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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

31
Mai19

Feira do Livro de Lisboa


Mãe Maria

A Feira do Livro de Lisboa voltou a abrir portas ao mundo dos leitores, dos maiores aos mais pequenos.

Após portas abertas, vem aí o primeiro fim-de-semana, desta vez com muito sol, e é uma altura boa para irmos até lá, visitarmos e inspirarmo-nos nos múltiplos livros, uns com descontos mais especiais, porque são os livros do dia.

Com uma genda sempre cheia, neste evento anual, temos a oportunidade de conhecermos, mais de perto, alguns dos muitos autores dos livros que vamos lendo ao longo do ano, e conseguirmos um autógrafo, uma marca pessoal no nosso livro de leitura. Aviso que, por vezes, é preciso um pouco de paciência porque há mais gente, que em fila, espera por este miminho.

Entre a procura dos livros preferidos, há pipocas, gelados, queijadas, farturas, bolas de berlim, hamburgueres, cachorros e limonadas, laranjadas, cervejinhas, e muito mais, para aconchegar a alma. Aconselho levar no bolso uma garrafa de água porque o calor é intenso, a feira é longa, e não se arrisca a pagar um euro e meio por uma garrafinha pequena.

Há ainda um auditório onde há debates, conversas de café, pequenos teatros, música, poesia e muito mais. E há wi-fi para não se dispersar do seu mundo virtual, que quase todos já dependemos e não o dispensamos, e show cooking.

Também lá irei. Este fim-de-semana, duvido porque a minha agenda anda cheia, mas ao fim do dia de sábado, quem sabe se iremos até lá apanhar um fresquinho da noite. Há feira até bem tarde.

Vá com a familia, que há espaço para todos e, divirtam-se!!

30
Mai19

T-shirt dependente


Mãe Maria

Sou uma t-shirt dependente quando chega o verão. Umas calças, uma saia, uns calções, estes em modo fim-de-semana apenas, e uma t-shirt a condizer e lá sigo eu a minha vida e não penso mais em olhar ao espelho. Muito práticas e, para quem nunca gosta de preparar a indumentária na véspera, são a minha roupa TOP do tempo quente.

E para lavar, secar e passar a ferro? Muito práticas. Tenho-as de muitas cores.

Mas as t-shirts, quando têm decote muito chegado ao pescoço, levam sempre um corte de tesoura, em forma de V, ou de decote mais longo, ou outro feitio.

Quando tenho mais disponibilidade ou estou com ideias, remato o decote com uma agulha e linha, caseando, bordando ou fazendo uma pequena renda. E, uma nova T-shirt nasce no meu gavetão.

29
Mai19

Divagações


Mãe Maria

Depois do choque que vos contei no meu post anterior, tenho andado em modo fuga. Não que o mundo tivesse parado, mas porque tem girado a rotações mais que mil.

Ando, há dois dias, às voltas de uma contagem de votos eleitorais, não daquelas últimas, nacionais e oficiais, para a eleição dos tachos do parlamento da nossa Europa, mas de umas outras, porque há mais eleições para além das oficiais de um país, e eu estou envolvida numa delas. Sou a menina que faz as contagens e verificações finais. O escrutínio final deve sair hoje e talvez o meu tempo se alivie e me permita pensar noutras coisas para além destas listagens aborrecidas.

No domingo, sob um sol escaldante, com esforço e perseverança, percorri os 21 quilometros a que me propus, acompanhando a beleza do Douro. Missão cumprida. 100% do meu suor. Outras virão ou talvez não. Quem sabe o que o futuro nos reserva.

No sábado enchi a pança de cerejas. Bastou trepar à arvore, aproveitando a minha agilidade, e degustar essas meninas que, este ano, não estão na sua melhor forma. Dizem, o tempo não ajuda. Ora porque não chove. Ora porque choveu na época errada. Ou porque o sol veio cedo, ou porque chegou atrasado. Vá-se lá entender estes caprichos da natureza.

Por hoje chega de divagar e de nada de útil vos contar. As listagens choram pelos meus dedos, e os meus olhos lacrimejam pelo fim destas senhoras.

Até já e bom dia.

23
Mai19

A vida muda num segundo


Mãe Maria

Faz uns três meses que me inscrevi, com um casal de amigos para, participar numa meia maratona, numa zona do nosso país, património mundial da humaninade, já desde 2001.

A inspiração do local foi o motor de arranque para esta aventura: a beleza da zona amenizaria o nosso esforço e cansaço; o convivio seria o licor doce da amizade; e a fugida à rotina seria um bálsamo nas nossas vidas. Experiências novas são sempre bem recebidas e necessárias para combater o stress diário.

Os treinos que deviam ter aumentado, à medida que o tempo se aproxima desse dia, não foram os reis das nossas manhãs no ginásio. Temos andado agarrados à ideia de participar sem preocupação de metas, e o único objetivo seria o de cruzar a meta dentro do tempo oficial da prova. Afinal, ainda  são uns bons quilómetros que nos consumirão as pernas, já de si, com muitos quilómetros em cima, e a nossas idades já não nos permitem, também, ambicionar com objetivos surreais. Há que perceber o que somos e o que é mais importante.

Ontem, depois do treino habitual, entre muito suor e energia esgotada, combinámos como seria o nosso programa de fim-de-semana: o que fazer, o que comer, como gerir o tempo. Estávamos animados.

Porém, uma notícia fatal, pôs em cacos todo este nosso programa. Houve um segundo da vida que pôs fim à juventude da filha deste casal, virando do avesso, todos os planos das horas anteriores, bem como das que virão, daqui para a frente.

Um segundo, um malvado segundo. Bolas!!! O que era, não passou a ser, já não terá a forma de futuro, nem entrará no livro do passado. O futuro passou a ser tudo ou nada.

Se eu estou incrédula, estes meus amigos  estão sem chão, sem tábua onde se agarrarem. Nada mais parece fazer-lhes sentido, e o sentido tem que ter um rumo, agora escuro, mas que terá de ir aclarando, lentamente.

Espero que eles consigam arranjar alavancas, com molas fortes de sustentação, para manterem, de pé, uma mente sã, embora com uma ferida aberta, que sangrará para sempre.

21
Mai19

Sentido ecologista aos 4 anos de idade


Mãe Maria

Ontem foi dia de ir buscar a minha pequena de 4 anos, não neta mas sobrinha neta que, para mim, é o mesmo que neta. Pelo menos acredito nisso.

E no meio da sua tagarelice, sai-se em defesa do Planeta, dizendo: "o planeta está doente, muito doente. Temos de o ajudar. Temos de apanhar o lixo do chão e não sujar o chão; temos de cuidar das plantinhas.

E eu, disse ajudando: e não podemos deitar lixo na praia.

E ela responde: e não deixar os sacos de plástico porque os peixinhos comem e depois morrem.

Sim, muito importante, respondi eu.

Ela entretanto diz: temos de cuidar do planeta da minha rua e do planeta do céu.

Ah, ah, pensei eu, a dimensão desta miúda ainda se fica pelo tamanho da rua onde vive que, é muito grande, diz ela.

E eu disse-lhe: hoje aprendeste bem a lição.

E ela respondeu: sim, foi a professora Cristina que ensinou porque o planeta está muito doente e temos de ajudá-lo, se não ele morre, e não pode morrer.

Bem diz o ditado "de pequenino se torce o pepino". A miúda vai bem encaminhada. Desejo que este seu sentido ecologista não se perca, e seja uma futura lutadora por um planeta mais verde.

Só não dá para vos descrever a carita convicta das suas ideias, de uma preocupação ingénua e tão infantil que só me apetecia dar mais de mil beijos.

20
Mai19

Campanhas politicas de ontem e de hoje


Mãe Maria

No meu tempo, naquele em que era ainda uma garota jovem e cheia de genica, em que ainda acreditava que os políticos politicavam sempre para o bem, que eram uma ancora para a nossa vida, que nos construiam uma sociedade de esperança, que o que eles gritavam nas campanhas eram verdades.

Pois bem minha gente. Imbuída nesta minha ingénua crença, acompanhava campanhas, em especial, nos últimos dias, onde a azáfama de fazer convencer o indeciso era uma picada de adrenalina. E participava em vendas de produtos laranjas, e exibia bandeiras acompanhadas de gritos de siglas partidárias em jeito de frases feitas com alguma imaginação e, em cima da caixa aberta da camioneta do pai, percorríamos em fileira de outros carros, dezenas de quilometros que se lançavam à estrada, cantando até a voz doer "Paz, Pão, Povo em Liberdade, todos sempre unidos no caminho da verdade..", com um só pensamento, o de que, após as eleições, a vida mudaria para melhor.

Reparo que, no meu tempo, as campanhas eram feitas com muita gente apinhada, que enchiam campos de jogos, gritando, cantando, convictas até aos ossos de um mesmo ideal.

Hoje, porém, até um cego vê que, esses campos ou salões de festas, já não se enchem de gente apinhada mas de mesas e cadeiras, com gente sentada a encher o bucho. Só depois do dito bucho cheio e da graganta bem regada, se inflamam discursos já velhos e gastos, não de ideias mas de ataques, originando falsas palmadinhas nas costas aos candidatos, salvas palmas esmorecidas e sorrisos amarelecidos. 

Quando penso naquilo que eu desbravava, até um arrepio me sobe pela espinha, não de excitação mas de completo desalento.

Hoje só tenho descrédito, não só no que acreditei mas, em toda e qualquer ideologia política. Os políticos não passam de uns vendedores de ideologias para encher os próprios bolsos. Nós, o povo, seremos, sempre, meros peões de um jogo, recebendo as migalhas que sobram dos seus bolsos cheios.

20
Mai19

Divagações


Mãe Maria

Começo a semana com um déficit de horas de sono. A não recuperação deste bem estar, nos dois dias semanais de descanso, é meio caminho andado para uma semana a arrastar a bunda, de olhos encovados e de auréola negra a envolvê-los.

Já prevejo algumas chatices, vindas de gente que nasceu para atazanar o bem estar de quem quer estar, apenas, bem.

Nesta envolvente de chuva ácida, vou ver se não saio à rua com mais uns quantos neurónios queimados, que para queimaduras chegam-me as da minha cozinha, verdadeiros descuidos meus.

Não gosto de semanas que nascem já cheias do que prevejo ou do muito que já planeei. Gosto delas vazias, de ir construindo os dias ao sabor das horas. Semanas cheias dão-me a sensação de um futuro já vivido, de que passam rápido, não aproveitando o sumo doce da vida.

Se quisesse semanas planeadas carregava comigo aquelas agendas super profissionais, em que a vida é organizada ao minuto, prisioneira de compromissos sérios, em que se finge não existirem atrasos.

Não quero ser cativa do tempo. Quero planar com o vento, mergulhar nas ondas dos apetites, de cabeça erguida, no "savoir-faire", no "laissez-passer".

Vou-me, voando na preocupação do que prevejo invadir minha já pouca serenidade ou sanidade mental.

A quem me lê, boa semana.

 

 

17
Mai19

O condominio continua febril


Mãe Maria

O condominio continua febril, quase a estourar o termómetro e eu estou quase a dar cabo das ventas de uma certa pessoa, que é um bicho, um cretino, um megalóide, um ditador, e tudo que possa se chamar, se agora se atravessasse à minha frente.

É tal a gana que me encontro, com um stress interior dos diabos, que não sei se teria controlo do meu cérebro. Acho que ele ia desta para pior....

Não se consegue resolver, a bem, os problemas do condominio, como já vos falei num outro post porque há uma besta que se dá por nome de um humano, que não tem nada de humano, mas de um ditador do pior que pode existir. Impugna tudo e chama burro e ignorantes a todos. Acha-se o supra sumo e só sai m**** quando abre a boca. Blhacccc.

Nem sei se me ria se desate a chorar. Estou que nem posso e não quero estar assim. Só pelo meu estado de transtorno, causado por tal imbecil personagem, devia ser indemnizada por danos à minha massa cinzenta e coração.

Como pode um condominio sobreviver com megalóides desta espécie?? E se ele tem dívidas de quotas, sim ele tem, e muitas. Ha gente com muita má fé e mal formada que se considera melhor que os outros!

Bom fim de semana para vocês que eu vou ali e já venho, curar este meu mal estar!

 

16
Mai19

Comer insetos? Jamais, jamais, jamais?


Mãe Maria

Comer insetos, como gafanhotos, grilos, bichos da seda, etc,  é uma ideia que, logo à partida, me dá enjoos e vontade de vomitar.

Não me passa pela minha cabeça que qualquer destes ou de outros insetos, que dizem comestíveis e muito saborosos, venham a fazer parte dos alimentos a serem cozinhados na minha pequenina cozinha.

Mas é uma realidade que já não anda longe do nosso dia-a-dia, que já se pratica em países como Japão, ou noutros em que a escassez começa a fazer-se sentir. Se não acreditam leiam isto por aqui e vejam o que uma portuguesa, em Londres, tenta desenvolver com estes bichanos. Depois de lermos há uma tendência para considerarmos que já não fará parte dos nossos dias, que só as gerações vindouras abarcarão estes projetos.

Contudo, à velocidade que acontecem as coisas e se desenvolvem técnicas, creio que ainda irei ingerir alguns destes bichos. Não assadinhos na minha grelha mas, talvez misturados em barras alimentícias, farinhas ou bolachas. Eu, que nunca leio os rótulos, às tantas já os comi e não sei. Blhac!!!

Dizem que são proteicos e que poderão matar a fome a muita populaçção do globo onde a escassez abunda. Podem até ser, e ainda bem que ajudarão muita gente a sobreviver. Eu, não querendo parecer uma tia de Cascais, só os hei-de ingerir se não souber da sua existência. Atrevo-me a dizer " jamais, jamais, jamais!!"

 

15
Mai19

Ah, Ah, Ah, pode ser?


Mãe Maria

Não sou capaz de deixar passar esta questão do Ah, Ah, Ah, do Bérardo, sem vir aqui dar a minha palavra, embora saiba que ninguém vai querer saber do que digo. O pessoal só quer saber de moda, cusquice da vida alheia e de viagens.

Esta questão do Berardo só vem, mais uma vez, reforçar a minha teoria de que o pessoal só é burro e parvo porque quer. Já devíamos saber que é mais que tempo de aprender com estes senhores, que sabem a bíblia toda de trás para a frente, de como manipular bancos e banqueiros para se safarem e ainda poderem dar um suspiro de três Ahs, em plena seção de interrogatório na Assembleia da República. Vamos lá pessoal, vamos ciar uma Associação Profissional dos Manipuladores, sem fins lucrativos, com o objetivo que ajudar a por em prátuca a este saber tão importante de viver sem fazer a ponta de um c****, de viver com os dinheiros dos outros e sem ter de pagar um tusto. Topam???

Isto não é lata. É saber, gente minha. E eu ainda não sei nem a ponta de um Iceberg daquilo que é manipulação.

Bolas, ando eu a minha vida inteira, até fazer setenta anos de idade, a pagar religiosamente a minha prestação mensal da casa, com um pavor que o banco me penhore a dita cuja e logo a seguir me ponha os tarecos à porta de casa, quando afinal é só aprender umas artes de chico espertice e eis que passo diretamente a ser pobre, sem nada e nada me tiram e eu continuo a dormir em paz e sossego na minha linda casinha, tão modesta quanto eu!!!

Caramba, cambada de gente que ainda se vem rir nas minhas ventas e me deixa com os cabelos em pé.

Se há coisa que me tira do sério é ver esta malandragem a viver bem à custa de todos nós, que vivemos numa luta diária para tudo dar certinho.

Como poderia eu não deixar aqui a minha indignação?

Desculpem se vos aborreci, mas ficar calada e sem dizer umas baforadas, não consigo e é o minimo que posso fazer perante esta gentinha que brinca com a vida, vivendo à grande com o dinheiro dos outros!!

 

Bom dia!

 

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