Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



28
Nov18

À beira de um ataque de nervos

por Mãe Maria

Amei, faz um anos valentes, ver este filme de Almodovar " Mulheres à beira de um ataque de nervos" e hoje, este nome encaixa-me que nem uma luva de pelica. Não que tenha tentado recriar cenas da vida dessas mulheres, mas abaixo já vos conto.

Pois hoje, ainda o dia fazia uma soneca, eu entrava num veste e despe, sem qualquer medo do frio que já nos entra sem dó, pelas minímas frinchas das janelas. Tivesse um saco ao pé de mim, e o meu armário, em dois segundos, ficava despojado daquelas roupa que, naquele meu momento de mulher tresloucada, me deixaram com os cabelos de pé.

Nada me encaixava de modo algum: esta não, porque fico gorda; esta também não porque pareço uma velha das aldeias que ficam bem para lá do fundo dos montes; esta não combina com nada e aquela também não; esta está demasiado deslavada e com cara de velha rançosa, etc, etc. Não havia meio de tomar uma decisão e eis que surge, do fundo da gaveta, algo que me pareceu cair que nem uma luva.

E não sei se a saga irá continuar mais logo e me dá o tal vaipe, e aquela traparia cai dentro de um saco em direção a outra galáxica qualquer.

Aguarde-se o final do dia!

Ai jesus que isto vai mal por estes lado.

Bom dia para vocês.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

27
Nov18

Procuram-se ideias fixes

por Mãe Maria

Quando a familia é grande, a preocupação do que o oferecer pesa na bolsa e há que puxar a imaginação para essa senhora construir com a ajuda das minhas mãos, presentes  úteis, engraçados e se possível eco verdes, reciclando o que não se quer. E isto para fugir às compotas, bolachas, bombons, licores,  what ever que já estão banalizados.

As lojas têm muitas coisas e até se conseguem comprar em modo económico, mas muitos não servem para nada. E presentes inúteis não quero.

Tenho já jornais para os embrulhos que vão ficar 5 estrelas, vos garanto. Depois mato-vos a curiosidade com umas fotos, concordam?

Aguardo uma ideias fixes que, tenho a certeza, que vocês me vão ajudar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

26
Nov18

A fobia das smarT Tvs

por Mãe Maria

 

papael-de-parede-de-natal-presentes-natal.gif

Já se pode voltar a entrar nas lojas, sem levar com uma smarT TV nas trombas???

Pois bem,

a minha TV tem 11 anos

 é uma velha senhora,

elegante e com boa figura.

 Não tem botões marados,

não tem rugas no rosto,

nem é uma gigantona

a encher a sala toda.

Gosto tanto dela

que não a vou colocar

num canto do meu sótão imaginário

só porque o meu vizinho

tem uma smart TV,

para portuguesinho ver,

e contar aos amiguinhos

as maravilhas da sua nova TV

que lhe levou metade do seu subsídio

e foi enganado na corrida do Black Suicidio!!.

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

24
Nov18

Dia de festa

por Mãe Maria

Parabéns pai pelos teus 93 anos de uma vida longa, embora hoje,  seja uma vida mais debilitada, dependente da ajuda de quem se dispõe a amar-te.

Não estou perto mas, a distância é curta, menos de um segundo, pois o meu pensamento está sempre conectado a ti. 

Fica bem, hoje e sempre que o tempo te seja sinal de vida.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Black friday à quinta, sábado e domingo?

De friday não tem quase nada. Se me disserem  Black mania ou Black fobia, até já aceito. É a doideira e compulsividade pelas compras que faz correr, esta gente, atrás do que nem faz falta nenhuma. As pessoas nem se apercebem que se deixam levar por preços, muitos deles, enganosos.

Eu cá, permaneço sentadinha no meu sofá e mando a black mania para o inferno.

Lá se viu forma tão estupida de comprar coisas???

Autoria e outros dados (tags, etc)

22
Nov18

tempo curto e longo

por Mãe Maria

Porque há dias e semanas que demoram a passar, se o tempo é sempre igual?

As angústias e as alegrias parecem ser os principais indutores deste sentimento. A ocupação desse tempo também. Mas se há ocupação, há boa disposição. Cá está, alegria a gerir a velociadade do tempo. É claro que a ocupação dá também stress e nada de alegria com isso. Aqui a velocidade do tempo é essa ocupação.

Esta minha semana é longa. É daquelas em que o tempo não corre, por mais que eu tenha corrido na passadeira. Está preguiçoso o meu tempo e o motivo é que tem tido às costas um execesso de angústia. Cá está o motor lento deste meu processo: a angústia.

Nunca mais terminam as novas luzes acende apaga, em forma de estrelas e pais natais, e as montras excessivas de doces cheios de calorias e de óleo queimado, e não há fim dos chocolates com sabor duvidoso, disfarçados de pratas engraçadas...

Lá estou eu com a minha neurose natalícia. Não tem cura ou a cura não quer fugir para outra parte, e eu digo, caraças para ela que tolda a mente e me cega a vista!

HM5A2738.jpg

Preciso de passar mais tempo numa esplanada, de respirar conversas amenas, de me absorver na leitura, passear no paredão absorvendo os odores salinos, e deixar, lentamente, o brilho das luzes penetrarem-me em cada poro sedento de paz. E, só assim, o sorriso sairá tranquilo, verdadeiro e iluminado das estrelas de inverno.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

21
Nov18

a natureza, vinga-se?

por Mãe Maria

Em Borba ruiu uma estrada que todos viam que iria ruir, mais dia menos dia. Eu, acho que nunca conseguiria passar por ela, sem me dar uma epifania.

As imagens do local são impressionantes. Uma terra esventrada para lhe sugarem o interior que dá trabalho e dinheiro ao  Homem, não lhes restando uma mínima preocupação e respeito com toda a envolvência e a própria paisagem.

Usa-se, abusa-se e foge-se. Estes, usaram, abusaram e alguns deles foram engolidos pelo mal que causaram à natureza.

Autoria e outros dados (tags, etc)

21
Nov18

balada ao silêncio

por Mãe Maria

O silêncio é disforme e não se toca.

O silêncio sente-se e goza-se.

O silêncio silência e apazigua

as águas agitadas de oceanos salgados.

O silêncio é viciante e entranha-se nas profundezas da pele.

O silêncio é ouro e também morte

onde carpida nas lágrimas sofridas,

de um silêncio interior.

Toc toc,de mansinho envolve-nos

a hora sagrada de escutar o sossego do silêncio.

Autoria e outros dados (tags, etc)

20
Nov18

Fobia do natal

por Mãe Maria

Voltando à minha saga com a época natalícia, há uma coisa que me tira do sério: os supermecados cheios de bancadas novas, cheiínhas até aos cotovelos, destruindo a passagem, já por si só, sempre diminuta, para os clientes poderem, na paz dos santos, escolherem as suas compras sem atropelos e cotoveladas uns nos outros.

Chega a ser absurdo, nesta época, ir comprar uma dúzia de ovos que esqueci, na última vez que me aventurei por aqueles corredores. Até tenho medo que o papel higiénico me falte. Ir socorrer-me de uma folha de papel qualquer, nessa hora de infortúnio, parece-me que mais vale encafuar-me, outra vez, nessa azáfama maldita.

Ele há de tudo: chocolates de todas as espécies e feitios, bolos reis e rainhas de massa duvidosa e cheios de açúcar a chorarem por um  dono, brinquedos de embalagens gigantes e diminutas, passas, filhóses, champanhe/espumantes de marcas duvidosas, e sei lá que mais eles inventam nesta época para puxar a os cordões aos nossos bolsos.

Como as compras para uma casa nunca estão terminadas, já sei que não me livro desta desgraça e terei de passear a minha impaciência por esses corredores inundados de um mundo chamado a fobia do Natal.

E não sei se esta minha saga fica por aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

20
Nov18

Recusa da azáfama do natal

por Mãe Maria

Volto de novo à minha recusa da azáfama do natal. Tempo de futilidade. O que querem que vos diga? Que gosto??? Não, e ponto final.

Ontem, queixava-me de queixo descaído, num tom de palavras incompreendidas por quem me ouvia e logo fui aconselhada a fazer terapia, por ter um problema grave em mim.

Não sei se é, ou se não é. Isso não me interessa nada. O natal morreu em mim faz uns anos valentes e só quero que chegue o dia 26, dia seguinte ao do natal. Desejo-o tanto como pão para a boca.

Não o desejaria assim se, os do meu ciclo familiar mais curto, eu e os meus três sapos, quisessem festejar a quatro, com alegria, boa disposição e com aquela verdadeira vontade de estarmos unidos nessa paz natalícia. Isso, sim, enchia-me o coração de alegria e o natal voltava a nascer em mim.

Sei que nada disso é possível. E todas as outras parafrenálias familiares não são válidas.

Se a união não existe nos restantes 364 dias do ano, não pode sobreviver e ser ramos de folhas verdejantes, nesse dia, só porque é natal. O tronco constrói-se dia a dia e a colheita culmina sempre numa festa feliz com a apanha dos frutos aromáticos e maduros. A planta cultivada com amor dá frutos sumarentos. Assim, é a vida das horas vividas todos os dias.

Não quero natal. Quero fechar os olhos e voar. Quero sentar-me no sofá, tranquilamente, e não pensar que tenho de me enfiar em lojas lotadas e gastar trocados em presentes envenenados de hipocrisia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/2



Mais sobre mim

foto do autor





subscrever feeds