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30
Jan19

Portugal, um país de paz

por Mãe Maria

Hoje chega um primo e sua família, de um tio do meu marido, que vêm viver para o nosso país. Tal como o seu pai partiu para o Brasil, na década de 60, eles partem para Portugal.

O pai dele, partiu de uma aldeia do norte, muito pobre e sem condições de vida. Partiu na busca de construir uma vida mais folgada, para criar os filhos para uma vida melhor, com melhores condições de vida. E conseguiu. E venceu.

Seu filho, porém, com uma vida super bem, parte para o país de seu pai, à procura de paz, de poder caminhar na rua em liberdade, de poder respirar tranquilidade e de poder ver sua neta crescer num ambiente sem as amarras que o Brasil hoje tem.

Como a vida gira e dá a volta. Quem diria que ia ver estes primos trocando o luxo de suas vidas, numa cidade super grande e desenvolvida - São Paulo - por uma Lisboa, a capital portuguesa que é quase um bairro da cidade onde partem,  mas uma cidade de paz e tranquila.

Para muitos de nós que cá vivemos parece-nos absurdo mas é real. Lisboa é uma cidade tranquila, e Portugal, um país de paz. Acreditem, que é verdade.

 

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29
Jan19

Divagações I

por Mãe Maria

Estou cinza como o tempo, ora chuvosa, ora ventosa.

Enfiarme-ia na cama até ser noite, a dormir um sono profundo, esquecida de mim, esquecida do mundo.

O tempo, esse, pode ser o tempo que quiser. Não tem hora para ser o que lhe apetece.

O meu eu não pode dar fermento ao lamento, nem cobrir-se de penas. Terá de abrir a cortina da vida e deixar entrar o sol, deixar-se aquecer no calor natural, voar com os ventos da vida e levar-se nas ondas, ora baixas, ora gigantes. Tem, ainda, de deixar voar a inércia e agarrar os cornos do toiro numa luta contra quem as farpas lhe ferram. Libertar-se das amarras interiores, autênticos bloqueios de mente sã.

Luta interior danada e nunca vencida. Cada dia uma jornada. Cada dia uma guerra.

Que haja sempre uma vaga de esperança de dias mais leves e menos intensos.

Feliz dia, que aqui o céu é cinza, quase chumbo, a querer libertar lagrimas de chuva fria.

 

 

 

 

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28
Jan19

Gestão do meu tempo II

por Mãe Maria

Sobre o meu anterior post sobre a gestão do meu tempo agradeço a quem se disponibilizou dar-me umas dicas.

O vosso feed back é sempre importante e útil. Abre fronteiras que muitas vezes estão fechadas.

Contudo, ficou por vos explicar que, o mais que tudo me faz imensas tarefas domésticas. E faço notar que foi um rapaz criado a não fazer nada, não porque não quisesse mas porque não o deixavam fazer.

Além disto, também delego funções nos outros meus dois sapos, embora, a maioria das vezes, não seja nada do que gostava de ver. Tenho de fechar os olhos, algumas vezes, outras vou barafustando, quando me parece que houve bombas a rebentarem nos quartos deles.

Restam-me as opções:

- Meto-me em trabalhos super extras, que não há vinte e quatro horas que lá cheguem;

- Sou perfecionista em excesso;

- E por último, não sei gerir o tempo, e ponto final!

Só tenho dois braços e querer abraçar um mundo inteiro nesse ciclo horário diário, é de facto exagero. Não somos elásticos embora os dias sejam sempre iguais, variando apenas nuns meros segundos.

Tenho de esquecer as migalhas que vejo espalhadas, o pó nos cantos difíceis...enfim, uma panóplia de exageros meus que nem vale a pena mencionar.

É preciso é que o tempo me dê tempo para respirar fundo e concentrar-me no essencial da vida.

Bom dia.

 

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Estou a precisar de tanta coisa e tanta coisa fica para trás.

Que coisas?

Sentar-me no sofá a procrastinar, como diz a minha filha. Ou sentada no sofá a ler os livros que me deram este natal e os outros todos que abundam nas estantes e que me parecem interessantes. Ou a estudar inglês para ver se desemburro de vez. Ou agarradinha ao marido a ver as nossas séries e filmes. Ou a beber um chá e a dormitar depois. Ou a fazer tantas outras coisas que podem ser feitas no sofá.

Já o marido se farta de ouvir da minha boca a célebre frase: Não tenho tempo. E a nossa filha vai neste meu sentido: Não tenho tempo, não tenho tempo....

E não tenho mesmo. Ou sou uma má gestora dele ou então, há afazeres a mais, ou eu invento que fazer.

Preciso de por um fim a isto, só não sei como. Há almas por aí que são boas gestoras das vinte e quatro horas que compõem o nosso dia??

Agradeço minha gente. Bom fim de semana que, o meu, já se adivinha carregadinho de tempo cheio de muitos afazeres.

 

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Tem-se vindo a assistir a uma revolta, já quase generalizada, contra qualquer ação policial mais agressiva, violenta, incluindo pontapés ou bater constante e indiferenciado sobre os meliantes que usam violência sobre cidadãos inofensivos, roubando-os, estuprando-os, quase matando-os ou deixando-os numa cama do hospital.
Perante esta revolta e penalizações profissionais, estes agentes quando atuam sobre quadros de violência, quase são obrigados a conterem os seus impulsos defensivos perante quadros de violência extrema, de onde chovem pedradas e agressividades para chuchu. Esta defesa policial evitará o facto de virem a ser acusados de racistas, de violentos, de xenófobos, e ainda virem a ser sujeitos a um processo disciplinar.
O povo indigna-se e as televisões fazem nos crer que pobrezitos são quem anda a causar o mal e não os agentes que agem na defesa de um povo.
Afinal, qual é a linha que separa este comportamento agressivo dos agentes, da agressividade gratuita e maldosa dos maléficos e arruaceiros da nossa sociedade?
Não sou defensora da violência gratuita e descontrolada, muito menos se existirem motivos racistas e xenófobos da violência, por parte dos agentes policiais. No entanto, parece-me, que esta fronteira do que é violência policial gratuita ou do que é defesa, é difícil de delinear quando tudo se passa num ambiente hostil, vinda de grupos que espalham violência e medo aos outros. O descontrolo policial é quase inevitável.
É sabido que violência gera violência e se não dermos hipótese há polícia de agir com a violência necessária, como poderão eles nos defender?
O que querem, gentes da minha terra? Que os agentes fiquem quietos à espera de serem trucidados bem como deixarem trucidar e destruir o que aparece pela frente a essa gente má? Ou querem que se corte ou tente cortar o mal pela raiz?
Não sou defensora de se armar um povo. Um povo armado é um povo que vive assustado e amarrado à desconfiança. Não há paz num país com um povo com armas na mão.
Fugirei do meu país se tal vier acontecer.
Deixemos os agentes da autoridade nos defenderem e a usarem os seus métodos para acautelarem o crescente de violência no país, bem como os métodos internos policiais para controlarem as violências que correm fora do carril.

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21
Jan19

Quem gosta de fazer anos??

por Mãe Maria

Eu, não! Definitivamente não.

Pancada ou talvez não, eu explico-me:

- Às vezes tenho problemas com a idade. Quando fiz quarenta, fui abaixo. Senti o seu peso. Vá-se lá saber porquê. Desta vez não senti nada e ter mais um ano em cima, não me ralou;

- Não gosto de ser o centro das atenções. Blhacc;

- Não me sinto bem quando me dão presentes; Deve ser por não saber que cara colocar quando o presente não me diz nada;

- Não gosto dos telefonemas porque não sei o que dizer. Deve ser porque sinto que, a maioria deles, é mais obrigação que vontade em me falarem;

- As mensagens colmatam este problema do telefone, mas também me irritam. Que chata que sou!!;

- Irrito-me quando certas pessoas me ignoram. Upa lá, lá. Um contrassenso, acho eu. Não quero ser o centro das atenções mas aborreço-me que haja pessoas que me ignorem. Como por exemplo a minha sobrinha;

- Não gosto de quase me sentir obrigada a dar um almoço/jantar (ou mesmo ir a um restaurante) reunindo algumas pessoas, umas porque gosto mesmo, outras porque sim, para não parecer mal ou para não arranjar conflito;

- Nunca sei o que cozinhar e faço sempre a escolha errada dos pratos. Escolho receitas por experimentar e, claro, correm mal, e depois não gostam da minha novidade e torcem o nariz;

- Não gosto desta minha relação negativa com este dia. Faz-me relembrar que tenho um problema emocional, gravíssimo, para o qual não procuro cura.

Enfim, seja o que for que eu tenho e que me faz odiar este dia, sei que já passou, que já respiro de alívio. E, no final do ano, logo se verá como passar, de novo, outro ciclo mau, que são este dia mais os dias de Natal.

Até lá, toca a gozar os próximos dez meses. Mas que tenho um feitiozinho difícil, já vocês ficaram agora a conhecer, eh, eh.

Bom dia!

 

 

 

 

 

 

 

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20
Jan19

Cinco, cinco não são dez são..

por Mãe Maria

Tlim, Tlim ,Tlim....

Cinco cinco, não são dez. Duplo cinco, em filinha, são cinquenta e cinco, os mesmos anos que me passeio por este mundo, desde que a minha mãe me pariu pelas 16:55h, deste dia vinte, de certeza um dia frio e gelado.

Embora não goste de passar por este dia e, não o podendo eliminar do calendário e da minha vida, venham daí os vossos abraços virtuais que eu os recebo, de braços abertos e com muito carinho virtual.

Tchim Tchim à vida! Tchim Tchim à nossa!

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19
Jan19

Quem vê caras não vê corações

por Mãe Maria

"Quem vê caras não vê corações"! Não sou eu que o digo mas este ditado já é muito antigo e tão verdadeiro, como vos vou contar:

No ginásio conheci uma colega do trabalho com a qual comunico, apenas, nas horas em partilhamos este gosto pelo exercício físico e pela corrida, embora ela mais do que eu, bem como o de caminhar pela natureza. E foi este gosto que me levou à sua amizade via face.

Por lá, gosto de ver o que ela publica, pois espalha centenas de fotos cheia de sorrisos de orelha a orelha, nas multiplas caminhadas que faz em grupo e também, das corridas em que ela participa.

Uma vez, esta colega apareceu-me no ginásio abatida, mais magra, tendo-me levado a conversar com ela, ajudando-a a desabafar. Pois bem, sofre de solidão e de falta de um amor maior. Uma depressão escondida atrás daquela euforia das fotos do face. Interiormente vive o oposto do que a página espelha

De facto, quando comentei com o meu marido sobre a ocupação do tempo desta minha colega, sempre em caminhadas, com muitos amigos, muitas fotos, lugares giros, muitas corridas, muitos pódios, muitas medalhas, enfim, quase a fazer inveja à minha falta de tempo para viver, assim, tão folgada e acompanhada, disse-me ele: parece-me que esconde alguma coisa pois nem sempre parece o que é!! Nem mais. Na muche. Afinal, por detrás de tanta passeata e euforia há uma tristeza profunda e uma solidão gigante. O que ela queria era um companheiro, estar em casa, aconchegada e amada.

Fiquei perplexa e incrédula perante esta dualidade de vida.

A par deste caso, uma outra colega, tinha o marido há quase dois anos a lutar contra um carcinoma. Sempre que nos encontrávamos falávamos do assunto, ficando eu triste pela situação horrível que ela passava, tal como todos os familiares passam quando têm familiares, próximos, nesse estado, tão doentes. Sempre achei que ela era uma moça feliz, num casamento feliz e ela nunca mostrou o contrário.

Esta semana o senhor faleceu. Eu fiquei abalada pois punha-me no lugar dela, mas ao mesmo tempo, achei que seria um alívio pois o desgaste da colega já era grande. Comentava eu esta situação com uma outra colega quando esta me contou que esse marido, no tempo em que ele estava bom de saúde, era muito mau para ela, em especial quando bebia. Para fugir um pouco a essa situação e recarregar baterias, a colega, depois de sair do serviço, nunca ia direta para casa. Ia sentar-se uma meia hora frente ao Tejo, em Belém, respirar fundo, e mentalizar-se para o seu possível tormento diário.

Fiquei perplexa e incrédula, mais uma vez, por ainda achar que o que se mostra é o que se é.

Santa ingenuidade a minha e nem a idade me acorda para a vida!  De facto "quem vê caras não vê corações!"

 

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18
Jan19

Limpeza do virtual

por Mãe Maria

Cansada das Trump manias, dos romances do Brexist Britânico, do volte face Bolsonado Brasileiro, das areias movedices e autênticas trafulhices dos políticos portugueses, pus de lado a ideia de colocar as minhas vistas sobre os telejornais e jornais em geral.

Nesta recusa informativa mundial e nacional, passeio-me mais facilmente pelo face mania, a par das instagram news. Não aprendo nada com estas duas viagens virtuais e somente bisbilhoto os passeios, as idas ao estrangeiro e ginásio, as culinárias e aquelas frases já feitas, que não passam de boquinhas a certa pessoa, que supostamente a segue.

Estas viagens virtuais tiram-me tempo para as coisas mais úteis e que necessito para viver melhor: ler, estudar, passear e conviver com as pessoas mais próximas do meu pensamento. Ora, então, há que remendar este buraco que, cada vez mais, está maior, necessitando de remendo, se não fico nua de pensamento útil.

Como as resoluções de ano novo já vão em atraso, o melhor é não me impor uma resolução que, imposições comigo, funcionam em sentido contrário. Sou daquelas que "se não podes" é quando a mente me leva para o sentido oposto.

Vou esforçar-me por dissipar, lentamente, esta nuvem virtual, borolenta, a cheirar a mofo e enveredar por uma via mais clean, mais verde, mais azul de maresia e alimentar de conhecimento as minhas ondas cerebrais.

A blogmania permanece intocável. Escrever faz-me bem e liberto o que há preso em mim, mesmo não sabendo a poesia dos deuses.

 

 

 

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16
Jan19

Receitas da avó Lourdes

por Mãe Maria

Pudim de cenoura.jpg

Gosto de remexer nas caixas antigas que a mãe guarda nos fundos das gavetas e armários. Numa delas achei muitas receitas, por ela recortadas da revista "crónica feminina". Entre elas havia umas escritas à mão pela minha avó Lourdes, com caneta de tinta permanente. Já estou a imaginá-la a escrever com minúcia e uma certeza na mão para que a tinta não fizesse nenhum borrão. 

Lirísmos meus à parte, deixo-vos a receita do Pudim de cenouras, tal qual como ela a escreveu:

"Ingredientes: 250 gramas dassucar, metade deste pêso de cenoura cosida e passada por peneira, raspa de meio limão - claro, este, ralado - meia colher de sôpa de manteiga, 4 gêmas de ovos e 2 claras. Põe-se o assucar ao lume até formar ponto de pasta, deixa-se depois arrefecer um pouco, fóra do lume, e juntam-se-lhe as cenouras.

Vai o tacho de novo ao lume até que ao mexer com a colher de pau se veja o fundo. (Deve-se mexer sempre para não deixar queimar).

Então junta-se-lhe o limão, a manteiga, as gêmas, e as claras, misturando tudo muito bem.

Feito isto deita-se a massa dentro de uma fôrma untada de manteiga e vai a coser em banho Maria."

Experimentem e digam que acharam.  A minha avó era uma senhora de muito bom gosto. Tenho a certeza que será um pudim delicioso.

 

 

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