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28
Fev19

Matronas, matrafonas, caretos...

por Mãe Maria

Está a chegar o carnaval que é uma festividade que nunca achei muita piada. Mas é carnaval e ninguém leva a mal.

Nunca fui de me mascarar e muito menos de me juntar em desfiles, nem de fazer uns quantos quilómetros para me enfiar no meio de muita gente, para ver desfiles de carnaval.

Tirando o colorido e as multiplas ideias de quem se mascara, acabo por gostar mais daquelas trasnformações masculinas, algumas muito corajosas, em vestirem-se de mulher, com grandes traseiros, mamilos e muito despidos, com os pelos de fora. Ficam sempre hilariantes. Vejo-os na TV e ponto final. Rio-me e fico por aqui.

Mas falando na originalidade destes desfiles face aos que, durante o resto do ano, proliferam nas festas populares de norte a sul do país, não existe. O que se vê nestes desfiles carnavalescos vamos encontrar, noutros lugares e noutros meses do ano, nessas festas. É uma pena. Isto é como comer bolo rei durante os restantes meses do ano, perdendo todo o seu esplendor, quando comido na sua época de natal.

Não acho piada nenhuma quando se estendem certos costumes fora das épocas devidas. Acabamos por perder a vontade de chegar a essa época para vivermos esses momentos, únicos, desse tempo. Não concordam??

Os caretos de Lazarim, no concelho de Lamego, o entrudo de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, são de facto tradicionais, tipicos e únicos, só se exibindo no carnaval, carregados de simbolismos únicos, fazendo deslocarem-se a estas Vilas do Norte do país, centenas de pessoas.

Já os desfiles com as matrafonas de Loulé, de Torres Vedras, de Loures, Estarreja, Ovar, ou sei mais lá onde, são iguais em todo o lado e as meninas e meninos de fatos vestidos/despidos a imitar os brasileiros, há-os em todos os desfiles carnavalescos e repentem-se nas tais festividades que vemos, durante o ano, nas festas populares.

Ir a Veneza ver o Carnaval único, penso que deve valer a pena pela diferença tal como ir ao Rio ver, ao vivo, aquele colorido também único.

Mantendo a minha tradição, que sou moça de as respeitar com devidas vénias, vou passar mais um carnaval em casa, evitando levar com um ovo podre na tola, salpicado de muita farinha, como me aconteceu faz uns anos valentes, e que não achei graça nenhuma.

Viva o carnaval com muito peso e medida. E, para quem o aprecia, desejo que se divirtam.

 

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27
Fev19

Bolo de marmelada e nozes

por Mãe Maria

Bolo de marmelada e nozes fi-lo, há uns anos, para gastar uma marmelada que andava esquecida pelas tigelas da mãe. Lembraram-me dele esta semana. Antes que me esquecesse de novo, cheguei a casa e em vez de me sentar a sofazar,  fui buscar a receita, que não a tinha, existindo apenas, no dossier, a imagem do bolo, mas a receita, tinha sumido. Sou muito boa a arquivar coisas..., está-se mesmo a ver!!

Mas, adiante.

Recuperei a receita através da colega que me tinha falado no bolo pois, na altura, pediu-ma, mas ela nunca chegou a por mãos à obra.

Voltando à receita, e como boa cozinheira que sou, assustei-me quando vi que precisava de 290 gramas de açucar, mais as 150 gramas de marmelada.

Aqui, a boa desta menina, reduziu a quantidade astronómica deste veneno, para 150 gramas, de açucar não branco mas do amarelo.

Depois, mandava bater este açucar com nove gemas. NOVE???? nã....chegam seis e não se fala mais nisso. E só as gemas? Que é feito das claras? Li a receita para perceber e mais à frente dizia que elas seriam acrescentadas batidas em castelo. Pois bem, qual castelo, qual mansão. Isso dá muito trabalho, pensei eu e toca a bater o açucar com os ovos inteiros, mais a marmelada e ponto final.

Feito isto, mandou juntar 190 gramas de farinha com 1 colher de chá de fermento, que no meu caso fiquei pelas 180 gramas. Seguidamente, chegou a vez de juntar 250 gramas de noz, miudamente picada. Hum, só tinha 100 gramas mal pesadas e o bolo já estava quase batido. Como se pode ver, nunca hei-de chegar a chef gourmet, fui buscar amêndoas peladas e fiz o restante peso com elas, embora tendo ficado pelas 200 gramas destes frutos secos.

Receita aldrabada quer-se da mesma forma, receita aprovada. E neste caso, acabou por não correr mal, após tanta alteração. O bolo ficou bom, não demasidado doce e ainda fofinho.

Esta minha mania de não seguir as receitas, tim tim por tim tim, é um caso dos diabos. Às vezes saem autênticas aberrações e vão diretas para o caixote do lixo.

E vocês, também alteram e exageram como eu??

 

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26
Fev19

Passadeira vermelha

por Mãe Maria

Já passou o pessoal pela passadeira vermelha, a mais aguardada de cada ano, especialmente por todos nela envolvidos, e os blogs logo dispararam a falar sobre o assunto. Não há quase ninguém que não lhe apetece meter uma colherada e dizer das suas.

Pois bem, estou atrasada no assunto mas, como não quero ser destacada nem ser destaque de coisa alguma, só agora me deu para falar sobre isso. O motivo é o de me ter arrepiado ao ver as fotos de uns/umas quantos(as) VIPs, que sobre a passadeira se exibiram.

É quase o mesmo sentimento que, por vezes, tenho quando vejo algumas fotos da Carolina Patrocinio, uma VIP portuguesa pela qual nutro alguma simpatia.

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Mas sobre este desfile só tenho a dizer que, por mais que me esforce, e isto é a sério, não consigo defenir se os fatos são giros... feios e horríveis parecem-me todos. Esta minha tendência para achar tudo um horror só pode ser um defeito aqui da Je, ou talvez eu seja demasiado critica para conseguir gostar destas indumentátrias.

Ponho defeitos em tudo, quando os defeitos, conclusão minha, devem estar aqui deste lado. Tenho mesmo dificuldade em ver a elegância nas plumas, nos folhos, nos plissados, nas cores fortes, no muito curto ou muito comprido, no mais despido ou no mais tapado. Inclino-me mais para as desbotadas cores tipo pastel, para o não se ver tudo, para o cintado, para a sobriedade que indicia, a amioria das vezes, elegância.

Ora, isto de ser bonito ou feio, elegante ou deselegante, espampanante ou mais sóbrio é, claro está, subjetivo. Sendo subjetivo, vá-se lá entender quem tem razão. O que me parece é que há uma tendência para se explorar o excêntrico, numa sociedade onde já se viu muita coisa.

 

 

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25
Fev19

Paródias do RAP ou do nosso PAÍS?

por Mãe Maria

Convido a ouvir este episódio do RAP no seu novo programa Gente que não sabe estar.

https://youtu.be/5v2sNUN3vcA

RAP faz uma excelente paródia sobre a ida do Coronel Teixeira Correia para ser entrevistado pelos deputados na Assemblia da República, sobre o roubo das armas de Tancos. E hilariante e RAP aproveita cada frase, inacreditável, desse Coronel, refiro, Coronel que, concluo eu, numa taxa de esforço de explicações (lol, lol) não diz nada que se aproveite e é ridiculo

Mas, vão ao minuto 5:40, e ouçam a ainda mais hilariante entrevista, também aos deputados na Assemblia da República, da Diretora do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, um estabelecimento de alta segurança. As explicações desta senhora sobre o que se passou naquela festa dos seus reclusos e que apareceu nas redes sociais (e já voltou a acontecer outras, tb exibidas nas redes sociais) até custa a acreditar em tudo o que ela disse. Começando pela sua alegria de estar perante deputados que ela costuma ver na TV...ridicula senhora. Hilariante do principio ao fim.

Como pode um Estabelecimento de Alta Segurança estar entregue a uma Diretora que diz o que não diz, que diz com estupidez, que diz tão parvamente????? Como???

Este país vai de mal a pior.

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24
Fev19

Correr é bom!

por Mãe Maria

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Hoje foi dia de acordar cedo para ir participar numa corrida. Teria sido uma hora mais cedo se não me tivesse enganado a marcar as horas para despertar. Sorte a minha que fiquei mais uma hora no choco. 

Hoje, o dia estava quente, e o frio de fevereiro adormeceu, tal como eu, mas este não chegou a acordar. Esteve um dia que parecia quase verão. Não fiquei pela praia no final da corrida só porque não estava comigo a minha companhia de vida. Havia uns amigos mas eles tinham outros compromissos, para os quais não me quis associar.

Foi um prova de 10km mas que me custou bastante a terminar. Resultado: fiz um tempo de 1:01:04. 

Como não tenho ambição de subir ao pódio, valeu a pena ter feito um treino à beira mar.

Haja pernas para mais. É sinal de saúde e bem estar.

 

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23
Fev19

Eles comem tudo....

por Mãe Maria

...eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada!! Cantou Sérgio Godinho, ontem, no Coliseu de Lisboa. Cantou e encantou. Sempre. Como só ele sabe cantar as suas canções com pitada de piadas aos políticos, à vida dos que não atingem poderes, aos podres da sociedade. E sempre atual. Mesmo cantando as canções belas do passado, as mensagens são sempre atuais. 

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Vale a pena estar sossegado e interiorizar as letras das suas canções. Mas bolas, acabamos por ficar cheios de vontade de as cantar com ele em tom de um perfeito hino revolucionário. 

Amei. 

Obrigado filho por este presente de aniversário. Valeram a pena todos os minutos, sentados, um pouco desconfortáveis, mas que foi secundário para a beleza do tempo ali passado. Duas horas de puro sentimento de amor ao cantor.

Valeu Sérgio Godinho. Continua até sempre.

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21
Fev19

Quando acabam as prestações...

por Mãe Maria

Quando estás a quatro prestações do término do pagamento do teu Popó, isso é??? Ui, ui,  uma satisfação imensa, um alívio para a carteira sempre apertada. 

É o cumprimento de um compromisso, de alguns anos, embora saibas que pagaste mais que um carro, alimentando uma instituição bancária sedosa de das nossas migalhas. Ganharam uns quantos juros enquanto eu me esfolei para cumprir tudo direitinho, de modo a não me arrancarem o pêlo, à mínima  escorregadela.

Haja saúde para gozar o meu bichinho e pagar a gasolina cada vez mais encarecida. 

Por vezes dou por mim a pensar se valeu a pena tanto esforço financeiro. 

Ter um carro é quase um luxo. Triste vai este mundo dos remediados.

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20
Fev19

Viver a dor da partida da vida

por Mãe Maria

A todos nos toca, um dia das nossas vidas, vivermos a dor que sentem amigos e/ou de outros familiares, quando a morte de entes seus, muito queridos, em especial se estivermos a falar de um pai, mãe, filhos ou filhas, lhes bateu à porta. Penso que é a proximidade de afetos que origina a dureza e dor sentida nessa partida.

Como próximos desse amigo/familiar, aventuramo-nos a consolá-los com palavras, quase clichés, com o intuito de a dor ser menos dor, e de transformarmos as lágrimas em sorrisos.

Embora não estejamos a viver o momento, ou já o vivemos um dia, somos arautos de energia que tenta puxar para cima o que a vida os deitou por terra e temos a certeza de que é assim que se deve estar.

Contudo, dar conforto é uma coisa, darem-nos conforto, muda logo tanta coisa....

Só nos tocando essa dor que vai direta ao coração, se consegue ter a real noção dessa partida e de quão vagas são as palavras que nos oferecem, tão iguais às que já foram nossas. Dissipar esta dor é impossível porque se entrenha e ferra dentro de nós, para sempre.

Com a partida definitiva da carne que nos deu vida, separamo-nos e parte para o além, um pedacinho de nós

Assim coxos, caminharemos nos dias que são ainda nossos, nas veredas que nos ensinaram, até sermos nós a provocarmos essa dor e levarmos um pedacinho daqueles a quem nós demos a nossa carne.

Deriblar a morte é impossível. É a certeza do termos nascido.

 

 

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15
Fev19

Meandros do amor quem os não tem

por Mãe Maria

A propósito do ainda recente dia dos namorados, lembro-me que a minha filha, quando era mais garota, lhe chamava dia dos "pavorados". Achava este dia uma estupidez. Refilava com os anuncios publicitários da TV ou quaquer coisa que levasse a esse tema. Não sei se por algum desgosto, se por mania ou pura embirração.

O amor tem destas e muitas outras coisas. Por exemplo, o que faz o amor  levar a coisas bizarras, como violência ou a explosões de amor em locais e horas menos apropriadas?

Vá-se lá saber porque nos comportamos assim, na hora do arrebatamento do amor.

Há reações quimicas que pululam à nossa volta, provocando desejo por alguém específico, desencadendo a reação do outro. Daí até ao amor, há um pulo curtíssimo. O circuito pega fogo até provocar um incêndio. Já dizia Camões,  "Amor é fogo que arde sem se ver".

Há quem não consiga atingir este click por mais que se esforce. A culpa é da Dopamina que não se liberta (ou será outra coisa qualquer terminada em ...ina?). Não havendo libertação de desejo dos dois lados, o amor não se enrola, e cai a solidão e tristeza do lado não correspondido. Não há alimento a dois para o amor pegar fogo.

Amor é mesmo fogo que arde sem se ver. É danadinho. Prende-nos com doçura ou cegueira.

Conheço gente que parece ter tudo para viver uma plenitude amorosa, são bonitas, talentosas, bem dispostas, quase perfeitas mas, o amor, não cria brasas naquelas lareiras. Só lhes pega um lume brando, fumo denso, cobrindo de cinza o que parecia ter tanta cor e calor.

Meandros do amor, quem os não tem. Tal como as cartas de amor, que já tiveram as suas sortes. Hoje, estas quase entraram em desuso. As novas tecnologias ditaram a quase extinção destas belezas. E que líricas e românticas elas eram. Escondidas nos fundos das gavetas guardavam tesouros só nossos. As minhas, já não enchem esses espaços. As minhas mudanças de casa aceleraram o seu fim.

B.F.Semana.

 

 

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14
Fev19

Violência normal?

por Mãe Maria

Não e normal achar normal a violência, seja ela qual for. 

E anormal quem assim pensa.

E, vindo esse pensamento de gente já deixa-me a mim, que já passei mais de metade da minha vida, preocupa. 

Qual o sentido da sociedade com pensantes deste calibre? 

Violência normal? Não, seus anormais.

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