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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

24
Abr19

Não gosto de cravos


Mãe Maria

Não há abril sem cravos vermelhos mas, há cravos de muitas outras cores, em abril.

Não simpatizo com os cravos. Havia muitos deles no quintal da minha infância. Era a avó que os plantava ou mandava plantar. Talvez porque tivesse uma adoração por eles. Não me recordo a sua motivação para o seu cultivo.

Não sei explicar porque nunca lhes achei graça. Nem do cheiro que tem eu gosto e gostava.

Para mim, haver cravos em abril, não faz importância alguma. 

Foram usados na revolução de abril. Eu sei. Fizeram sucesso. Passaram a ser uma símbolo da liberdade conquistada. E ponto final.

No quintal deixou de haver esta flor. Nem vermelhos, brancos, amarelos.. Não sei bem o motivo mas ninguém reclama a sua ausência.

Cravos há muitos, mas nenhum me fascina. E é abril e eles andam aí e amanhã serão, mais uma vez, empunhados e erguidos com orgulho.

 

 

24
Abr19

Liberdade por onde andas


Mãe Maria

índice.jpg

 

A palavra Liberdade que os capitães de Abril abriram portaa, há quarenta e cinco anos, e que no lugar donde deveriam sair as balas foram  colocados os cravos, não me parece ser a mesma que hoje se pratica.

Dessa Liberdade já pouco se sabe.

Passou-se da Liberdade, aquela ausência de submissão e abuso de poder, para novas formas de abuso e poder de cada um de nós. Se erámos submissos ao Poder Central, a um fascismo estúpido e já fora de moda, agora vivemos tempos de onde pequenos ditadores, que tudo querem e tudo fazem para se salvarem, e que se vão instalando em cadeiras de poder.

Há cada vez mais ditadores, corruptos, e que pouco a pouco vão minando a sociedade. Falta pouco para sermos, de novo, subjugados por eles, pelas Leis que eles nos impõem.

Espero que saibamos abrir os olhos e olharmos à nossa volta e que saibamos agarrar a Liberdade de Abril, daquele dia 25 que nos Libertou das mãos de um Ditador.

Não deixemos crescer o ódio, a xenofobia, o racismo. Aprendamos a aceitar as diferenças, a dar espaço às ideias, a respeitar os outros. Todos somos iguais, mas cada um é diferente do outro.

A liberdade é isso mesmo, vivermos aceitando, não nos subjugando, embora a palavra Liberdade também tenha os seus limites. Não posso ter Liberdade se me imponho à Liberdade do outro. Há que ser livre mas responsável também.

Portugal e o mundo agradece que cada um saiba o que é viver em Liberdade.

 

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