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4 sapos

4 sapos

31
Jul19

Aqui há gato...


Mãe Maria

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Temporariamente, como já sabem quem me tem lido.

É tão matreira e brincalhona que fica difícil zangar-me com a bichana. Mas tem levado muito ralhetes e já partiu uma peça, feita por um dos meus garotos, quando eram mais pequenos. Acontece, não é? 

Dei-lhe um tubo de linhas e ali se manteve a brincar com ele, mais de meia hora.

Não fosse enfiar-se em certos sítios, até se passava bem esta semana.

Mas é caso para dizer, "Aqui há gata"!!!

30
Jul19

Por terras alentejanas


Mãe Maria

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Fui até ao Alentejo. Fui num pé e vim noutro.

À medida que nos aproximávamos desta província, a paisagem indicava isso mesmo. Campos amarelos, longos, despidos, palhas, terrenos sedentos de água, oliveiras antigas, sobreiros descascados, animais nos campos que me pareceram magros, casas e estábulos caiados de branco e debruados, ora a azul, ora a amarelo palha.

As Vilas Alentejanas mantêm os mesmos tons de branco caiado, debruado a azul ou amarelo palha, mas há ainda o vermelho bordô a lembrar o sangue derramado pelos toiros por cada estocada do toureiro.

Em cada aglomerado de casas a cobrirem estas paisagens planas, tão caiadas de branco, encontrei uma arena redonda, bordô e branca, onde o toiro será espetáculo até à ovação dos espectadores.

Há pouca gente nas ruas, talvez fugidas do sol quente.

Nos cafés há gente lânguida nos movimentos, não preguiçosos, mas gente que vive a calma que o próprio ambiente lhes permite. O movimento mais alegre e movido, avistava-se nas piscinas que os municípios vão construindo para as suas gentes, uma forma de retrair a fuga dos mais novos e fazê-los prender às suas terras de nascença.

Há património preservado, igrejas bonitas e cuidadas, há castelos, muitos, alguns ainda gementes do terramoto de 1745, mas notava-se um esforço dos senhores da gestão autárquica para que não caírem no absoluto abandono.

Redondo estava vestida de flores, na sua festa bianual da flor, onde a azáfama das gentes dura dez meses, para que a Vila seja uma montra aos muitos visitantes que a abraçam neste dia. Confesso que não é a minha perdição este tipo de manifestações do povo. Não por vaidade mas pelo mar de gente, desassossegando a calçada. Contudo admirei o esforço e trabalho digno e perfeito de cada elemento construído, e que deu cor diferente à Vila.

Vila Viçosa e o seu Paço Ducal é digno de visita e é uma Vila com muita história. Montemor já me pareceu uma cidade com alguma modernidade, com a parte antiga demasiado envelhecida, talvez à espera da conquista dos municípios.

Um dia diferente mas que valeu a pena termos saido de casa, desafiando o calor alentejano.

29
Jul19

Socorro, há gato em casa!


Mãe Maria

Quero dizer, uma gata e um coelho!!

O filho/namorada foram de férias e eu ofereci-me para ficar com os bichos. Uma semana inteira, mesmo que lá fôssemos uma hora por dia, sozinhos, era demasiado. Achei, e continuo a achar que 23 horas por dia, são muitas horas para estarem sem ninguém por perto.

E a gata só tem quatro meses, ainda é pequenina.

Mas é rebelde. Mas gira. Mas cusca. Mas atrevida. Mas querida. Mas chata. Mas meiga. Mas morde muito. Mas é um bicho, não é gente, minha gente!!!

Sobe e esgueira-se para todos os cantos da casa, incluindo os mais improváveis. Os livros do marido são a perdição, e atrás da TV, e por cima das plantas, e da mesa. Confuso? Claro que sim.

Ontem, quando cheguei a casa, o cheiro a animais era abundante e isso incomodou-me e deixou-me muito preocupada. Depois de janelas abertas e limpeza dos detritos, melhorou. Mas acho que hoje tenho o cheiro nas narinas. Impressão minha, julgo eu!

E na hora de ir dormir? Ir deitar-me e saber que anda pela casa um bicho à solta, ui, ui, que os meus neurónios dão um nó de tanta confusão.

Porque, se o coelho está na gaiola, dali não sai, o sossego está garantido Agora a gata, é um bicho cheio de vida. Se ao menos a pudesse adormecer, como fazemos às crianças, já me deitava sossegada. A agravar a situação é o facto desta gata estar habituada a dormir ao fundo da cama dos donos, lá se aninhando, mal as luzes são desligadas. Fácil, não é?

Pois parece, mas esta vai ser uma mania que não vai ser possível satisfazer.

Mal o silêncio se instalou na casa, desatou num miar choroso, aflitivo e que o meu coração se abalou. Acabou, contudo, por calar-se, mais rápido que eu supunha.

Saí do quarto para ir buscar o telemóvel esquecido no escritório. Não a vi. Estava escurecido. Não sei por onde andava. Foi confuso. Procurei-a. Vi-a depois, de olho desperto, deitada em cima da minha mesa da sala! Que dor, eh, eh..

Fui para o escritório, liguei a luz e deixei-me estar sentada a jogar no telemóvel. Aguardei que ela viesse ter comigo. Demorou, mas veio.

Trepou para o meu colo, saiu, escondeu-se nos piores cantos possíveis, e eu ralhei-lhe. Ela encolheu-se e espreitava-me. Acabou por vir aninhar-se no meu colo, e quase adormeceu.

Transferi-me para a sala e pousei-a no sofá. Desliguei as luzes. Esperei que adormecesse. Eu, quase o fiz, ela mantinha-se alerta.

Passado um tempo retirei-me. Fui para a cama. E adormeci e não sei mais nada.

Está a ambientar-se às muitas novidades do novo hotel, e falta-lhe a cama e mimo dos donos, pensarão vocês, e eu sei isso tudo.

Mas que vai ser difícil, ah, ah, vai vai e a ideia de ter um bicho, eliminou-se de vez da memória.

Parece que houve um terramoto em minha casa. Isto pode ser????

 

26
Jul19

Não era feeling, mas certeza


Mãe Maria

Quando começa o verão? Ou o inverno? E a primavera? Alguém me indica?

Sou já uma cota porque, para além da minha idade ir já a mais de meio da minha vida, também já me vão fazendo crer que o sou. Contudo, o que é certo é que a gente sabia quando as divisões do ano em estações, chegavam e partiam, sem necessidade de irmos consultar o calendário.

Não era feeling, mas certeza. Sabíamos que o verão chegava quando o sol começava a queimar a pele, e quando brilhava poderoso, até meio de setembro, altura em que o chão se começava a pintar-se de folhas pintalgadas de verde e castanho, ou quando o vento já nos arrefecia as bochechas da cara. Era o outono a fazer das suas.
E, quando a casa cheirava a pão-de-ló, porque o Cristo estava na sua fase da ressurreição, sabíamos que a primavera se instalava de armas e bagagens até o sol começar a queimar, de novo, a pele.

Hoje, quem sabe isso? Onde param estas certezas climáticas?

Pois, no meu tempo, não raras as vezes, as estações eram umas senhoras muito cumpridoras dos seus afazeres. Hoje, não se sabe porque vielas e aldeias andam, caminhando carregadas de atrasos, pregando partidas, algumas bem maldosas, virando, em segundos, a nossa vida do avesso: ora cai chuva violenta e tudo inunda, ora pedras brancas geladas do tamanho de ovos de codorniz, ou então de um vento feroz que destrói o que lhe passa nas ventas.

Levo casaco, visto um biquine, calço galochas ou vou munida de uma capa para chuva? Dúvidas matinais, e ainda maiores, quando a noite não nos foi de repouso absoluto, de atordoados que estamos de sono.

Na dúvidas meto tudo num saco e voilá, passo a ser uma Lady, não Gaga, preparada para as aventuras climáticas. É que, se hoje faz sol de 40.º, amanhã o termómetro dá-lhe uma dor de costas e não consegue dar um empurrãozinho aos graus, para ocuparem o seu lugar.

E vou-me. Porém, deixo-vos com uma pérola saída do pensamento de uma linda senhora, vendedora de meias por ela tricotadas que, ao comentar connosco, as aventuras do tempo, nos disse: “Como pode o Homem ter ido à lua, se ela amingua??”

PS: para quem não sabe, amingua, significa que minga, e se minga fica pequena, no caso da lua, estreitinha. Se é estreitinha, como pode o Homem ter espaço para lá pousar? Ah, pois é, sabedoria primária e muito humana.

Bom dia e bom fsemana!

24
Jul19

Tão simples fazer um pão


Mãe Maria

Tenho andado com umas dores de cabeça que tem sido um calcanhar de Aquiles. Não estou habituada a elas e pensei logo no pior cenário na minha vida. Hipocondrices à parte, em vez de tomar uns comprimidos para as dores, limitava-me a magicar nestas meninas que me tiravam a paz de espirito.

Decidida, após conversa com o mais que tudo, de tomar qualquer coisa e ir ao médico, iniciei o meu percurso de saber o que se passa comigo.

Problemas de visão, não é. Problemas de ouvidos/nariz ou garganta, talvez. Bastou um comprimido, que outrora o meu médico otorrino me deu, e as dores tiveram um alívio quase imediato.

A consulta já está marcada para ele, pois convém saber se há alguma alergia ou algo deste género que irá atacar-me e condicionar-me outras vezes.

A boa disposição e vontade de fazer algo voltou e atirei-me à cozinha.

Fiz um pão da terra, bolachas e umas bolas energéticas, super boas.

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Uma fatia deste pão, com a compota de cerejas que a mãe de 89 anos, ainda nos faz, é um consolo.

Deixo a receita para os interessados por esta vida dedicada à cozinha. Sim, porque eu sei que é mais fácil entrar na padaria/supermercado e carregar o saco das compras, mas nada se compara ao sabor que produzimos e ao gosto em o fazer.

INGREDIENTES

  • Manteiga q.b. p/ untar (eu limitei-me a forrar a forma com papel vegetal de culinária. Muito mais simples)
  • 500 g água
  • 50 g mel
  • 25 g fermento de padeiro fresco
  • 500 g farinha integral, mais q.b. p/ polvilhar
  • 2 c. chá de sal
  • 35 g sementes de sésamo
  • 35 g sementes de linhaça

Preparação

  1. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma de bolo inglês (30x12x10 cm aprox.).
  2. Coloque no copo a água, o mel e o fermento e aqueça 1 min/37°C/vel 1.
  3. Adicione a farinha, o sal, as sementes de sésamo e de linhaça e amasse 30 seg/velocidade amassar.. Deite na forma, deixe levedar num local morno cerca de 30 minutos ou até a massa dobrar de volume. Leve ao forno pré-aquecido a 200°C cerca de 45 minutos. Retire e deixe arrefecer sobre uma rede antes de servir.

A receita é para a máquina bimby mas facilmente se faz da forma tradicional. É só pesar a água e amorná-la. Deitá-la num recipiente que dê para amassar/bater, juntar o mel e depois dezfazer aqui o fermento.

Juntar os restantes ingredientes e amassar/misturar. Deitar a mistura na forma forrada com o papel, tapar com um pano e deixar descansar a massa até dobrar de volume. Finalmente, levar ao forno e cozer.

Nada mais. Tão simples como isto.

Fatiei o pão e congelei. Quando me apetecer, é só servir-me de uma fatia, descongelando embrulhada em papel de cozinha 10 a 20 seg no microndas, ou na torradeira/tosteira. Hum, já salivei.

Mais simples?

22
Jul19

recado verde aos senhores do mundo


Mãe Maria

Mais umas valentes queimadas lá para os lados de Vila de Rei e Mação. É a limpeza forçada da floresta, e de muito mau gosto.

Até dói só de assistir, à distância, do esventrar dos terrenos, da fuga das pessoas dos seus caminhos e abrigos habituais, da poluição que se liberta em direção ao furo do ozono.

A ser assim, ainda o calor mal começou, não vai haver monte verde, suficiente, para nos refrescar os pulmões nos próximos tempos, nem nos proteger do que virá depois.

É mais um desastre ambiental a somar aos muitos outros que, ano após ano e lentamente, nos condenam a  uma vida sem graça, sem verde, sem qualidade.

Senhores governantes do mundo, deixo um recado: se ainda querem mundo para conquistarem, levem A SÉRIO este problema do clima. O mundo precisa acordar mais verde, mais limpo, mais saudável.

É um volte-face urgente e que parece ser impossível aos olhos do tanto que se criou e que gerou tanta destruição,  descuidada, só porque o mundo parecia estar nas palmas das nossas mãos, ao nosso belo prazer.

Contudo, a esperança de o recuperarmos, não para nós que não há tempo, não pode sucumbir ao desalento.

Senhores, peguem nas enxadas e cavem esforços de valor na construção do mundo azul e verde.

Ou será que os vossos egoísmos e interesses económicos vos cegam, ficando reis mas prisioneiros de um mundo tão cheio de podres?

 

 

 

 

18
Jul19

A dor também é minha


Mãe Maria

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Estas hortências estão no quintal da minha infância. Fazem uma decoração linda aos canteiros e alegram o local.

São flores que, a minha colega e amiga, que me chama Bekas, adora ou, usando a expressão dela, que "ama de paixão".

Ela queria muito um quadro com uma pintura a aguarelas, para colocar numa parede da sua casa.

Eu, que gosto de pintar mas não lhe dou o jeito devido, gostava muito de conseguir pintar-lhe uma tela, mesmo que pequena, só para a ver feliz porque, tal como infelizmente acontece a muita gente, ela encontra-se ausente do serviço, pois um carcinoma da mama invadiu-lhe a sua vida.

E anda numa fase depressiva e que não nos quer ver, tão pouco falar, deixando-nos sem saber como a levantar desse chão gelado.

Tento compreender, é claro, e não levo a mal tal afastamento, mas fica difícil não saber dela e nasce uma dor interna que não sei explicar.

Quem não tem esta ou outra qualquer doença arrasadora, não tem a capacidade de entender a totalidade do tormento que passam estes doentes, porque não o vivemos na pele.

E vou-me silênciando, interiorizando a sua dor. Nada mais posso fazer. A minha impotência fica junto a esta minha pequenina gota no seu cinzento mar de dor.

17
Jul19

Todos somos ridículos


Mãe Maria

A rua estava quase deserta. Estava eu e uma rapariga dos seus 30 anos, e esta estava a tentar tirar uma selfie.

Ela fazia uns gestos com os lábios, esticava o pescoço, tentava colocar um olhar sensual, e não sei se chegou a tirar a dita selfie, se desistiu quando eu estava quase ao seu alcance.

Passei por ela tentando por "um ar grave e sério",  não "ocultando um mistério", como canta o  Rui Veloso na sua cantiga "Porto Sentido", mas ocultando uma vontade de me rir da figurinha da moça.

Pois é. Se vissem as caras que ela fazia na tentativa de colocar um ar muito sexy/sensual, também se riam, ou sorriam no mínimo. Eu prefiro dar uma boa gargalhada. Só não dei porque era aborrecido, claro está, e eu sou uma menina crescida.

Até porque, desde que há estes bichos que servem para muita coisa, de entre elas, a de telefonar, as nossas figuras passaram a ser, muitas das vezes, umas figuras tristes, mesmo muito mazinhas.

Ao pensar nisso, lembrei das figurinhas ridículas que, também eu faço quando viro camaleão para tirar uma selfie. Estico o pescoço, talvez para não parecer atarracada; projeto os ombros e costas para trás para tentar mostrar uma peitola grande que não tenho; estico os lábios para dar um ar sexy, que convenhamos que de sexy nada tem; olho de lado, ou sei mais lá o quê, para disfarçar qualquer defeito que haja na cara, um papo, uma ruga, sei lá mais o quê. E clico, revejo e deito no lixo.

Tanto esforço e figuras tristes, para ir direita ao caixote do lixo. Quem viu as minhas figuras deve pensar e rir, como eu agora fiz e estou a fazer.

É que ridículos não são só os outros. Nós também temos a nossa dose de ridículo! Não escapamos ao vexame.

Bom dia!

16
Jul19

Mãe e filhos e as suas visões diferentes


Mãe Maria

Mãe e filho e as suas visões diferentes na hora da escolha de um lugar para viverem. Aqui vai: ontem, mostrei uma série de fotos de uma casa ao meu rapaz e sua namorada, para ver se eles se interessavam na sua compra.

A certa altura eu comentei, pensando mais neles que em mim, que haveria um senão, que talvez não lhes agradasse: o andar é um terceiro, sem elevador. Pois é. Nem tudo é perfeito, pensei eu. De facto, há muitos prédios em Lisboa, que é muito habitual serem assim.

Tive como resposta dela, que o mau não era isso, mas o facto de não ter uma cozinha individualizada. Expliquei-lhes que, no passado, essa cozinha existia mas os antigos donos optaram por deitar abaixo a parede que a ligava à sala, e fazer sala e kitchenette, para obterem um espaço mais amplo.

O meu rapaz, contudo, achou os espaços pequenos e pouco amplos, face ao que tem agora.

Bem, cada um tem a sua visão: para ela há a falta da cozinha; para ele é a falta de espaços largos.

Não sabem eles que, nessa pequena casa, já lá habitaram quatro pessoas: um casal e com os seus dois filhos. Se havia falta de espaço? É claro que que sim, mas foram criados e felizes da mesma.

Embora considere o imóvel pequeno, pareceu-me ser suficiente para eles  - dois adultos em início de vida, uma gata e um coelhinho - e que iriam conseguir resolver a necessidade de terem que arranjar um novo local para viverem. Onde estão é só até ao final do ano.

Para mim, e querendo arranjar um "senão", era o facto de não ter GARAGEM! Só de pensar tendo esta menina se acabava o meu dilema de sair com o carro, e o da chatice do estacionamento, no regressa à mesma. Isso é que era luxo!

Isto, é claro, a minha visão. Não a deles. Parece que não há nada mais a acrescentar e é mais que tempo de arrumar o assunto.

Mas como sou uma mãe, nada metidiça, concordei e tal e tal, e agora venho aqui desabafar com vocês, lolol.

Bolas, esta casa, ao pé da que eles vivem atualmente, tem mais um quarto. É pequeno, eu sei, mas daria para as arrumações que a casa onde estão não tem. Ou, com umas obras, haveria a opção de deitar abaixo a parede entre os dois quartos, caso fosse possível, e fazer um amplo quarto, aplicando lá um bom roupeiro. Ficaria um quarto com janela e varanda, e com muita luz.

Sim, não tem cozinha separada da sala, eu sei. Mas tem  e cabe lá muita coisa. Estavam a viver lá três pessoas: um casal e uma criança de 10 anos, e mais uma pequena cadela. E na sala/cozinha há muita luz e sol, e acaba por ser um espaço mais que suficiente para as horas que acabamamos por estar em casa.

Mas isto sou eu, uma cota, habituada a muito pouco, ou mal habituada ao bem bom, sempre com os entido do remedeio. Mas cada cabeça é cada cabeça, e cada uma tem a sua sentença.

Nada feito quanto a isto, e agora sim, assunto arrumado! Bom dia gentes que me "ouvem"!

15
Jul19

A mania das pressas


Mãe Maria

No dia a dia, e no meio de tantas tarefas que nos envolvemos, há gestos que fazemos sem pensar minimamente neles e, por vezes, acabam por estrangular o nosso tão escasso tempo de fim-de-semana. Porque o tempo, nestes dois dias da semana voam, ao contrário do da semana que parece ter pilhas duracel.

Fomos, sábado de manhã, às compras ao mercado e na bancada da senhora do peixe, apaixonei-me por umas lulas frescas que resolvi comprar para as cozinhar ao almoço. Como é hábito meu, foram colocadas numa caixa de plástico que vou reciclando à medida que me vão dando, ora no talho, ora noutras compras. É a minha mania da reciclagem a falar alto.

Do mercado até casa fomos programando o que fazer a seguir. Eram vários passos que nos ocupariam algum tempo.

Vai daí, chegámos a casa, e despejámos, apressadamente, as compras e entre elas, as lulas e mais uma embalagem de carne para cozinhar no domingo, que foram arrumadas sem qualquer cuidado dentro do frigorifico.

Fomos, viemos, almoçámos fora de casa, e foi um sábado de corropio.

Já em casa e ao fim do dia, quase horas de me deitar, já intrigada com o cheiro nauseabundo a peixe, procuro por todo o lado de onde viria. Descubro, finalmente, no lava loiças e por detrás do recipiente onde coloco os talheres lavados, água a cheirar a peixe. Numa breve investigação, a mesma tinha lá caído consequência da lavagem apressada do saco que transportou a caixa do peixe. Com as pressas, nem reparámos que caiu água suja para aquele local, mantendo-se ali o dia todo. Com o calor do dia, parecia que havia peixe podre na cozinha.

No domingo de manhã, já com muitos planos na cabeça, vou ao frigorifico buscar algo para comer, quando me deparo com pingas de sangue. Numa breve pesquisa, não eram só pingas, era sangue por vários lados, consequência de ter colocado a caixa sem qualquer prato por baixo. E a santa da minha manhã foi dedicada à limpeza do frigorifico. Numa cozinha pequenina como a nossa, houve um momento que mais pareceu ter ali caído um meteorito, tal a balburdia que lá se vivia. Mais uma consequência da mania das pressas. Se tivessemos arrumado com cuidado, não teria perdido o tempo que perdi a remendar esta situação desagradável.

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E o que faz esta foto de bolo no meio deste texto de balburdias??

Ah, pois é. Sou fã de doces que levem limão. E pus mãos à obra, e saiu este Bolo chiffon de limão.

Ficou com aspeto tipo pudim. Como não coloquei a raspa das cascas dos dois limões que usei para retirar o sumo, não ficou com sabor intenso a este fruto, o que acho uma pena.

Mas porque raio não as coloquei? Ralar não custa nada, não é? Pois então, tinha metido na cabeça que o ia fazer e fui dando ordens à máquina para ir batendo o bolo enquanto limpava o frigorífico. Ora, não sendo uma cozinha grande, esta estava de pantanas. A gestão do tempo e espaço foi complicada. Ir buscar o ralador, ralar o limão teriam sido um agravamento do tempo pois ainda tinha de me dedicar ao almoço, sob pena de haver atrasos. E havia visitas para a refeição.

Conclusão: habituámo-nos a correr e algo tem de ficar para trás ou acaba por gerar consequências que nos levam o resto do pouco tempo que nos sobra para o lazer, ou a não ficarem perfeitas.

Contudo, no meio de tanta asneira para querer esticar o tempo, uma fatia deste bolo a acompanhar o café, soube que nem ginjas!

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