? E deixada a publicidade à Casa da Sorte, joguem também, pois a sorte não a quero só para mim. Que o dinheiro é muito e dá para distribuir por mais alguém. Eu cá, quando peço, sou sempre uma rapariguinha modesta, lolol.

- Passar por baixo de uma escada, parece que dá dá azar:
 
- Entrar com o pé direito numa casa nova para dar sorte;
 
- Deixar um copo de vidro com sal no canto da casa para afastar os maus espíritos;
 
- Cruzar com um gato preto é azar na certa, mas se o virmos entrar numa casa é dinheiro a chegar;
 
- Bater três vezes na madeira para afastar o azar;
 
- Quebrar um espelho são sete anos de azar;
 
- Ver uma estrela cadente no céu e pedir um desejo;
 
- Abrir o guarda chuva dentro de casa é má sorte;
 
- Pedir um desejo quando se corta a primeira fatia do bolo de aniversário e morder a vela;
 
- Colocar uma ferradura na porta para dar sorte;
 
E deve haver mais alguma.
 
Beijinhos e um bom dia de sexta-feira treze!

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