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27
Dez18

Ano novo, vida igual

por Mãe Maria

Todos os anos nos despedimos do ano velho e entramos, em euforia, no ano novo, ao som de música, da dança, das luzes e cores, com muita bebida a correr no sangue e muitas outras coisas. Há gostos para tudo e de tudo se encontra.

Para a nova viagem levamos uma mala cheia de resoluções, de mudanças imaginárias que, mal a última badalana da meia noite toca, são arquivadas lá no fundo de nós mesmas e deixamos o tempo rolar. O cérebro diz: começo amanhã, não, só para a semana. E, quando nos apercebemos o ano volta a findar e as resoluções que, no segundo anterior eram decisões acertivas, passam logo para a gaveta e raramente vêem a luz do dia. Poucos de nós as cumprimos. São sempre difíceis e nem sempre os dias seguintes nos oferecem a energia necessária para que elas sejam cumpridas.

No ano velho deixamos as alegrias das quais algumas nos vão deixar saudades. Deixamos as lágrimas porque estas querem-se enterradas. Não fosse a memória e elas entravam num túnel negro e nunca mais lhes quereríamos por os olhos em cima.

Nunca entendi esta filosofia de resoluções novas e o adeus às menos boas do ano velho. Não me parece que, só porque o ano mudou de nome, que uma meta seja, finalmente, engrenada e que saia da cartola um coelhinho.

O Ano novo é somente o virar da sequência rotativa de 12 meses. Só porque o relógio bateu a última badalada, do último mês existente num ano, não creio que se vá conseguir seja o que for que prometemos.

Mas que assim seja. Que sonhem. Que façam promessas. Que cumpram as resoluções. Que as deixem para o ano seguinte. Que sejam felizes. E que 2019 nos traga, apenas, o sabor da alegria.

Tchm, tchim, à vossa!

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26
Dez18

Conduzir a falar ao telemóvel

por Mãe Maria

A Rapariga do autocarro neste seu post alerta-nos para não usarmos o telemóvel enquando conduzimos.

Muito certo e concordo em absoluto.

Só que, a respeito da multa que levei, devido aos meus breves segundos a conduzir enquanto disse à minha prima "Estou a sair de casa. Até já.", eu fiz um comentário que, passo para aqui, porque acho que dá um excelente post.

"Fizeste-me lembrar a minha multa, só pq peguei no telemóvel e disse à minha prima: estou a sair de casa. Até já.

Tinha eu acabado de arrancar no carro, ia a dois passos de minha casa e da casa da minha prima, devagar, era sábado à tarde e as ruas de lisboa por onde passei iam quase vazias.

E "Pimba", três polícias num carro policial viram-me, e fizeram-me uma espera, duas ruas mais à frente, atrapalhando o trânsito que havia no local.

E dois dos polícias sairam do carro para ajudarem a controlar o trânsito daquela rua e um deles mandou-me parar com uma pinta, que mais parecia que eu tinha cometido um crime de lesa majestade. E quando se aproxima do meu carro e me bate a pala, eu abri a janela, espantada pelo que me estava acontecer, e o guarda perguntou-me: não estava a falar ao telemóvel?
Eu e o meu marido olhámo-nos e pensámos quando teria sido esse acontecimento que, por ter sido tão curto e nada habitual em mim, nos caiu rapidamente no esquecimento.

Levámos depois uma reprimenda, entre os quais de que o crime que tinha acabado de cometer não era grave, mas muito grave, que dava direito a uma multa de 150 euros e que não poderia cometer outro crime grave/muito grave, nos próximos 6 meses, se não, ficaria sem a carta.

Ups, quando vejo, diariamente, pessoal a conduzir e a falar ao telemóvel, descontraidamente, em condições super piores que a minha, como por exemplo, para mim isso sim, super grave, o motorista do autocarro de longo curso, na auto estrada, em velocidade de 100km/hora, até se me revoltam os fígados.

Não resisti a  introduzir este texto, num coment de um post. Mas não resisti a mostrar a minha indignação de tão fortes acusações que me foram feitas nesse meu minuto em que me raparam 150 moedas de euro."

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26
Dez18

E as renas??

por Mãe Maria

Deixei o natal correr ao seu sabor, ao ritmo que ele quis voar.
Deixo-vos apenas, este meu pequeno trecho do que se passou. Valeu a pena só por isto..

O pai natal chegou, de barriga grande mas muito descaída, porque a almofada foi presa à pressa, de barba branca meio desfeita, porque o natal anterior assim a deixou incompleta, de barrete e com uma campainha arranjada à pressa, uma chávena e uma colher a simularem o som da campainha desaparecida. Eis que a miúda (4 anos quase acabados de fazer) se agarra ao pescoço da mãe ao primeiro toque da porta e ao som "tlim" "tlim" espalhado pela casa.

O pai natal entra e os olhos da garota enchem-se de espanto por esse misterioso e aguardado senhor, lhe entrar pela casa a dentro. Fica muda e esconde um olhar envergonhado, e a medo vai olhando devagarinho procurando sinais de veracidade. E eis que lhe pergunta:

- E as renas? Posso ir fazer festinhas a elas?

Pois o senhor das barbas enche-se de desculpas que só ela sabe se ficou convencida.

Recebe dois presentes da mãos deste senhor, momentâneamente gordo, depois de lhe fazerem prometer que, futuramente, se portará bem, que não baterá em ninguém, e mais uma rol de mil e uma promessas, às quais a garota dizia sim com a cabeça.

O pai natal disse "Adeus" e ela lá esticou o braço para o cumprimentar. Levou-o à porta e voltou apedir-lhe:

- Posso ir fazer festinhas nas renas?

E as desculpas voltaram a sair numa conversa fiada, sob o olhar desconfiado da garota.

Eis que o meu filho regressa à sala, já despido da sua função natalícia.

A garota vira-se para ele e diz-lhe acertiva:

- Tu és o pai natal, com umas barbas brancas.

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24
Dez18

Azáfama instalada

por Mãe Maria

IMG_20181223_191023_896.jpg

Os meus bolos reis, e um bolo rainha para quem não gosta de frutas cristalizadas, abriram as minhas festas de Natal. Muito fáceis de fazer e digo-vos que ficaram excelentes. Pena haver outras iguarias que colocam estes meninos para o fim das festas, acompanhados de um chá para desanuviar de tanto doce. 

E já fiz rabanadas, sonhos, polvo, arroz doce e um cheesecake para quem não aprecia os típicos doces desta época.

E vou voltar para a cozinha que há ainda coisas a preparar. É, sem dúvida, uma noite longa, que hoje vai terminar com muito embrulho, desembrulhando até a sala se encher de papéis e laços desfeitos e muita pestana a reclamar uma noite de descanso. A missa do galo, virá depois.

Feliz Natal. Beijos.

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Há sobejas razões só minhas que tornaram o meu natal uma grande chatice. Já aqui neste post eu falo um pouquinho sobre este meu cansaço natalício. Por isso não vos vou maçar mais com isso.

Só que, a estas minhas razões acresce a despedida, inesperada, faz este natal um ano, dia 24 de dezembro, do pai do meu sapo mais que tudo.

Se esta época é de celebrar a vida, a nossa ficou um pouquinho mais complicada, com esta partida. Não por nós que aceitamos este destino que a vida nos pregou, mas por outros familiares que, agora, se recusam a festejar seja o que for. E compreende-se, ou talvez não. E vai ser assim, daqui para a frente.

Mas a vida continua para quem cá fica e há que continuar a levantar as pedras da calçada o melhor que se consiga. Recusar viver para alimentar a perda não me parece o melhor trilho a seguir.

Embora não goste da época, tenho de a viver porque não vivo só. Há quem adore o reboliço do natal e tenho que o festejar o melhor que consigo. E vivo-o o melhor que sei. E, embora haja sempre esta memória triste, neste dia, havemos de não deixar que ela nos tolde a alegria presente e futura desta época. Mesmo que tenha de ser ima festa só a quatro.

 

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18
Dez18

Susto dos grandes

por Mãe Maria

Estou para lá de aborrecida porque bastou um mínimo nervoso miudinho, que até nem me apercebi dele, para o herpes labial aparecer. Logo agora que estamos à porta das festas do natal em que, por mais que queira fugir delas, há sempre uma montanha de beijos e abraços que se distribuem nestes dias. Uns são dados com muito aperto e saem do fundo do coração, outros nem por isso.

Com o herpes a espreitar vou ter que recolher-me no casulo para não espalhar esta maleita, e aguentar algumas pessoas me olhem com ares assustados, como se eu tivesse peste e vou ter de fugir das fotos porque a beiça está inchada.

Enfim, a culpa deve ter sido da conta da água, que ontem me chegou a casa: 382,42€ para pagar. Credo, cruzes, canhoto. Até as tripas se enrolaram dentro de mim. Ao primeiro ohar pensei que teria uma rotura em casa, só não sabia onde a água se escoava...

Depois de uma breve análise, reparo que o funcionário que foi a casa ler o contador, resolveu acrescentar mais 65 metros cúbicos ao valor real do contador. Bolas, maldito homem.

Agora, estou com herpes e a causa deve vir do engano deste caramelo que, se calhar, não pôs os óculos e saiu borrada. E já não fui hoje à ginástica matinal para ir desfazer este equívoco; e cheguei tarde ao serviço; e vamos de ter de esperar que outro funcionário vá a minha casa confirmar que eu estou a dizer a verdade, mesmo tendo levado uma foto do contador com a leitura correta.

Há enganos dos diabos! É que chega o susto de ver estas contas da água sempre que me caiem na caixa do correio, porque o valor que me cobram de taxas e taxinhas é muito superior ao gasto de água.  Por mais que poupes, fica difícil baixar porque te levam exorbitâncias nestes impostos dissimulados em taxas. Uma maldição!

 

 

 

 

 

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14
Dez18

Psicanálise, é coisa de novelas?

por Mãe Maria

Comecei, ontem, os meus embrulhos dos presentes de natal, alguns feitos por mim, outros tive que recorrer ao comércio habitual, tão cheio, agora, de múltiplos lança-chamas aos nossos olhos, autênticos sugadores de dinheiro. Mas a vida é mesmo assim, um rodopio de dinheiro que dá a volta ao mundo, quase sem mesmo o vermos, muito menos o tocarmos.

E um nevoeiro envolveu-me por completo, afogando-me de emoções que nem me atrevo a descrever. Estranho-me quando me sinto assim, e interrogo-me porque não me deixo levar na boa onda da "wonderland" e afundo-me na onda do Adamastor.

Há uma recusa interior, demasiado forte, transformada numa força que me puxa para o centro da Terra. Raios me partam este meu aprisionar de um passado lamacento. Bem diz a filha que um pouco de psicanálise não me fazia nada mal.

O quê? Psicanálise? E logo me vejo deitada num sofá debitando os meus queixumes a um(a) desconhecido, que ora fala, ora me ouve. E no final, puxa da nota, que estas consultas fazem doer os ossos, tal é o peso que esta carga monetária acarreta na minha tão sempre reduzida conta bancária.

E se resolveria? Não sei. Estes meandros da psicologia são importantes para um autoconhecimento e para um arrumar das peças soltas, do nosso interior, num puzzle completo, que é assim que devemos viver. Contudo, fujo destes profissionais como de bandidos se tratassem.

E, para vos ser franca, não há ser humano que não precise de uma pitada destes amigos da mente. Há sempre meandros lixados na vida que são autênticas teias e, nós como humanos que somos, ficamos enredados nelas e não nos é fácil libertar destes fios, perfeitamente desenhados pelas aranhas.

E, em vez de irmos pelo caminho da ciência da psique, sorvendo os seus aromas que suavizam estas pedras cinzas, passamos uma vida inteira alimentados de um mal que nos pode levar a muitos outros males. E uma bola de neve pequena pode vir, lentamente, a tornar-se um iceberg congelando momentos bonitos, em verdadeiros pesadelos.

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Se legumes e frutos se fossem chocolates..., marchavam a toda a hora, digo eu.

Na minha geração vindoura, temo que os legumes e frutos não façam jus aos seus atributos saudáveis e que entrem nos costumes alimentares destes meus jovens. O tomate, ainda assim, é o rei dos produtos da terra que vai dando cor aos pratos dos meus três sapinhos: pai mor e os meus filhos minores.

Foi sempre uma dificuldade (quiçá incapacidade minha) de introduzir a cor verde nas refeições que cozinho. Hoje, já adultos, os meus dois sapos minores, ganharam esta minha guerra. A resistência, implacável, daquelas bocas teimosas, permanece intocável a uma trinca numa couve trouxa, num brócolo, numa couve-flor, cozidos, mesmo que sejam salteados num bom azeite, aromatizado com um alho picadinho.

E fruta, se enquanto a minha imposição de mãe lhes fez sentido, iam comendo meia pera, meia maçã ou meia banana (muito poupadinhos estes meus meninos!!) no final da refeição, hoje está completamente posta de lado esta façanha, tendo a mesma sido substituída por um doce, porque este, nunca amargou.

A sopa, sem qualquer “folhas” a boiar, só se for um creme primoroso de cenoura e abóbora. Nada de sopa líquida, ou levemente cremosa.

Penso que a palavra "Salada" não entra no léxico quotidiano destes garotos e sobra-me a dúvida, que saibam, sequer, o seu significado real.  

Quanto aos restantes vegetais, sejam eles de que espécies forem, já não sei mais como os disfarçar, arrumando de vez a minha preocupação de que, as vitaminas e afins, lhes possam cair em falta no organismo.

Fizesse eu, diariamente, uns bons pratos de massa, com molho de tomate, o tal fruto permitido, acompanhado com uma carne, para ela, peixe, tofus e afins, para ele, cozinhados o mais simples possível e as queixas ficavam logo esquecidas e ergueríamos, todos, a bandeira da paz.

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11
Dez18

Espirito de natal vandalizado

por Mãe Maria

E, quando o habitual almoço/jantar de natal, do teu trabalho, não se realiza, porque os envolvidos não se entenderam na escolha entre, ser almoço ou ser jantar, isso é????

Uma tristeza, digo eu. Não havia necessidade.

No entanto, pelo meu lado, é caso para dizer que escuso de assistir a hipocrisias, que me causam e para as quais já não tenho pachorra. É que há colegas que só participam porque tem receio que o chefe os coloque na lista negra, e mais tarde se venha a vingar na malfadada classificação de serviço. E escuso de assistir a lambões (e a gabarem-se disso) que comem até quase rebentar porque, se pagaram, é para comer até encher. Escuso, igualmente, de assistir a colegas, que viveram 364 dias de costas voltadas, a manobrarem a distribuição dos lugares na mesa, de modo a ficarem longe um do outro, para continuarem a ignorarem-se, etc....

Posto isto, lá se vai todo aquele espiríto de Natal, que é a base da reunião dessa gente, num chamado almoço/jantar de natal.

Nem nesta época deixam de lado as guerrilhas e vandalizam o espirito natalício, sem dó nem piedade!!.

 

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10
Dez18

O Bolo Rei que não é rei nenhum

por Mãe Maria

Bolos reis secos, ou de massa que se agarram aos dentes, outros só com muitas passas, amêndoas inteiras e muito açúcar por cima para esconder os espaços sem as frutas habituais, outros ainda com fios de ovos por cima ou à volta, enfim, uma panóplia de bolos reis sem qualquer definição justa ao tão típico rei da mesa de natal. Hoje, há quem o substitua pelos bolos rainhas. Do mal, o menos.

A mim, nada disto me convence.

Quando era garota este bolo era o centro dos doces natalícios, embora não fosse o centro das atenções. Raramente era aberto na noite da consoada. Havia tantos outros doces mais interessantes que ele.
Só no dia de natal, já com as barrigas fartas de tanto açúcar, é que os olhos se viravam para este bolo ainda intacto e esquecido, para ser a companhia de um chá, destinado a limpar as azias causadas pelos excessos.

E sabia tão bem comê-lo. Melhor ainda nos dias seguintes.

Era um bolo feito com a mestria da mãe. A tarde anterior, ao dia da confeção, era passada a cortar as frutas, sempre com a vigia da mãe. Havia abóbora, pera, figo, cerejas, casca de laranja, ananás, tudo elas cristalizadas, compradas avulso, numa loja de Lisboa, que a mãe encomendava com antecedência a familiares que viviam por cá. Depois, partíamos as nozes, amêndoas e avelãs com um martelo, tentando evitar um azar, que nos cusava lágrimas. Eram, de seguida cortados em pedaços, mais pequenos, para não sermos sujeitos a partir um dente com uma amêndoa inteira, que é o pão nosso dos bolos de hoje. Não faltavam pinhões que, curiosamente, eram os frutos secos que menos gostava de encontrar no bolo. E levava sumo de laranja e um pouco de vinho do porto.

Tinha um sabor magnífico. Uma textura única.

É com saudade que recordo este bolo, tornado tão vulgar, incaracterístico, banalizado e tão detestado por muitos, em especial pelos mais novos, que não conhecem a sua essência, nem ousam tocar-lhe com a mais pequena dentada.

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