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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

28
Jun19

Deveres e ética, por onde andam?


Mãe Maria

Uma senhora arrancava, muito calmamente, as flores do jardim.

Havia um senhor, muito indignado, que bociferava com ela.

Eu passei e também lhe disse que não o fizesse pois as flores são do jardim e são de todos.

O tal senhor aproveitou para gritar. "chamem a polícia". Embora houvesse uma esquadra por perto, não se via nem um agente nas imediações, àquela hora de almoço, nem de perto, nem de longe.

A senhora na sua calma respondeu: "podem chamar que não me rala nada". Este caso, de certo modo é inofensivo. Podemos pensar assim. Há outros, contudo que são graves e ninguém pensa nisso.

Por duas vezes quase levei com uma troninete em cima: uma delas foi a atravessar a rua, na passadeira, e uma outra caminhava no passeio, calmamente. Não fosse ter-me afastado e teria passado por um mau bocado.

As trotinetes são giras, não são poluentes, blá, blá, blá, mas, as empresas, na procura de lucro, instalaram-nas aos molhos, ocupando espaços que, por direito, são de todos os cidadãos. Ficou de lado a questão dos direitos para com o transeuntes comuns que optam por andar a pé. Esqueceram que deveriam ter pensado nas consequências que possam vir a existir e que atingem todos nós, que vão da falta de civismo dos usuários a falta de condições nas cidades para o seu uso.

No entanto, se cada um começar a fazer o que lhe apetece, se o lucro gere a nossa vida, estamos em processo de assistir ao nascimento de uma anarquia no reino. E já começo a achar que não andamos muito longe disso.

Veem-se, diariamente, pessoas só a exigir direitos, a fazerem o que lhes apetece, não lhes passando pela memória da existência de deveres a cumprir, quer sejam em forma de Lei, de Decreto-Lei, de simples normas, regras sociais, bem como de ética.

Com isto, estamos a traçar trilhos perigosos, aos poucos, sem nos apercebermos disso.

 

27
Jun19

Saúde da Chanceler


Mãe Maria

Angela Merkel treme, pela segunda vez, em atos oficiais. Faz impressão vê-la nesse estado físico e, acima de tudo, o seu esforço em tentar esconder essa sua fragilidade.

Quer sejamos da mesma ideologia ou não, há o fator humano por detrás de cada um de nós. E, sou-vos sincera, fiquei impressionada e muito sensibilizada em vê-la assim. E desejo-lhe que não seja nada de grave e tudo não passe de um momento de muito stress.

Não sendo eu médica, não me parece ser um estado de saúde bom e desejo que melhore em breve.

 

 

25
Jun19

Nem sempre a moda nos encaixa


Mãe Maria

Seu trabalho possui um ambiente mais descontraído

Não sou muito de andar a bisbilhotar estas coisas de moda mas, hoje, apeteceu-me. Fui à procura de como fazer alterações a peças de roupa, essencialmente de blusas, porque tenho colegas que me tem pedido para fazer e eu, lá as vou satisfazendo, como posso e sei. No entanto, nada como andar informada para melhor fazer este meu trabalho das horas pós trabalho oficial.

Na minha procura encontrei este look no pinterest que adorei. O corte das calças, o casaco, a mistura entre este tom de cinza e o branco é fantástica e, os ténis ficam cinco estrelas, além do confortável que são.

Usaria pois claro. Mas, e há um mas sempre na minha vida, há aqui um "se não" que são as calças serem curtas, acima dos tornezelos.

No manequim eu adoro, bem como adoro ver quem por mim passa na rua.

Porém, tentei fazer o mesmo. Coloquei umas calças deste estilo e subi a bainha acima do tornozelo. E que aconteceu? Vesti, ficava bem, porém, sentia-me desconfortável. Não sei explicar por palavras o que sentia. Despida? Falta de tecido nas calças? Desajustado à minha idade, embora pareça mais nova do que realmente sou? Pois, não sei mesmo que vos dizer. Não encaixava na minha pessoa. E, sendo assim, nada a fazer.

Escusado será de vos dizer, que chegada a casa, fui descer de novo a bainha. A sorte foi que não subi em demasia e que também deixei um pouco de tecido para dentro. Pelo menos, deu para tapar, de novo, o tornezelo.

E esta hem???

 

21
Jun19

Trupm power


Mãe Maria

E o mundo ficou, momentaneamente, quase suspenso com a intenção de ataque, a mando do Trump, ao Irão.

Não que não soubessemos que paira no ar uma guerra fria a tornar-se quente, quando menos esperarmos. Mas, daí a acontecer vai uma diferença grande.

Já aconteceu no passado e há-de acontecer no futuro. 

O mundo há-de implodir ou explodir pela mão do homem, que constrói a magia mas também é feroz contra ele próprio.

A sede de poder é terrível.

 

21
Jun19

o que comanda o meu humor?


Mãe Maria

o-signo-mais-infiel1.jpgAndo aos altos e baixos, de emoções incertas, de amuos e desamuos, qual garota adolescente, embora estamenina já esteja mais que fora de prazo. Este clima emocional em fervura constante, não se ajusta, de modo nenhum, à minha idade atual. É uma parafernália emotiva que só chateia e nada produz de positivo, a que eu chamo de mau feitio, porra. Tinha que nascer assim?

Embora seja uma não crente em signos e afins, nem leitora habitual, sei que o dia em que nasci é um dia instável pois que é o que vem escrito nos manuais desta ciência exotérica e, vale o que vale, acredite-se ou não.

Dizem eles que nasci num dia de transição e que "Quando alguém nasce no primeiro ou no último dia de um signo, é fundamental saber a hora de nascimento para ter certeza a respeito do signo correto. Com este dado, você poderá descobrir qual a posição exata do Sol na hora que você veio ao mundo." Ora cá está, vacilo entre capricórnio e aquário. Nem aqui há exatidão naquilo que sou. Um pendulo em movimento constante, ora num signo, ora noutro. Teria que mandar fazer um mapa astral, com os dados completos do meu nascimento, para ficar a conhecer qual é de facto o meu digno. Até lá, sou do signo que me apetecer ser.

Penso nisso e pergunto-me, ingenuamente, claro está, se esta minha instabilidade, está alocada a este desígnio astral.

Pois ora vejam o que dizem, ainda, esses senhores astrológicos "Os nascidos em Janeiro, têm um caráter genuíno e boa alma, possuem Saturno reinando sobre Capricórnio e, por isso, algumas características são bem peculiares e os tornam únicos. O seu senso de humor os caracteriza. Eles estão sempre sorrindo e tentam alegrar todos ao redor custe o que custar porque a alegria é o que os move. A positividade é uma característica marcante e, por isso, são sempre bem-vindos em qualquer lugar porque todos fazem questão de sua presença. Eles sempre terão a melhor vibração possível quando estiver perto deles.

Ora, lendo isto, vejo que encaixa na perfeição, não em mim, mas na alma que me acompanha há 32 anos, o marido, o Sapo Mor, que também nasceu em janeiro, mas não no dia exato do meu. Aqui está o que nos diferencia, substancialmente.

Pesquisando um pouco mais este mundo das letras virtuais, outros dizem mais especificadamente que: "Os nascidos a 20 de janeiro são extremamente sensíveis e gostam de seguir seus impulsos aonde quer que os levem."  Um perfil que já se encaixa em mim. A instabilidade é que me preocupa e me deixa tresloucada, lollollol.

Não acrediditando eu nestas basófias, fui procurá-las e lê-las e até tentei encaixar naquilo que sou e que ele, o Sapo Mor, também é.

E fico-me por aqui porque eles dizem muito e, é caso para dizer que, eu também não acredito em bruxas, mas que as há, lá isso há!!!  Então em que pé fico: fei-de acreditar nas teorias dos astrológicas??

 

 

18
Jun19

Por-do-sol é sempre magia


Mãe Maria

IMG_20190613_204427.jpg

Um por-do-sol é sempre aquele momento, do dia, que parece magia.

Em Sagres, o vento era forte e quase nos atirava ao mar. Assim parecia. Sentiamo-nos leves demais para a força do sopro.

Mas o olhar estava focado ao fundo, no horizonte, a ver o sol escapulir-se atrás da curva da Terra, enquanto o céu ainda se iluminava de laranja e o mar brilhava cor doirado.

Foi-se. Adormeceu. E as palmas ouviram-se. Haviam muitos olhos, amantes deste adormecer,  sentados por entre as pedras irregulares do chão, cobertos de mantas, para que o frio do vento forte, os não atingisse.

E valeu a nossa corrida sobre quatro rodas, até à ponta do mapa de Portugal, onde esta magia acontece tão espetacularmente e que atrai tantos olhares.

 

 

17
Jun19

Regressar à rotina


Mãe Maria

De volta à rotina, aos gestos e passos repetitivos, à mesma calçada gasta onde passam rostos conhecidos, porque a rotina também lhes veste os dias.

De volta ao mundo real onde o prazer é mais ténue e se cansa na mistura dos afazeres obrigatórios.

De volta ao que parece nascer sempre igual quando, na verdade, cada dia é único e que adormece quando o sol se esconde atrás dos montes.

De volta à vida, à essência do que somos, não donos do tempo mas quase escravizados pelo tic tac das horas.

Bastou uma semana a viver a liberdade do tempo, longe de compromissos, para o corpo se habituar ao melhor da vida.

Mas volto mais leve. O descanso é um Santo milagreiro.

 

 

 

 

 

09
Jun19

Algarve em junho


Mãe Maria

IMG_20190609_223259_229.jpg

Cheguei para uns dias de férias e encontrei um algarve já quente, porém e por agora, ventoso. Ainda não está carregado de gente ávida de sol e mar, de noites e de bebidas, de danças até ser quase dia.

Há sol e calmia. Ideal para descansar o corpo e aquecer a alma, e de carregar baterias.

Entre as horas vagas, há a leitura que não me deixa adormecer. 

Assim, voltei ao sul que não o via faz uns dez anos. 

 

 

07
Jun19

À beira do descanso merecido


Mãe Maria

Após a depressão Miguel, que por aqui pouco ou nada senti, preparo-me para fugir aos festejos do Santo António mais casamenteiro do planeta, em Lisboa.

Vou partir desta cidade já de si, em estade caótico, e do cheiro a sardinha assada a um preço exurbitante. Vou fugir dos dias dos manjericos e das suas quadras simpáticas e divertidas.

Preciso de mudar de ares, de respirar o ar salgado do mar, de mergulhar os pés na areia, de me misturar com outros sabores e odores.

Até lá, ainda tenho de fazer um bolo e uns manjares gostosos, para alguns convidados, poucos desta vez, do Niver da minha sapinha.

Vinte e um. Como o tempo voou. Ainda me lembro de pensar se deveria avançar para esta minha segunda aventura. E, do decidir ao concretizar, foi uma velocidade cruzeiro.

Vinte e um anos de aventuras, umas melhores que as outras, como é óbvio e normalíssimo em todos os lares.

Saiu-me uma loirinha de olho castanho, de uma energia flutuante, de um humor ora cativante, ora de fugir a sete pés.  Das mãos nascem desenhos fantásticos e este será sempre o seu modo de vida, já que as Barbies foram subsituídas pelas bonecas que ela construía em desenhos coloridos.

Queria ser estilista, mas o tempo mostrou-lhe que a sua arte é a de preencher livros encantados, de mundos imaginários, de ilustrações magníficas. O tempo ditará o seu futuro, embora me pareça que esteja definitivamente traçado.

Que seja feliz. É o desejo de todos os progenitores, e não sou mais que ninguém.

Bom dia e que o vosso dia seja cheio de sol e luz.

 

02
Jun19

As últimas compras de livros


Mãe Maria

IMG_20190602_082942.jpg

 

E depois das trapalhadas da reunião do condomínio, houve tempo para dar um salto até ao Parque Eduardo VII e para um pequeno carregamento de letras pintadas em páginas feitas histórias.

O tempo era ameno, o suficiente para refrescar as ideias da tarde esgotante. Foi essencial para recuperar e arejar do braseiro da tarde.

No saco vieram alguns amigos, para viverem entre os restantes, que enchem as prateleiras, já curvas, das estantes da casa.

Haja, no futuro, tempo livre para absorver o pensamento, as memórias, os segredos, os enredos das horas de trabalho, que eles carregam, saídos das mãos de quem consegue preencher folhas de papel brancas, transformando páginas livres em histórias, umas mais fantásticas que outras.

Ser contador de histórias não deve ser fácil. Não é como cozinhar um ovo mexido. É tranpor ideias com sentido, com emoção, com beleza, dando vida aos parágrafos e travessões, aos dois pontos e interrogações. E deixar o leitor preso ao enredo, a ter vontade de ler mais um capítulo. É esta fome infinita de leitura, que faz um livro ser um sucesso.

 

 

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