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27
Jan14

Praxadas

por Mãe Maria

Tanto se fala de praxes que chegou a minha vez de o fazer. Não gosto delas nem nunca achei graça a elas, mas eu sou uma tipa que acha graça a poucas coisas. Tenho por isso de dar um desconto à minha maneira de ver esta coisa.

 

Mas, confesso que, as praxes deste tipo de subjugação da pessoa, de brincadeiras tão, mas tão parvas e descabídas, bem fora do contexto académico que, nada têm haver com a famosas "tradições académicas", a meu ver, já se deviam ter acabado com elas faz muito tempo.

 

Lá em casa há dois sapinhos jovens: um entrou este ano na faculdadade e sai à mãezinha. Detesta estas palhaçadas. No dia da inscrição foi abordado pelos mais velhos que, o convidaram a entar na brincadeira. Aceitou, naquela de ver o que dava, mas estas não passaram de umas inofensivas praxadas. A todas as restantes, que se prolongaram por todo o semestre, todo o semestre, ouviram? Pois, ele rejeitou.

Não sei se a integração foi mais difícil, mas ele diz que pouco lhe importa. Não tem padrinho e diz que não lhe faz falta.

 

A outra minha sapinha, que entrou para o secundário, apresentou-se no primeiro dia na escola, toda equipada com roupa velha, pronta para o que viesse: chafurdou na água fria do parque, lambeu tinta e veio toda pintada, chamaram-lhe não sei quantos nomes que ela teve de os repetir em voz alta, enfim, mais uma panóplia de estupidezes que, ela aceitou e diz que adorou.

 

Vai-se lá perceber como se pode gostar de tanta parvoeira. Dois filhos, do mesmo pai e mãe, e tão diferentes!

 

Relativamente à questão de durar um semestre inteiro, convenhamos. Gentes, vocês andam lá para estudar, certo? E os pais andam a pagar uma pipa de massa pelas propinas, certo também? Então, integrar os caloiros, sim e deve ser no máximo, durante a primeira semana e essa de haver um padrinho que os ajude e não os subjugue, acho fixe. Mas depois, toca a ir às aulas que a há muito que aprender e os exames chegam rapidinho.

 

O meu sapinho, já os fez e já se livrou deles. Assiste agora, em férias e à espera do novo semestre, que os colegas tentem fazer as disciplinas na segunda chamada!

 

 

 

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24
Jan14

Escola, pais e alunos

por Mãe Maria

Reunião de pais na escola. O professor, como é habitual nele, tem um discurso confuso e atabalhoado, em tom baixo e monocórdico, sendo muito pouco percetível.

 

Dos alunos da turma diz que na generalidade executam as tarefas pedidas e tem um comportamento mediano. Apresentam notas que, vistas através de uma série de gráficos comparativos e tabelas de Excel nos indicam que, não são nem os melhores nem os piores da escola.

 

Assim se apresenta a vida da escola através de tabelas e gráficos do Excel, o instrumento principal dos governantes. Valemos pouco mais que percentagens.

 

Problemas: há muitos e graves. Consumo excessivo de substâncias estupefacientes e de bebidas alcoólicas à porta da escola, onde os alunos ali jazem em completo alheamento do que se passa no interior; não há aulas de ginástica, não por falta de professores mas por falta de Auxiliares; não há cantina porque o dinheiro acabou e a construção do novo edifício ficou a meio; o novo ginásio está impróprio para aulas.

 

Os pais queixam-se e querem soluções por parte da escola. O professor que, ali a representa, encolhe ombros e a impotência está-lhe estampada no rosto.  

 

Os pais prosseguem nas suas exigências, querem que os professores fazem matrizes dos testes para eles se orientarem; querem que incentivem os alunos e os mentalizem que a vida feita à porta da escola não é a melhor solução de vida; querem que a polícia faça patrulhamento à escola.

 

Querem e querem e esquecem-se que a falha não está nas mãos deles mas em todo o sistema escolar e país, falido, sem meios para resolver problemas graves.

 

Diz o ditado: Não se fazem omeletes sem ovos. Fica-se num impasse. O país está a saque e salve-se quem puder.

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23
Jan14

Filho perdido

por Mãe Maria

Perdi a minha filha, um dia, era ela pequena, tinha para aí uns quatro ou cinco anos. Não sei ao certo porque a memória não reteve esse pormenor, de um dia, mais precisamente, de uns minutos de desespero.

 

Estávamos a ver um espetáculo, todos juntinhos. Como sou pequena, tentei equilibrar-me numa berma mais alto e o marido tentava dar-me apoio. Ao lado permaneciam as crianças, e uma irmã minha igualmente com os seus rebentos.

 

Quando desço, a minha pequena não estava, bem como no pequeno círculo onde nos encontravamos.

 

E foi um sobressalto. Havia muita, mas muita gente, estávamos apinhados e eu gritei, M......

Não obtive resposta.

Decidi partir em busca..mas para que lado, porque meios seguir??? Mas fui e gritava e ninguém me respondia, todos passavam e ninguém ligava. Afinal, o artista em palco era melhor que tudo o resto. Não se poderia perder pitada do seu último sucesso.

 

Depois de cinco minutos às voltas, segui em frente e bem no fundo do recinto, uma pequena criança, sozinha, dentro de uma grande camisola, a minha que, lhe tinha dado pois estava frio, caminhava ela em direção do nada.

 

Dei o meu último grito. Não sei se foi um suspiro, se desespero, se de completa alucinação, se apenas de uma alegria incontrolada.

 

Finalmente abraçava a minha pequena e que bom que foi.

 

Foram os minutos mais longos que tive. 

 

Como serão as horas de quem não teve esta minha sorte? 

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23
Jan14

Ai que estou mesmo muito gorda!

por Mãe Maria

A Anallegra dia aqui http://ninhodegato.blogs.sapo.pt/12083.html?view=179507#t179507

 

Praia: ) O primeiro dia do ano de 2014...

Sexta-feira, 03.01.14

 

Estou a pesar 57kg para 1,68m de altura.

 

Amanhã eu começo com os exercícios.

Corrida e bicicleta!

 

Vou beber água, água e água!!

Comer verduras, legumes, frutas e grãos.

 

(ACAÍ NUNCA MAIS)

 

E eu respondi-lhe por lá:

eu aho que estás bem. Então eu, com 53 kg e 1,50 de altura, estou gordíssima. Ai. valha-me santo engrácio.

 

Que devo fazer? Já percebi que tenho que beber o dobro da água da Anallegra; comer o dobro de verduras, legumes, frutas e mais não sei o quê, ou seja. o melhor é transformar-me em grilo; Andar e correr o dobro, que não gosto nada; enfim, valha-me mesmo Santa engácia, ou outro santo que achem melhor pois, tenho a certeza, que não sou capaz de nada disso. Fico gorda, pronto.

 

 

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23
Jan14

mau feitio. quem o tem?

por Mãe Maria

Eu e uma colega decidimos oferecer um ramos de flores à chefe. O que parece simples gesto, logo se complica.

 

É que há colegas que não querem entrar em partilha de presentes, mas se vêem dois ou três juntos a oferecerem algo, sentem-se discriminados.

 

Em que passo ficamos? Juntamo-nos e oferecemos às escondidas? Ou oferecemos às claras e há amuo na certa?. Se perguntamos, levamos com eles da mesma, do tipo:

 

 

- queres entrar no presente?

- mas não tinham acabado com as prendas?

- tinhamos. Mas eu e a S.... queremos dar, mas resolvemos perguntar se alguém se queria juntar. Não és obrigado a fazê-lo.

- mas se há mais gente fica chato não entrar...

- mas não és obrigado. Só perguntamos para não se sentirem à parte...

- pois, mas não se tinha acabado com isso?

- tinhamos. Mas eu e a S...tivemos a vontade de dar...e preocupados que vocês ficassem chateados, propusemos se queriam também entar na compra. Ninguém é obrigado...

- pois, mas assim é chato não entrar.

- pois, digo eu. Se oferecemos e não dizemos, discriminamos; se dizemos, ai que chatice que já se tinha acabado com isto. Sérá que temos de oferecer presentes às escondidas?

- tens muito mau feitio.

- tu é que tens muito mau feitio.

- é pá, não se pode falar contigo.

- pois eu acho que não se pode é falar contigo. Em que ficamos?

 

Calei-me senão, havia molho entornado!

 

 

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23
Jan14

Houve destaque...

por Mãe Maria

Pelo comentários que vejo ao meu último post, há quem me diga que fizeram um "destaque" ao mesmo. Não sabia e nem tinha visto. Fiquei admirada. Agradeço, porque sou rapariga sempre pronta a agradecimentos, a quem o fez. :)

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22
Jan14

Beleza a quanto obrigas!

por Mãe Maria

No regresso do almoço para o trabalho passei por uma elegante e loira menina/senhora que, ia bem, sim senhora. Produzida ao mais alto nivel, não havendo poro do rosto que se vislumbrasse tal era a cama de cremes e afins; loiríssima e de cabelos bem penteados pois o Sr. Vento não lhe pregava maldosa partida; de formas bem delineadas, dentro de uma saia bem justa não lhe permitindo dar um passo maior que o desejo. Deixava no entanto transparecer uma insegurança absoluta no caminhar, aproveitando as partes lisas dos passeio, aqueles à berma da  estradam em passinhos miúdinhos e toda curva, de olhos presos ao chão.. estão a ver?

 

Pois pudera, com um salto altíssimo e fininho, mais finos que varas de arames, quem pode caminhar em perfeita posição vertical, por uma calçada portuguesa, suja e gasta, de buracos e altos e baixos?

 

Eu não me atreveria a tal e apetecia-me perguntar-vos se vale a pena perder a liberdade de movimentos por tão falsa beldade, mas não o faço pois se há gente assim, é porque deve valer a pena.

 

Eu cá fico na minha rudeza: baixinha, de salto raso, sem pó de arroz nem tintas no cabelo. Preocupo-me com as gorduras e limito tudo o que entra nesta boquinha. Isso faço, mais do que isso, vou aceitando a minha natureza pois, sendo eu mulher, confesso que gostava de ser uma boazona mas ao natural. Fazer figuras tristes na rua, não obrigado!

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22
Jan14

Nomes

por Mãe Maria

Hoje o @radar.sapo destaca o twitter do Filipe Henriques "Quando tiver um filho vou-lhe chamar "X" até aos 18 anos. Ele que decida o nome quando quiser".

Ora aqui está algo que não diria melhor e concordo em absoluto.

Conheço pouca gente que goste do nome que os pais lhe puseram.

 

No meu caso, o meu nome vem da madrinha...não tive muito azar com ele. Até gosto. Não pensem que é o que aparece aqui neste blog. Esse, é fictício, porque não quis utilizar o verdadeiro. Desculpem-me os leitores, mas foi uma decisão que não me parece ofensiva.

 

Mas digo-vos que o meu real nome ainda me é estranho ao ouvido. E porquê? Porque são poucos que me chamam por ele. Arranjam-me sempre outros nomes.

Em criança puseram um diminutivo como é muito costume entre as gentes do norte: és Manuela, então ficas Nelita; és, Francisco, passas a ser de chico; se és António ficas Tonico; se fores Eduardo és Edu; se se Francisca ficas quica... e por aí em diante.

 

Depois entrei para a escola e havias mais colegas com o mesmo nome. Foi-me então imposto o meu último nome, o nome de família. E o que eu detestava que me chamassem assim. Um horror para os meus ouvidos.

 

E assim cresci e como tenho um ar de miúda, nada haver com as minhas primaveras verdadeiras, e ainda por cima baixinha, sempre me tratam por outros nomes em que o "inha" está presente: I.......inha;de I....inha pequenina; belucha; Bequitas. estão a ver como é ruim???? é um trauma na certa.

 

Quanto aos meus sapinhos, eu só lhes pus um nome, e chamo-os por eles. Ainda não os ouvi queixar que gostam ou desgostam dele. Valha-nos isso mas acho que é por mero acaso.

 

E vocês?

 

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21
Jan14

Dia de festa!

por Mãe Maria

Ontem foi dia em que a sapa mor, je ou moi-même, ter inicicado a segunda fase dos entas. Foram-se embora os quarenta para virem os cinquenta. É dose mas, só o será se pensar muito na coisa, estão a ver? Por enquanto, não doeu nada...não passou por ser apenas mais um dia a seguir ao anterior. Não sei se alguma ruga teimou em aparecer a mais no meu rosto ou um cabelito branco teimou em se juntar aos outros que teimo em não os pintar de loiro, prque as raparigas da minha idade, pelo que me dá a observar, são todas loiras. A energia, ainda é a mesma e tudo em mim ainda se mantém.

Voilá, afinal não dói, irá concerteza doendo e moendo ao longo dos dias e anos.

Enquanto não dá chatice, é ir gozando que a vida, no final das contas, é bem curtinha!

 

 

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17
Jan14

Chuva!

por Mãe Maria

Não sei qual é a graça de gostar de chuva: encharca tudo, ficamos pior que pintos e a roupa não seca e tem de andar espalhada pela casa. A EDP leva-nos o couro e o cabelo e não há orçamento que aguente.

 

Enfim, a única vantagem que vejo é a de lavar as ruas. E é uma grande vantagem para os dias que correm. Que o diga o António Costa que se vê à nora com os homens da limpeza que tem por lá.

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