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4 sapos

4 sapos

30
Abr19

Estou


Mãe Maria

Estou cansada de tudo e de nada.

Será possível ser assim?

Há dias que me canso dos zumbidos que tenho nos ouvidos (surdez, minha gente).

Outras vezes, cansam-me as conversas extra serviço, entre papéis que aguardam o meu silêncio, para lhes pegar.

Também há dias em que o trabalho me aborrece, outros nem me rala a sua existência.

E a fobia das pessoas para pisarem os calos dos outros? Bem, isso cansa-me em demasia.

Cansam-me os caminhos serem iguais. Cansam-me as piadas serem as mesmas. Canso-me do desleixe dos chefes, ou da sua compaixão desajustada.

Cansa-me o barulho, as noites mal dormidas, as horas obrigatórias, as palavras feitas cansaço.

Depressão?

Não. É só um cansaço que precisa de descanso.

Bom feriado do Tabalhador, que dá descanso do corpo para se gritarem palavras de ordem, ou talvez o corpo e as palavras causarem a desordem.

 

 

 

 

28
Abr19

LeiTuras


Mãe Maria

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Vou iniciar a leitura deste livro. Estou curiosa. Ouço dizer muito bem deste escritor e que a sua escrita agarra-nos à história. Espero que sim.

E quem é Haruki Murakami? Pois então. É um escritor e tradutor japonês. Os seus livros são um sucesso de vendas no Japão e internacionalmente, a sua obra foi traduzida para mais de 50 idiomas

Para mim, este será o primeiro livro dele, a ler. Ainda terei de comprar o segundo volume porque, dividiram o livro em dois. Coisas de mercado. Ganham mais sendo assim. Por outro lado, não ando com um livro pesado, eh, eh. Há que ver a coisa pela positiva. 

Conhecem?

 

28
Abr19

O que faço que me distrai


Mãe Maria

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São trinta. Ficaram prontos antes de data que me pediram. Ofertas para um baptizado.

Muito trabalho está aqui. Tudo artesanal. É um trabalho elaborado todo à mão, com pormenor e sem pressas. 

Trabalho artesanal não compensa, se pensarmos na questão monetária.  O que pagam por ele dá para pagar o material, e o resto paga uma meia dúzia das muitas horas que leva este trabalho e qualquer outro.

Faço mais por gosto do que para contribuir para a minha fortuna, lol. Digamos que ajuda para qualquer eventualidade urgente. 

E quase ninguém percebe o valor do trabalho artesanal, muitos deles peças únicas, que ninguém mais tem. 

Só mesmo para quem dá valor, dá gosto em trabalhar assim.

 

26
Abr19

Boa tarde Lisboa


Mãe Maria

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Meti hoje um dia de férias e fui caminhar pela cidade.

Vi muita coisa nova e muita coisa igual.

Esta não é a minha cidade de nascença mas é a minha cidade de coração, o meu fado, a minha sina.

Lisboa das sete colinas, hoje cada uma delas vestida de turistas, extasiados, à descoberta dos seus encantos.

Cidade que encanta, mesmo de calçada suja e gasta.

Em cada esquina um segredo, uma memória, uma história de vida. 

De Tejo ao colo, no cais das colinas avista-se a outra margem, que o Cristo Rei abraça e  abraçando todos nós.

Foram quinze quilómetros de puro prazer.

Boa tarde Lisboa, moça de mil e um amores.

25
Abr19

Só mais uma coisinha....


Mãe Maria

Hoje, algures por este mundo virtual, li esta frase: Liberdade é poder dizer caral*o quantas vezes quiser.

Ainda li muita gente a rever-se nessa frase.

Pois eu não me revejo nem um pouco, e ainda me preocupo pelo que andam a fazer com esta palavra Liberdade, tão essencial à paz mundial.

Isto nada tem que ver com a Liberdade que se gritou há 45 anos atrás.

 

24
Abr19

Não gosto de cravos


Mãe Maria

Não há abril sem cravos vermelhos mas, há cravos de muitas outras cores, em abril.

Não simpatizo com os cravos. Havia muitos deles no quintal da minha infância. Era a avó que os plantava ou mandava plantar. Talvez porque tivesse uma adoração por eles. Não me recordo a sua motivação para o seu cultivo.

Não sei explicar porque nunca lhes achei graça. Nem do cheiro que tem eu gosto e gostava.

Para mim, haver cravos em abril, não faz importância alguma. 

Foram usados na revolução de abril. Eu sei. Fizeram sucesso. Passaram a ser uma símbolo da liberdade conquistada. E ponto final.

No quintal deixou de haver esta flor. Nem vermelhos, brancos, amarelos.. Não sei bem o motivo mas ninguém reclama a sua ausência.

Cravos há muitos, mas nenhum me fascina. E é abril e eles andam aí e amanhã serão, mais uma vez, empunhados e erguidos com orgulho.

 

 

24
Abr19

Liberdade por onde andas


Mãe Maria

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A palavra Liberdade que os capitães de Abril abriram portaa, há quarenta e cinco anos, e que no lugar donde deveriam sair as balas foram  colocados os cravos, não me parece ser a mesma que hoje se pratica.

Dessa Liberdade já pouco se sabe.

Passou-se da Liberdade, aquela ausência de submissão e abuso de poder, para novas formas de abuso e poder de cada um de nós. Se erámos submissos ao Poder Central, a um fascismo estúpido e já fora de moda, agora vivemos tempos de onde pequenos ditadores, que tudo querem e tudo fazem para se salvarem, e que se vão instalando em cadeiras de poder.

Há cada vez mais ditadores, corruptos, e que pouco a pouco vão minando a sociedade. Falta pouco para sermos, de novo, subjugados por eles, pelas Leis que eles nos impõem.

Espero que saibamos abrir os olhos e olharmos à nossa volta e que saibamos agarrar a Liberdade de Abril, daquele dia 25 que nos Libertou das mãos de um Ditador.

Não deixemos crescer o ódio, a xenofobia, o racismo. Aprendamos a aceitar as diferenças, a dar espaço às ideias, a respeitar os outros. Todos somos iguais, mas cada um é diferente do outro.

A liberdade é isso mesmo, vivermos aceitando, não nos subjugando, embora a palavra Liberdade também tenha os seus limites. Não posso ter Liberdade se me imponho à Liberdade do outro. Há que ser livre mas responsável também.

Portugal e o mundo agradece que cada um saiba o que é viver em Liberdade.

 

22
Abr19

Dor no Sri Lanka versus dor em Paris


Mãe Maria

No Sri Lanka, morreu muita gente em plena Páscoa, porque terroristas fizeram explodir bombas em vários locais, tirando a vida a quem nada faz para que haja terrorismo.

A vida de um Português de passagem por esse país, em viagem de lua de mel, foi ceifada. A lua passou a ser de fel.

O que reparo, é que as vozes que deram voz sobre a destruição da Dama de Paris, se calaram face a esta catástrofe que tirou a vida a muita gente.

As lágrimas derramadas, as orações proclamadas, as muitas palavras escritas inflamadas de horror, as imagens transmitidas horas a fio, perante essa catástrofe que assumiu contornos mundiais, não se repetiram face ao terrorismo agora vivido no Sri Lanka.

O património Europeu, sobrepos-se às vidas ceifadas pelo terrorismo, de um país pequeno, que poucos sabem que, em tempos, se chamava de Ceilão.

Por último, não vejo a bondade dos milionários a darem do seu quinhão a este povo de sangue nas mãos e de coração ferido, de rostos aflitos perante a maldade humana.

O património dá lucro. As pessoas não. Que somos nós, gentes de um mesmo planeta, num mundo que se move por cifrões?

20
Abr19

Mania de não respeitar receitas


Mãe Maria

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Fiz uma receita de uma folar de amêndoa, retirada do site que faz parte do meu robot de cozinha.

Se não tivesse retirado 50gr ao peso do açúcar e ter usado farinha de trigo integral, deveria estar 5 estrelas.

Esta minha mania de não respeitar as receitas a 100%, fazem destas coisas. Ou seja, está comestível mas, não aquele folar apetitoso/guloso.

 

18
Abr19

A urgência de pouparmos água


Mãe Maria

A água é, cada vez mais, um bem escasso. Além disso, está muito cara.

Portanto há que agir para pouparmos este liquido da vida antes que seja realmente tarde.

Há uma urgência que ainda, a maioria de nós, não se apercebeu.

A água é vida, é mesmo uma grande percentagem do nosso corpo. Não há vida sem água.

O que fazem vocês para a pouparem?

Eu, vou agindo sempre que posso. Ora vejam:

A água que fica no depósito do secador de roupa é guardada para lavagem do chão, ou descarga na sanita;

A água que lavo o chão fica a aguaradar uma ida à sanita, poupando uma descarga do autoclismo;

A água que o meu pessoal abandona nos copos ao final da refeição, aproveito-a e rego as minhas plantas, ou tem o destino o depósito que atrás refiro.

A meu banho é o mais rápido que posso. Só tomo banho de água sempre a correr quando está mesmo muito frio. Isto quero dizer que desligo a água enquanto lavo a cabeça e o corpo;

A água do banho que cai enquanto aquece é aproveitada para um balde;

A água que uso para retirar o sabão do corpo também a aproveito. Fecho o ralo da banheira e no final, transfiro essa água para o recipiente e vai servir para descarregar na sanita.

 

Estas são as principais ações que vou fazendo, diariamente. Penso que é o minimo que posso fazer pelo bem precioso que é este liquido bem como à minhas finanças. No poupar, está o ganho, dizem as boas linguas, eh, eh.

Dá trabalho? Algum. Mas aprendi que sem trabalho o mundo não avança.

Querem seguir estes conselhos? Experimentem que os vossos filhos aprenderão hábitos saudáveis de preservação do ambiente futuro. Pena não ter feito isso quando os meus eram pequenos. Agora já deixei esse tempo voar.

 

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