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4 sapos

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20
Nov18

Fobia do natal


Mãe Maria

Voltando à minha saga com a época natalícia, há uma coisa que me tira do sério: os supermecados cheios de bancadas novas, cheiínhas até aos cotovelos, destruindo a passagem, já por si só, sempre diminuta, para os clientes poderem, na paz dos santos, escolherem as suas compras sem atropelos e cotoveladas uns nos outros.

Chega a ser absurdo, nesta época, ir comprar uma dúzia de ovos que esqueci, na última vez que me aventurei por aqueles corredores. Até tenho medo que o papel higiénico me falte. Ir socorrer-me de uma folha de papel qualquer, nessa hora de infortúnio, parece-me que mais vale encafuar-me, outra vez, nessa azáfama maldita.

Ele há de tudo: chocolates de todas as espécies e feitios, bolos reis e rainhas de massa duvidosa e cheios de açúcar a chorarem por um  dono, brinquedos de embalagens gigantes e diminutas, passas, filhóses, champanhe/espumantes de marcas duvidosas, e sei lá que mais eles inventam nesta época para puxar a os cordões aos nossos bolsos.

Como as compras para uma casa nunca estão terminadas, já sei que não me livro desta desgraça e terei de passear a minha impaciência por esses corredores inundados de um mundo chamado a fobia do Natal.

E não sei se esta minha saga fica por aqui.

20
Nov18

Recusa da azáfama do natal


Mãe Maria

Volto de novo à minha recusa da azáfama do natal. Tempo de futilidade. O que querem que vos diga? Que gosto??? Não, e ponto final.

Ontem, queixava-me de queixo descaído, num tom de palavras incompreendidas por quem me ouvia e logo fui aconselhada a fazer terapia, por ter um problema grave em mim.

Não sei se é, ou se não é. Isso não me interessa nada. O natal morreu em mim faz uns anos valentes e só quero que chegue o dia 26, dia seguinte ao do natal. Desejo-o tanto como pão para a boca.

Não o desejaria assim se, os do meu ciclo familiar mais curto, eu e os meus três sapos, quisessem festejar a quatro, com alegria, boa disposição e com aquela verdadeira vontade de estarmos unidos nessa paz natalícia. Isso, sim, enchia-me o coração de alegria e o natal voltava a nascer em mim.

Sei que nada disso é possível. E todas as outras parafrenálias familiares não são válidas.

Se a união não existe nos restantes 364 dias do ano, não pode sobreviver e ser ramos de folhas verdejantes, nesse dia, só porque é natal. O tronco constrói-se dia a dia e a colheita culmina sempre numa festa feliz com a apanha dos frutos aromáticos e maduros. A planta cultivada com amor dá frutos sumarentos. Assim, é a vida das horas vividas todos os dias.

Não quero natal. Quero fechar os olhos e voar. Quero sentar-me no sofá, tranquilamente, e não pensar que tenho de me enfiar em lojas lotadas e gastar trocados em presentes envenenados de hipocrisia.

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