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09
Jun19

Algarve em junho

por Mãe Maria

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Cheguei para uns dias de férias e encontrei um algarve já quente, porém e por agora, ventoso. Ainda não está carregado de gente ávida de sol e mar, de noites e de bebidas, de danças até ser quase dia.

Há sol e calmia. Ideal para descansar o corpo e aquecer a alma, e de carregar baterias.

Entre as horas vagas, há a leitura que não me deixa adormecer. 

Assim, voltei ao sul que não o via faz uns dez anos. 

 

 

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07
Jun19

À beira do descanso merecido

por Mãe Maria

Após a depressão Miguel, que por aqui pouco ou nada senti, preparo-me para fugir aos festejos do Santo António mais casamenteiro do planeta, em Lisboa.

Vou partir desta cidade já de si, em estade caótico, e do cheiro a sardinha assada a um preço exurbitante. Vou fugir dos dias dos manjericos e das suas quadras simpáticas e divertidas.

Preciso de mudar de ares, de respirar o ar salgado do mar, de mergulhar os pés na areia, de me misturar com outros sabores e odores.

Até lá, ainda tenho de fazer um bolo e uns manjares gostosos, para alguns convidados, poucos desta vez, do Niver da minha sapinha.

Vinte e um. Como o tempo voou. Ainda me lembro de pensar se deveria avançar para esta minha segunda aventura. E, do decidir ao concretizar, foi uma velocidade cruzeiro.

Vinte e um anos de aventuras, umas melhores que as outras, como é óbvio e normalíssimo em todos os lares.

Saiu-me uma loirinha de olho castanho, de uma energia flutuante, de um humor ora cativante, ora de fugir a sete pés.  Das mãos nascem desenhos fantásticos e este será sempre o seu modo de vida, já que as Barbies foram subsituídas pelas bonecas que ela construía em desenhos coloridos.

Queria ser estilista, mas o tempo mostrou-lhe que a sua arte é a de preencher livros encantados, de mundos imaginários, de ilustrações magníficas. O tempo ditará o seu futuro, embora me pareça que esteja definitivamente traçado.

Que seja feliz. É o desejo de todos os progenitores, e não sou mais que ninguém.

Bom dia e que o vosso dia seja cheio de sol e luz.

 

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02
Jun19

As últimas compras de livros

por Mãe Maria

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E depois das trapalhadas da reunião do condomínio, houve tempo para dar um salto até ao Parque Eduardo VII e para um pequeno carregamento de letras pintadas em páginas feitas histórias.

O tempo era ameno, o suficiente para refrescar as ideias da tarde esgotante. Foi essencial para recuperar e arejar do braseiro da tarde.

No saco vieram alguns amigos, para viverem entre os restantes, que enchem as prateleiras, já curvas, das estantes da casa.

Haja, no futuro, tempo livre para absorver o pensamento, as memórias, os segredos, os enredos das horas de trabalho, que eles carregam, saídos das mãos de quem consegue preencher folhas de papel brancas, transformando páginas livres em histórias, umas mais fantásticas que outras.

Ser contador de histórias não deve ser fácil. Não é como cozinhar um ovo mexido. É tranpor ideias com sentido, com emoção, com beleza, dando vida aos parágrafos e travessões, aos dois pontos e interrogações. E deixar o leitor preso ao enredo, a ter vontade de ler mais um capítulo. É esta fome infinita de leitura, que faz um livro ser um sucesso.

 

 

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31
Mai19

Feira do Livro de Lisboa

por Mãe Maria

A Feira do Livro de Lisboa voltou a abrir portas ao mundo dos leitores, dos maiores aos mais pequenos.

Após portas abertas, vem aí o primeiro fim-de-semana, desta vez com muito sol, e é uma altura boa para irmos até lá, visitarmos e inspirarmo-nos nos múltiplos livros, uns com descontos mais especiais, porque são os livros do dia.

Com uma genda sempre cheia, neste evento anual, temos a oportunidade de conhecermos, mais de perto, alguns dos muitos autores dos livros que vamos lendo ao longo do ano, e conseguirmos um autógrafo, uma marca pessoal no nosso livro de leitura. Aviso que, por vezes, é preciso um pouco de paciência porque há mais gente, que em fila, espera por este miminho.

Entre a procura dos livros preferidos, há pipocas, gelados, queijadas, farturas, bolas de berlim, hamburgueres, cachorros e limonadas, laranjadas, cervejinhas, e muito mais, para aconchegar a alma. Aconselho levar no bolso uma garrafa de água porque o calor é intenso, a feira é longa, e não se arrisca a pagar um euro e meio por uma garrafinha pequena.

Há ainda um auditório onde há debates, conversas de café, pequenos teatros, música, poesia e muito mais. E há wi-fi para não se dispersar do seu mundo virtual, que quase todos já dependemos e não o dispensamos, e show cooking.

Também lá irei. Este fim-de-semana, duvido porque a minha agenda anda cheia, mas ao fim do dia de sábado, quem sabe se iremos até lá apanhar um fresquinho da noite. Há feira até bem tarde.

Vá com a familia, que há espaço para todos e, divirtam-se!!

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30
Mai19

T-shirt dependente

por Mãe Maria

Sou uma t-shirt dependente quando chega o verão. Umas calças, uma saia, uns calções, estes em modo fim-de-semana apenas, e uma t-shirt a condizer e lá sigo eu a minha vida e não penso mais em olhar ao espelho. Muito práticas e, para quem nunca gosta de preparar a indumentária na véspera, são a minha roupa TOP do tempo quente.

E para lavar, secar e passar a ferro? Muito práticas. Tenho-as de muitas cores.

Mas as t-shirts, quando têm decote muito chegado ao pescoço, levam sempre um corte de tesoura, em forma de V, ou de decote mais longo, ou outro feitio.

Quando tenho mais disponibilidade ou estou com ideias, remato o decote com uma agulha e linha, caseando, bordando ou fazendo uma pequena renda. E, uma nova T-shirt nasce no meu gavetão.

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29
Mai19

Divagações

por Mãe Maria

Depois do choque que vos contei no meu post anterior, tenho andado em modo fuga. Não que o mundo tivesse parado, mas porque tem girado a rotações mais que mil.

Ando, há dois dias, às voltas de uma contagem de votos eleitorais, não daquelas últimas, nacionais e oficiais, para a eleição dos tachos do parlamento da nossa Europa, mas de umas outras, porque há mais eleições para além das oficiais de um país, e eu estou envolvida numa delas. Sou a menina que faz as contagens e verificações finais. O escrutínio final deve sair hoje e talvez o meu tempo se alivie e me permita pensar noutras coisas para além destas listagens aborrecidas.

No domingo, sob um sol escaldante, com esforço e perseverança, percorri os 21 quilometros a que me propus, acompanhando a beleza do Douro. Missão cumprida. 100% do meu suor. Outras virão ou talvez não. Quem sabe o que o futuro nos reserva.

No sábado enchi a pança de cerejas. Bastou trepar à arvore, aproveitando a minha agilidade, e degustar essas meninas que, este ano, não estão na sua melhor forma. Dizem, o tempo não ajuda. Ora porque não chove. Ora porque choveu na época errada. Ou porque o sol veio cedo, ou porque chegou atrasado. Vá-se lá entender estes caprichos da natureza.

Por hoje chega de divagar e de nada de útil vos contar. As listagens choram pelos meus dedos, e os meus olhos lacrimejam pelo fim destas senhoras.

Até já e bom dia.

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23
Mai19

A vida muda num segundo

por Mãe Maria

Faz uns três meses que me inscrevi, com um casal de amigos para, participar numa meia maratona, numa zona do nosso país, património mundial da humaninade, já desde 2001.

A inspiração do local foi o motor de arranque para esta aventura: a beleza da zona amenizaria o nosso esforço e cansaço; o convivio seria o licor doce da amizade; e a fugida à rotina seria um bálsamo nas nossas vidas. Experiências novas são sempre bem recebidas e necessárias para combater o stress diário.

Os treinos que deviam ter aumentado, à medida que o tempo se aproxima desse dia, não foram os reis das nossas manhãs no ginásio. Temos andado agarrados à ideia de participar sem preocupação de metas, e o único objetivo seria o de cruzar a meta dentro do tempo oficial da prova. Afinal, ainda  são uns bons quilómetros que nos consumirão as pernas, já de si, com muitos quilómetros em cima, e a nossas idades já não nos permitem, também, ambicionar com objetivos surreais. Há que perceber o que somos e o que é mais importante.

Ontem, depois do treino habitual, entre muito suor e energia esgotada, combinámos como seria o nosso programa de fim-de-semana: o que fazer, o que comer, como gerir o tempo. Estávamos animados.

Porém, uma notícia fatal, pôs em cacos todo este nosso programa. Houve um segundo da vida que pôs fim à juventude da filha deste casal, virando do avesso, todos os planos das horas anteriores, bem como das que virão, daqui para a frente.

Um segundo, um malvado segundo. Bolas!!! O que era, não passou a ser, já não terá a forma de futuro, nem entrará no livro do passado. O futuro passou a ser tudo ou nada.

Se eu estou incrédula, estes meus amigos  estão sem chão, sem tábua onde se agarrarem. Nada mais parece fazer-lhes sentido, e o sentido tem que ter um rumo, agora escuro, mas que terá de ir aclarando, lentamente.

Espero que eles consigam arranjar alavancas, com molas fortes de sustentação, para manterem, de pé, uma mente sã, embora com uma ferida aberta, que sangrará para sempre.

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Ontem foi dia de ir buscar a minha pequena de 4 anos, não neta mas sobrinha neta que, para mim, é o mesmo que neta. Pelo menos acredito nisso.

E no meio da sua tagarelice, sai-se em defesa do Planeta, dizendo: "o planeta está doente, muito doente. Temos de o ajudar. Temos de apanhar o lixo do chão e não sujar o chão; temos de cuidar das plantinhas.

E eu, disse ajudando: e não podemos deitar lixo na praia.

E ela responde: e não deixar os sacos de plástico porque os peixinhos comem e depois morrem.

Sim, muito importante, respondi eu.

Ela entretanto diz: temos de cuidar do planeta da minha rua e do planeta do céu.

Ah, ah, pensei eu, a dimensão desta miúda ainda se fica pelo tamanho da rua onde vive que, é muito grande, diz ela.

E eu disse-lhe: hoje aprendeste bem a lição.

E ela respondeu: sim, foi a professora Cristina que ensinou porque o planeta está muito doente e temos de ajudá-lo, se não ele morre, e não pode morrer.

Bem diz o ditado "de pequenino se torce o pepino". A miúda vai bem encaminhada. Desejo que este seu sentido ecologista não se perca, e seja uma futura lutadora por um planeta mais verde.

Só não dá para vos descrever a carita convicta das suas ideias, de uma preocupação ingénua e tão infantil que só me apetecia dar mais de mil beijos.

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No meu tempo, naquele em que era ainda uma garota jovem e cheia de genica, em que ainda acreditava que os políticos politicavam sempre para o bem, que eram uma ancora para a nossa vida, que nos construiam uma sociedade de esperança, que o que eles gritavam nas campanhas eram verdades.

Pois bem minha gente. Imbuída nesta minha ingénua crença, acompanhava campanhas, em especial, nos últimos dias, onde a azáfama de fazer convencer o indeciso era uma picada de adrenalina. E participava em vendas de produtos laranjas, e exibia bandeiras acompanhadas de gritos de siglas partidárias em jeito de frases feitas com alguma imaginação e, em cima da caixa aberta da camioneta do pai, percorríamos em fileira de outros carros, dezenas de quilometros que se lançavam à estrada, cantando até a voz doer "Paz, Pão, Povo em Liberdade, todos sempre unidos no caminho da verdade..", com um só pensamento, o de que, após as eleições, a vida mudaria para melhor.

Reparo que, no meu tempo, as campanhas eram feitas com muita gente apinhada, que enchiam campos de jogos, gritando, cantando, convictas até aos ossos de um mesmo ideal.

Hoje, porém, até um cego vê que, esses campos ou salões de festas, já não se enchem de gente apinhada mas de mesas e cadeiras, com gente sentada a encher o bucho. Só depois do dito bucho cheio e da graganta bem regada, se inflamam discursos já velhos e gastos, não de ideias mas de ataques, originando falsas palmadinhas nas costas aos candidatos, salvas palmas esmorecidas e sorrisos amarelecidos. 

Quando penso naquilo que eu desbravava, até um arrepio me sobe pela espinha, não de excitação mas de completo desalento.

Hoje só tenho descrédito, não só no que acreditei mas, em toda e qualquer ideologia política. Os políticos não passam de uns vendedores de ideologias para encher os próprios bolsos. Nós, o povo, seremos, sempre, meros peões de um jogo, recebendo as migalhas que sobram dos seus bolsos cheios.

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20
Mai19

Divagações

por Mãe Maria

Começo a semana com um déficit de horas de sono. A não recuperação deste bem estar, nos dois dias semanais de descanso, é meio caminho andado para uma semana a arrastar a bunda, de olhos encovados e de auréola negra a envolvê-los.

Já prevejo algumas chatices, vindas de gente que nasceu para atazanar o bem estar de quem quer estar, apenas, bem.

Nesta envolvente de chuva ácida, vou ver se não saio à rua com mais uns quantos neurónios queimados, que para queimaduras chegam-me as da minha cozinha, verdadeiros descuidos meus.

Não gosto de semanas que nascem já cheias do que prevejo ou do muito que já planeei. Gosto delas vazias, de ir construindo os dias ao sabor das horas. Semanas cheias dão-me a sensação de um futuro já vivido, de que passam rápido, não aproveitando o sumo doce da vida.

Se quisesse semanas planeadas carregava comigo aquelas agendas super profissionais, em que a vida é organizada ao minuto, prisioneira de compromissos sérios, em que se finge não existirem atrasos.

Não quero ser cativa do tempo. Quero planar com o vento, mergulhar nas ondas dos apetites, de cabeça erguida, no "savoir-faire", no "laissez-passer".

Vou-me, voando na preocupação do que prevejo invadir minha já pouca serenidade ou sanidade mental.

A quem me lê, boa semana.

 

 

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