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4 sapos

Mãe de dois, mais que 55 anos, que gosta de livros, de caminhadas, de corridas, de pintura, de cozinha e de linhas e agulhas para ocuparem as horas vazias. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um escape.

Mãe de dois, mais que 55 anos, que gosta de livros, de caminhadas, de corridas, de pintura, de cozinha e de linhas e agulhas para ocuparem as horas vazias. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um escape.

4 sapos

24
Set20

Bairro Amarelo


Maria Castanha

"Almada tem o privilégio  de ter bairros sociais em espaços absolutamente maravilhosos, com uma vista invejável. Qualquer bairro social da margem norte tem inveja. Eu própria amanhã ia viver para o Bairro Amarelo”, afirmou a autarca de Almada Inês Medeiros.

Depois de choverem críticas, Inês de Medeiros, na sua página do face, indigna-se pelas críticas pois estão descontextualizadas porque, diz ela" o que disse "vem em resposta à interpretação direta feita pelo BE”, que dizia: “ansiamos por projetos virados para as pessoas e que sejam também em pontos bonitos, que não sejam guetos”.

 

Não conheço o Bairro Amarelo que fala, mas sendo um bairro social, mesmo com uma vista fantástica, não deixa de ser isso mesmo  e serem tratados como tal, facilmente tornarem-se autênticos guetos, se as políticas sociais camarárias não não forem previamente acauteladas.

Portanto, a meu ver, eu acho acho só fala assim quem tudo tem, faltando-lhe apenas o bom senso para não dizerem este tipo de frases.

A Inês ao ir para lá aproveitar a fabulosa vistato, com toda a certeza, não se iria  instalar num  dos apartamentos sociais que lá existem. Ou será que pela paisagem, se acomodaria numa dessas casas básicas onde o conforto e os espaço são os mínimos que se podem dar?

Não queria dizer o que disse da forma como o interpretamos, talvez o seja, mas como Presidente de uma autarquia há que escolher melhor as palavras, penso eu de que!

22
Set20

Aldeia de Lodeiro


Maria Castanha

Foi preciso vencer muita curva e contra curva, estrada estreita onde parece não conviverem duas viaturas, e algum piso pouco suave para encontrarmos, quase depois de uma hora, um paraíso perfeito para repousar a mente e relaxar em sossego. Estes últimos e poucos quilómetros que nos faltavam vencer pareceram uma eternidade. Eu já perguntava ao meu co-piloto, quase de minuto a minuto quanto faltava para terminar a aventura.

Valeu a paisagem deslumbrante, a perder de vista, íngreme, de pedras gigantes, diferente das que vemos mais amiúde.

A Aldeia de Lodeiro acabou por surgir. Tínhamos chegado ao nosso destino. Uma placa dizia: estacione aqui e alguém virá buscar as suas malas.

Deixámos o carro e levámos os nossos pertences e descemos uma pequena ladeira que nos levou à porta do hotel. Uma gata fez-nos companhia, sem medo algum dos novos forasteiros.

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A Rute recebeu-nos com uma calma, palavra simples e gestos amistosos. 

Contou-nos, enquanto nos apresentava o hotel que a aldeia tem apenas dois habitantes: as do hotel e outros que não conhecemos nem vimos.

Só quando entrámos no quarto vivemos a deslumbrante paisagem que o hotel nos prometera. Aliás, esta foi a alavanca motivacional dos herdeiros desse espaço, para transformar neste pequeno hotel rural de quatro estrelas.  

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Não deu para aproveitarmos as piscinas, uma interior e outra exterior, ou jogar uma partida de tênis. 

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Optámos por atravessar a quinta, conhecer o espaço e a antiga casa.

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Descemos mais um pouco, já fora da quinta e passámos por Boassas e o seu miradouro.

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Continuámos a descer até ao rio Bestança para vermos as cascatas, descansarmos as pernas na esplanada e comer um gelado. Era preciso recuperar para voltar a subir até ao hotel, pois o sol já não nos poupava.

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Cansados, ficámos sentados na varanda a aguardar a noite cair sobre o vale onde o rio Bestança se encontra com o rio Douro.

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O jantar foi servido no hotel, por opção nossa. Na altura soubemos que foi a melhor opção pois o cansaço já tomava conta de nós, aliado ao preço nada excessivo, a qualidade do atendimento, da refeição simples e saborosa, com algum requinte, a meu ver, o mais que suficiente para me sentir em casa.

De manhã o nevoeiro cobria a paisagem, mas rapidamente deixou o sol brilhar.

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O pequeno almoço foi servido à mesa porque as circunstâncias assim o exigem.

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No regresso o nevoeiro não abrandava e cobria a paisagem de neblina fria lembrando um inverno rigoroso daquelas gentes.

Partimos de coração cheio com vontade de voltar por mais dias a este hotel de nome Arsduriem Douro hotel.

 

 

18
Set20

Filas aos molhos


Maria Castanha

"Regresso às aulas. Filas à porta das escolas e muitas incertezas". Esta é a frase que, agora, mais se lê e os nossos olhos confirmam. Há filas não só nas escolas, que são o assunto do momento, mas há-as aos molhos, um rol extensivo delas: nos super e hipermercados, farmácias, lojas, mercearias, cafés, farmácias, e mais um par de botas. .

O inverno está à porta o que significa que o frio, o vento e a chuva estão a espreitar abaixo da lua. Como resistir a estas intempéries nas filas que marcam o nosso dia-a-dia presente?

Estive recentemente numa clinica médica e o pessoal enfileirado, com distâncias sociais permitidas, acompanhava as +aredes externas do edifício. Estupefacta, logo imaginei se estivesse a chover e a fazer muito frio. Que solução nos vão dar?? As medidas de restrição não incluem estes inconvenientes diários e é certo que não podem incluir tudo. Penso, contudo, que vamos viver dias ainda mais difíceis.

Bom dia.

16
Set20

Médicos abusadores


Maria Castanha

Levantei-me cedo, não para ir à minha corrida matinal, mas para chegar a horas a uma consulta.

Como sou muito lentinha pela manhã, porque o sono não despega, acabei por ter de correr um pouco para não chegar atrasada e poder cumprir os dez minutos que pedem de antecedência da hora marcada da consulta.

E como correr não é um problema para mim, consegui cumprir a minha missão: chegar a horas.

Estava orgulhosa de mim mesma, da minha capacidade física que me ajudava nestes momentos de possível incumprimento horário. Não gosto de chegar atrasada. Até dez minutos aceito. Mais que isso, não sou eu.

Pois então, eu cheguei a horas, o médico é que não quis saber deste assunto, acabando por me atender já o relógio batia as 11 horas da manhã.

Um "desculpe o atraso" saíu-lhe por debaixo da máscara deixando-me com uma vontade de proferir umas quantas palavras que já há duas horas atolavam a minha cabeça.

Respirei fundo, bem no fundo de mim mesma para não me exceder e nem sequer deixar sair uma  palavra. Deixei a consulta seguir o seu rumo, em paz e sossego, só do médico porque o desassosego ficou preso em mim num controle absoluto.

Uma manhã perdida, pensei eu. Para não prejudicar o serviço que é coisa que não gosto de fazer, fui comprar umas sandes para servir de refeição, em vez de ir a minha casa consolar-me com as lulas recheadas, a beringela assada e a minha doce fatia de melão.

Acham que merecemos este descaramento de médicos que eu apelido de abusadores???

15
Set20

Sem titulo


Maria Castanha

Cada um tem o seu tempo,

tempo do seu mundo.

Cada um tem o seu sofrimento,

caminhos com fumo.

Cada um tem os seus medos

os meus, alguns esquecidos

outros são segredos,

ou talvez desistências de mim.

Cada um sabe ou pensa que sabe

ou mesmo não sabe,

nem adivinha o que o outro é.

Pensa ter descoberto enredos,

inventa o que vê,

mas permanece cego

surdoe mudo.

Cada caminho é uma linha

curva, recta, íngreme, escura ou clara.

Nem tudo na vida é plano

nem o voo é direto, decor azul celeste.

 

07
Set20

As Apps do vício


Maria Castanha

Num momento que só Deus sabe porquê, deu-me um daqueles vaips e apaguei todas as Apps do telemóvel, que me alimentavam o vício.

Foram-se as visitas constantes ao face que mais não eram que coscuvilhices da vida dos outros.

Foram-se os jogos que me prendiam horas a fio sem me sobrar tempo até mesmo só para estar parada a fazer nada.

Não resisti e criei um novo perfil do Instagram só para seguir gente que fala de assuntos que me interessam e me possam ajudar, sem exporem momentos das suas vidas indivuais.

Não quero saber se já voaram de balão de ar quente, nem se pousaram o corpo na mais paradisíaca praia do mundo, nem mesmo se se banharam na piscina mais cool de um hotel qualquer de cinco estrelas.

Ainda pego no telemóvel à procura dessas notificações e novidades duvidosas. Logo o pouso, e o coloco mais longe da vista do que da mão. 

Espero recuperar um pouco de paz interior e de reorganizar o meu tempo mais livre de uma liberdade mais positiva.

Espero que nasça tempo para os livros.

Espero que a dor no meu polegar de tanto trabalhar, amenize.

E, a bateria do telemóvel, aumentou a sua vida. Espero eu, também, ganhar horas de vida mais saudáveis.

03
Set20

agradecimento de aluno


Maria Castanha

Acabei de ler este Post da Maribel e como o ano letivo já bate à porta das nossas vidas, achei-o interessante, por duas razões: um aluno agradeçe à sua antiga professora o esforço que fez para ter sucesso mais à frente na sua vida; e por outro lado, por considerar ser uma homengem a todos estes profissionais que abraçaram esta carreira de ensino. 

Todas as profissões têm os seus altos e baixos, com bons e maus profissionais mas, ser professor, não é fácil, em especial, nos dias de hoje. Os pais são muito exigentes e há um grande leque de alunos em que a sua educação deixa muito a desejar, tornando muitas vezes, esta profissão de ensino, um risco, um desafio à sanidade mental do profissional.

Um bem haja a todos, com exceção daqueles que não sabem o significado de "ensinar".  

Nota: Não foi a Maribel que escreveu o post que vos mostro. As  minhas desculpas. Deixo o comentário da Bruxa Mimi: "Aproveito para dizer que a autora do post não foi a Maribel e sim a Mäyjo. O blogue é a "várias mãos"...).       

02
Set20

Chegámos ao mês nove


Maria Castanha

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Chegou setembro e do que me lembro, se a memória não me atraiçoa, agosto não passou numa "boa", nem o março, abril, maio, junho ou julho. Passámos estes seis meses carregados de desassossegos, com uma primavera que nos congelou em casa, uma páscoa sem abraços, férias desconfortáveis a fugir do imprevisível. Porém, cresceram os abraços, as risadas e as partilhas virtuais.

Chegámos ao mês nove. Nove meses de uma estrada sinuosa onde o sossego não encontra a luz do dia.

Agora, no palco, iniciou-se a dança dos livros. Tocam-se guitarradas desafinadas. O pessoal não aplaude. O pessoal tenta assimilar. Aulas desencontradas? obrigações novas e hábitos que terão de ser rotinas: rostos de máscaras? recreios sem ajuntamentos? aulas de ginástica com distâncias?

Há um puzzle gigante na mesa dos decisores e cada um toca o seu piano. Uns tocam baixinho. Outros, não se ralam de tocar com teclas quebradas. Já há vozes que clamam discursos menos humanistas: que tombe quem tem de tombar; a economia não pode morrer; o PIb tem de ser controlado.

Há no ar a vontade de ver o puzzle completo e só isso importa.

A incerteza, porém, é a rainha dos dias. A castanha sairá do seu casulo. O Natal encherá as mesas dos que não nunca são afetados pelas crises. O fim do ano terá, de novo, champanhe. Só o fogo, talvez, não será o rei da noite e não irá ilumina noite...

O sistema perfeito nunca foi perfeito e está definitivamente imperfeito.

24
Ago20

E é amar-te, assim...


Maria Castanha

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Passar em Vila Viçosa é passar pelo interior da Florbela Espanca e trazer connosco a alma desta Vila portuguesa do nosso Alentejo, gravada na casa onde a poetisa nasceu. Não poderia ser de outra forma.

Amar perdidamente esta poesia carregada de sentimento e tristeza, é quase ser um pouco de mim. Como queria escrever, assim, construir este oceano de palavras a descreverem-me a alma e o sentir que mora em mim.

Por não saber ser poetisa deixo a poesia ser soneto, ser poema, ser a voz do Poeta, a nossa poetisa Florbela Espanca, que Luís Represas tão bem a soube vestir de notas musicais:

Ser poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

In Sonetos

21
Ago20

Da janela para a cidade


Maria Castanha

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Deitei um olhar para a cidade através da janela da sala, não minha, mas da que me calhou em sorte. É motivo para enamoramento pela beleza que ela me transmite.

Não cai chuva e não promete cair. Há um desvanecimento das nuvens que não agoiram lágrimas a encharcarem-os os pés.

O Sol quenter abafa o ar. Há um cheiro a tempo tropical. Há mudanças repentinas. Consequências do aquecimento global, dizem.

Não me sobram mais palavras. A inspiração ainda não acordou.

Para todos deixo um "bom dia".

 

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