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4 sapos

4 sapos

01
Jul19

Pais e o 1.º dia de escola


Mãe Maria

Saiu, hoje, no Diário da República  o Decreto-Lei, doravante DL, que permite que os trabalhadores da Administração Pública faltarem justificadamente para acompanhamento de menor de 12 anos no primeiro dia do ano letivo.

Sobre este assunto há umas considerações que me apetece dizer-vos:

1.º: é uma medida para encher chouriço. Há tantas outras que deveriam estar no lugar desta, a regulamentar outras questões muito mais importantes. Este DL apenas vem regulamentar o que todos ou quase todos os funcionários do Estado, já fazem ou faziam no passado: terem uma folga para acompanharem os seus rebentos à abertura do ano letivo. A diferença, é apenas a de não terem que pedir ao chefe que, na generalidade, são compreensivos e justificam a folga do funcionário. Todos os males, desta organização de trabalhadores do Estado, fossem este.

2.º: É mais uma benesse para aumentar a inveja e raiva do privado, sobre o funcionário público. E não havia necessidade!!

3.º: E convenhamos, folga para levar um filho de 12 anos à escola??? Os miudos nesta idade já se encontram no inicio da adolescência em que, "ser acompanhado pelos pais" tem mais importância quando precisam de pedir uns dinheiritos a eles. Sou mãe e lembro-me bem disso. Nem os meus filhos queriam que eu aparecesse na escola. Conclusão: os pais tiram a folga para gozarem mais uma horas fora do serviço!

4.º: E por último esta medida deveria ser para "todos", trabalhador do público ou do privado. Assim era uma medida justa. Deveria estar integrada no Código do Trabalho.

E mais não acrescento. Digam agora vocês da vossa justiça!!

01
Jul19

Todos queremos


Mãe Maria

Já estamos num tempo pré eleitoral e à custa disso, as pressões sobre o Estado, em forma de greves, aumentaram.

Todos querem ser satisfeitos, numa tentativa de recuperarem estes dez anos de congelamentos.

Reivindicam-se recuperações de vencimentos, de subsídios, de carreiras, de anos de serviço e de mais sei lá o quê. E mete-se o Estado em Tribunal. Este vai dando aval a tudo e o Estado tem de pagar milhões em cima de milhões.

Parece que, repentinamente, o euro milhões saiu ao Estado e este passou a ter dinheiro para pagar tudo e a todos.

Mas como, se não produzimos riqueza?

Sou funcionária do Estado e contra mim mesma eu falo. Tomara eu que me pagassem o que me retiveram e revolto-me quando o Estado compra coisas como o SIRESP, o velho sistema que nunca funciona, e nunca irá funcionar quando for necessário, não dará lucro, só prejuízo; irrito-me quando sustenta Berard's, chicos espertos que ainda se riem da gente; irrito-me com as falências dos bancos que serão sustentados pelo Estado e cujos banqueiros, já de calos apertados, tornam-se todos uns desmiolados, etc, etc. E muita mais coisa me irrita e haveria para dizer.

O povo, sente-se discriminado,e quase afogado, vem à toa da água reivindicar direitos e direitos e mais direitos..., só se pedem direitos mas nunca se questionam deveres e obrigações. Lá está, é a velha máxima, se os outros comem tudo, porque não hei-de comer também???

Ainda há pouco falava com os colegas e eu dizia que o Estado, que se diz laico, deveria acabar com todos os feriados religiosos. Ficaram todos escandalizados. Não, isso é que não. Ora essa...

Então, eu questionei-lhes se eram religiosos, e logo a resposta foi não, mas que há gente que o é. Pois, ripostei eu, e as outras relgiões não estão a ser discriminadas? Ah, pois, coisa e tal, não, porque são minorias, e blá, bla´...

Pois é, sempre o mesmo blá, blá, blá..."sou ateu mas quero gozar o dia de Nossa Senhora da Assunção, que nem sei o que é". E com sorte, se for um dia de sol escaldante, é um bom dia para ir à praia, ou as férias começarem um diazito mais cedo.

É sempre assim. Para beneficio próprio há sempre um direito que se encaixa na perfeição.

Sugeri, posteriormente, que o Estado para compensação, e não me caírem, de novo, em cima do pelo, aumentaria os dias de férias, em mais cinco dias. Assim, cada um faria dos dias o que lhe conviesse melhor, quer fosse para irem à praia, ao estranjeiro, ficar em casa ou para festejarem o Natal. Tiravam um dia de férias, e ponto final.

Pronto, assim era uma boa medida, que estava muito bem pensado, e a cara era já feita sorrisos. De repente transformei-me numa boa politica com uma ideia excelente. Num minuto, passei de besta a bestial, ah, pois é. Dei-lhes direitos e tudo se resolveu.

O Estado abriu a caixa de Pandora dando aos juízes benefícios quando eles já são grandes beneficiários. Agora a caixa vai ter de continuar aberta e lançar euros, se não as eleições deles ficam em risco. Vamos ver o que daqui resulta. A meu ver, a Senhora Troika que já se foi embora há um tempo, não tarde em ter de fazer, de novo, as malas e vir instalar-se mais uns anos por aqui, para nos obrigar a apertar de novo o cinto.

 

 

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