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4 sapos

4 sapos

28
Jan20

Estou nim nim, ou talvez não não


Mãe Maria

Sou avessa às mudanças e sou avessa às rotinas. Afinal, em que pé ficamos, dirão vocês?

Pois, nem eu sei responder. Sei só que as mudanças complicam com o meu sistema e as rotinas tiram-me do sério.

Um meio termo, sff. Não há ou eu não encontro. E a faísca está sempre acessa, provocando constantes combustões, umas com mais fumo que fogo, outras com mais fogo que fumo.

E isto é um encruzilhada na minha vida que não me torna uma pessoa estável e provoco instabilidade a quem comigo partilha as vinte e quatro horas de um dia no planeta Terra.

Ando cabisbaixa e isso nota-se logo. E se abro a boca, sai porcaria.

E chega de vos aborrecer que isto aqui não é nenhum consultório de psicologia ou de psiquiatria. Há assuntos mais interessantes por esta vida pois desabafos deprimentes está o mundo cheio.

Vamos ao cinema?  Só se for para animar e não para deprimir. 1917 está fora de questão que isto de ver filmes tristes sobre situações tristes, não contem comigo.

Não gosto de filmes de ficção científica mas até ia ver o Star Wars: A Ascenção do Skywalker.

Ir ao circo não me parece que haja por aqui algum. O Cirque do Soleil já cá esteve de novo e os bilhetes também são demasiado caros.

Teatro? Hum, só uma boa peça que me faça gargalhar.

Encontrei esta peça de Filipe Ferreira, "Chicago" no Teatro da Trindade, que talvez me animasse.

Chicago
 
Ficam as sugestões.

Eu por mim, cá fico. Estou nim, nim, para não vos dizer que estou mais não não, de fugir a sete pés.
Bom dia!
 
 

 

19
Jan20

À espera da tempestade


Mãe Maria

Muito frio em Barcelona. Hoje esperam a chegada da tempestade "glória". Ventos e chuvas fortes. Muita neve mas mais para as regiões interiores. 

Até agora  só ainda há vento.

Com medo da fúria da "Glória" saímos a meio da manhã e fomos a pé até à famosa Praça de Espanha. A praça de touros está lá mas transformada em centro comercial. E ficámos admirados  por estarem apenas abertos os restaurantes. Nem a FNAC....nada igual ao nosso país. O descanso dos lojistas. É domingo e ponto final. 

Com medo da chuva regressámos a meio da tarde ao hotel. Mas ainda não chegou a chuva.

Amanhã regressamos a Lisboa de coração  espercheio es esperamos que a tempestade tenha passado ou esteja mais fraca, sem nós atrasar o regresso. 

Até lá, dormir, descansar e dizer adeus a Barcelona que nos nos recebeu com dias de sol bem bonitos, algum frio é certo, com exceção do dia de hoje, mas conseguimos calcorrear a cidade sem qualquer problema.

Voltaremos quando a lindíssima e imponente Basílica da Sagrada Família estiver concluída. 

16
Jan20

Eu e tu


Mãe Maria

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Queria ser sempre forte, amiga e amante vinte e quatro horas seguidas, sem vírgulas nem pontos finais que quebrassem os nossos abraços.

Mas sou muito menos que meio dia, ou apenas um quarto das horas desde que o sol abre a pestana e se deita junto ao mar por ser uma pessoa inconstante.

Queria um mundo perfeito, sem qualquer amuo, palavras irrefletidas ou travessões sem qualquer lógica no contexto deste amor, declarado há mais de três décadas, desde o nosso primeiro beijo.

Aqui, refletidos muito acima das nossas cabeças, de trolem na mão, arrastando pela cidade os desejos infinitos de percorrermos juntos o mundo, de descobrirmos a aventura e abrirmos os braços ao desconhecido, somos um só corpo, uma só alma e um só coração.

Disso nunca tive dúvida. 

A minha imperfeição é, talvez, uma mola de elástico quebradiço  e não feita de aço forte que ambicionaste desde sempre. As minhas desculpas.

Mas estamos juntos nesta caminhada. Sem a tua coragem e resiliência já não éramos um só coração. 

Por isto e  por tanto que pudesse dizer espero que Barcelona nos receba com muito amor.

07
Jan20

Sete vidas tem um gato


Mãe Maria

A gata do filho é irrequieta. Dizem que é por ser ainda nova. Não tem, ainda, um ano de vida.
Ontem, escapou para a cozinha. Entrou na marquise. Subiu para cima do que lá havia. Abriu mais a janela, já entreaberta para a roupa secar e, catrapus, voou do 6.º para o pátio do primeiro andar. É cusca e inexperiente. Ainda não tinha levado nenhum susto. É claro, Não há cordas de estendal que aguentem uma gata em cima delas. A não ser que seja uma gata equilibrista.
Conclusão: bacia partida, um dos fémures partido, uma fratura exposta numa das patinhas e ar nos pulmões, que julgam ser do susto que a gata teve com a queda.
Estou angustiada. Mas está muito mais o filho que sente culpado pois era ele que estava na cozinha quando a gata se esgueirou e enfiou-se na marquise sem ele se ter apercebido do facto. E a nora também está num sufoco pois adora gata irrequieta, mas fofinha.
Ficou internada e aguardam-se notícias do Hospital Veterinário que a recebeu. Penso que irá resistir pois é uma gata. Mas tudo se espera.
E aconteceu no dia que o avô da nora, que ela tanto amava, partiu. É dose.
Além do estado de saúde da gata, preocupam-me mais duas coisas: o embate emocional do filho e nora embora ache, sendo eles dois jovens, irão recuperar facilmente, mesmo a chegue a pior das notícias; a segunda preocupação é a despesa brutal relativo aos tratamentos com o animal. Houve mudança de casa há poucos dias, muitas despesas também. São contingências que podem aparecer pelo facto de se ter animais de estimação. Terão de renunciar outras coisas. É sempre uma aprendizagem de vida, feita de opções, de ondas calmas ou agigantadas, verdadeiros cabos das tormentas. A vida é mesmo assim feita deles, aos montes, às resmas. Eu também levei um choque ao receber a notícia, confesso.
Como mãe (galinha), custa sempre vê-los assim, tristes e com embates emocionais desgastantes.
Sete vidas, tem um gato. Tê-las-á esta gatinha?

06
Jan20

Não é fácil usar berbequim


Mãe Maria

E quase doze anos depois coloquei os puxadores no meu roupeiro. Se acham esta notícia uma charada, pois talvez seja para vocês. Para mim, foi uma vitória ter conseguido aventurar-me de berbequim, fazer marcações o mais certo possível e depois, esperar que as peças encaixassem nos buracos já feitos. É sempre um dilema ter que fazer algo que implique usar este instrumento furante.

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É que se a gente fura e se fica errado, nasce um buraco. E este buraco é um cabo dos trabalhos para disfarçar. Chega-se a estragar as coisas. O medo é tanto que fujo dele a sete pés. Como viram, foram 12 anos de espera. Mas não vos contei que, o primeiro episódio desta minha/nossa saga começou, precisamente, há doze anos, quando comprámos e foi montado o dito roupeiro. A primeira tentativa ficou mal, e arrumei logo os instrumentos, até ao dia de ontem, segundo episódio e fim da história.

Em tempos quis colocar umas cordas na marquise (que saudades dessa minha marquise cheia do sol durante a tarde, snif, sniff...) e lá fui eu lançada de berbequim em riste. E eis que, à primeira furadela, a broca sai do berbequim, e fica espetada na parede. E lá ficou até me ter vindo embora daquela cas, Acabou-se logo a minha aventura tendo nascido uma grande frustração na minha cabeça.

Uma outra vez comecei a fazer um buraco, já não me lembro para quê, e depois de a broca começar a entrar apanhou uma zona tão dura que já não consegui furar mais. Desisti logo com receio de estar a furar o que não devia e arranjei um buraco na parede.

Como vêm, não é fácil usar berbequim. Nós não somos grandes amigos. E agora vocês já percebem o porquê esta minha tonta historieta.

Beijinhos e fiquem bem.

 

02
Jan20

O primeiro dia de 2020 passou


Mãe Maria

O primeiro dia de 2020 passou.

Almoço com a sogra na tentativa de ela sair um pouco de casa e obrigá-la a dar uns passos diferentes dos seus habituais que já sabem de cor o caminho do cemitério. Não há quem a demova desta sua teimosia. Mas cada um é como é, e nada mais há a acrescentar.

A procura de um restaurante neste dia um, em Lisboa, não é tarefa fácil. Compreende-se. A noitada foi longa e há que dar descanso ao corpo.

Achámos um, muito "michuruca", numa zona turística. Bem, em Lisboa, nos dias que correm, é difícil encontrar zonas que não sejam turisticas. Há-os por todo o lado.

E, claro, não se comeu do melhor e pagou-se caro. É o preço a pagar pela invasão turística com a junção de ser no primeiro dia do ano.

Comida ingerida, rapidamente regressámos a casa pela impossibiliade de locomoção da sogra.

Aninhada no sofá, com uma manta tentando deriblar o frio da tarde, assisti ao concerto do Ano Novo de Viena.

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A magia do lugar é tal que apetece estar naqueles salões que brilham, onde o pó parece não existir. Adoro os bailados, a música, as palmas, os vestidos, as paisagens.

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Numa breve pesquisa nas estradas virtuais, fiquei a saber que, para lá estar a assistir, teria de ter a bolsa recheada porque, as entradas, além de limitadas, de terem de ser pré-reservadas com uma ano de antecedência e ter a sorte de me sair, após estas serem sorteadas por entre os muitos amantes concorrentes a estarem presentes neste espetáculo, custam os olhos da cara. Custam exorbitantemente.

Vi-me a falar, momentâneamente, para os meus botões e a pedir aos santos sagrados uma ajuda para conseguir estar, um dia, nesse lado do mundo do dinheiro e presentear-me com uma ida a esse paraíso.

Sonhos, só mesmo sonho. Mas enquanto a liberdade não me proibe do sonho, seja ele real ou inalcansável, venham mais alguns deles que eu me consolarei. São necesa´rios para a engrenagem positiva da visa.

Happy New Year to you.

 

30
Dez19

Do meu 2019 dá para retirar...


Mãe Maria

Do meu 2019 dá para retirar um pouco de sumo de manga doce. Contudo haverá amargura pelo meio?

Talvez sim ou talvez não. Depende sempre da minha estabilidade emocional na hora de escrever o meu texto.

A minha noite de ontem foi uma daquelas que não se querem. Rolei na cama um milhão de vezes, tipo espeto no braseiro, em roda constante para não queimar. Talvez fosse, no meu caso, para não sentir as dores nos ossos, porque a pestana estava teimosa e não fechava, e as sensações estavam todas acordadas.

Dei por mim a pensar o que me levava a estes estados de ansiedade que me roubam o sono. Não tive um dia de stress, pelo menos que tivesse dado conta. Porém, foi uma noite que deu para vaguear pelo ano que vai findar.

Ganhei uma nora simpática e que vai dando conta do recado no que toca em entender o meu primogénito que, há na sua primeira oportunidade deu um salto gigante na sua vida e foi viver a sua liberdade, ao seu jeito e ao da companheira que a vida, por ora lhe deu.

E por isso, dei por mim a tomar conta de um gato por uma semana. Uma aventura e peras.

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2019 foi mais um ano em que não ganhei a lotaria, nem nada que me tivesse enchido, calorosamente, a minha conta bancária. Subi (aliás, subimos porque aconteceu o mesmo ao maridão) de categoria profissional, embora ainda pendente, por não se considerar, ainda, consolidada. O vencimento também aumentou, significativamente, mas o IRs limpa uma boa parte dele. Coisas que só um funcionário público entende. Foi bom e isso é bastante para tirar esta carta positiva destes últimos onze meses.

Conseguimos fazer uma semana de férias em terras algarvias, que há uns anitos não acontecia. E foi uma semana a dois.  A juntar a estes dias, houve alguns passeios e caminhadas giras. Positivo, também.

Houve uns sustos valentes com o pai que lhe diminuiram a sua capacidade cognitiva e de interação.

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Ficou definitivamente dependente de terceiros e a viver num "Lar". É uma situação que me confunde mas que não há volta a dar por ser, na realidade, o melhor para ele.

A filha vai conseguindo vencer, lentamente, as suas ansiedades, e dando os seus passos positivos no seu curso. A nervoseira do último ano tem toldado um pouco a sua caminhada, mas tem conseguido ir sempre em frente numa luta constante.

Não estive doente mas vi colegas entrarem de baixa médica para iniciarem a sua luta contra o cancro. As noticias têm sido boas. As ausências, contudo, entristecem pelos motivos fortes que as originou.

Perdi um peixinho do meu aquário (lol). A mim, não me afetou mas a filha e a sobrinha neta ficaram tristes. Há que assinalar o acontecido.

Não li os livros que deveria ter lido. Dediquei mais o tempo entre tecidos, linhas e costuras, preenchendo por completo as horas livres de final de tarde e noite dentro. Será que 2020 me irá surpreender neste campo? Estou com a leitura iniciada do Ulisses de James Joyce.

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Um livro difícil que não sei se o vou entender e tão pouco ler até ao fim. Há muitos livros em fila de espera que talvez sejam mais desafiantes. Aguardem novidades.

 

 

Participei em duas meias maratonas e mais algumas corridas e fiz o meu primeito trail. O peso manteve-se nos 53, querendo sempre fugir para os 54.

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Mas eu dei luta e termino nos 53,50, só porque o natal tras sempre excessos irresistíveis.

Tentei pegar nos pinceis e aguarelas e fazer uma pintura das flores que uma amiga gosta tanto e oferecer-lhe no natal. Ficou só por casa. Vou ter de treinar mais um pouco, lol.

3.jpg

Por falar em natal, fiz o bolo rei, que de sabor estava excelente, mas não vos posso deixar uma foto porque me esqueci de a tirar.

Bye Bye 2019 que me levaste gente gira deixando tristeza e saudade. Mas é a única certeza de cada ano. Faz parte do ciclo da vida e que não podemos deriblar.

Desejo a todos um excelente Ano.

 

 

 

 

 

 

29
Dez19

S. Silvestre de lisboa "is the best"


Mãe Maria

Ontem foi dia de mais uma corrida de S. Silvestre para fechar o ano nas corridas.

Para mim foi a terceira.

Mas ainda não foi desta que consegui fazer os 10km abaixo da 1h. Foram 1:00:43. Shame on me!!

Muita gente e fica difícil conseguir ultrapassar os que andam mais lentos, que são muitos.

Contudo, é uma corrida para diversão. Muito fixe mesmo, talvez por ser à noite e o ambiente das luzes de natal das ruas torna a corrida uma magia.

Para o ano há mais. 

 

28
Dez19

Marta


Mãe Maria

Marta é o fim da dor, da sua, pois não é possível imaginarmos a intensidade delas.

É sempre uma notícia triste. Em tempos, também seguia uma blogger que partiu, pouco tempo depois de ter descoberto a doença. 

É o fim da dor, o início de muitas outras, aqueles que ficam e a quem a saudade, por vezes, mata.

Até sempre Elle. 

 

 

27
Dez19

Hello, hello de Art Sullivan.


Mãe Maria

"Hello, hello petite demoiselle. Hello, hello, c'est une idée rebelle.

Il faudra bien qu'un jour, je te parle d'amour.

Hello, hello, hello"

Nunca esqueci este trecho desta canção do Sullivan. 

Partiu hoje e enquanto a minha memória não me trai, lembrar-me-ei sempre deste cantor de canções de encantar.

Hello, hello, Art Sullivan.

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