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24
Abr19

Não gosto de cravos

por Mãe Maria

Não há abril sem cravos vermelhos mas, há cravos de muitas outras cores, em abril.

Não simpatizo com os cravos. Havia muitos deles no quintal da minha infância. Era a avó que os plantava ou mandava plantar. Talvez porque tivesse uma adoração por eles. Não me recordo a sua motivação para o seu cultivo.

Não sei explicar porque nunca lhes achei graça. Nem do cheiro que tem eu gosto e gostava.

Para mim, haver cravos em abril, não faz importância alguma. 

Foram usados na revolução de abril. Eu sei. Fizeram sucesso. Passaram a ser uma símbolo da liberdade conquistada. E ponto final.

No quintal deixou de haver esta flor. Nem vermelhos, brancos, amarelos.. Não sei bem o motivo mas ninguém reclama a sua ausência.

Cravos há muitos, mas nenhum me fascina. E é abril e eles andam aí e amanhã serão, mais uma vez, empunhados e erguidos com orgulho.

 

 

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24
Abr19

Liberdade por onde andas

por Mãe Maria

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A palavra Liberdade que os capitães de Abril abriram portaa, há quarenta e cinco anos, e que no lugar donde deveriam sair as balas foram  colocados os cravos, não me parece ser a mesma que hoje se pratica.

Dessa Liberdade já pouco se sabe.

Passou-se da Liberdade, aquela ausência de submissão e abuso de poder, para novas formas de abuso e poder de cada um de nós. Se erámos submissos ao Poder Central, a um fascismo estúpido e já fora de moda, agora vivemos tempos de onde pequenos ditadores, que tudo querem e tudo fazem para se salvarem, e que se vão instalando em cadeiras de poder.

Há cada vez mais ditadores, corruptos, e que pouco a pouco vão minando a sociedade. Falta pouco para sermos, de novo, subjugados por eles, pelas Leis que eles nos impõem.

Espero que saibamos abrir os olhos e olharmos à nossa volta e que saibamos agarrar a Liberdade de Abril, daquele dia 25 que nos Libertou das mãos de um Ditador.

Não deixemos crescer o ódio, a xenofobia, o racismo. Aprendamos a aceitar as diferenças, a dar espaço às ideias, a respeitar os outros. Todos somos iguais, mas cada um é diferente do outro.

A liberdade é isso mesmo, vivermos aceitando, não nos subjugando, embora a palavra Liberdade também tenha os seus limites. Não posso ter Liberdade se me imponho à Liberdade do outro. Há que ser livre mas responsável também.

Portugal e o mundo agradece que cada um saiba o que é viver em Liberdade.

 

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22
Abr19

Dor no Sri Lanka versus dor em Paris

por Mãe Maria

No Sri Lanka, morreu muita gente em plena Páscoa, porque terroristas fizeram explodir bombas em vários locais, tirando a vida a quem nada faz para que haja terrorismo.

A vida de um Português de passagem por esse país, em viagem de lua de mel, foi ceifada. A lua passou a ser de fel.

O que reparo, é que as vozes que deram voz sobre a destruição da Dama de Paris, se calaram face a esta catástrofe que tirou a vida a muita gente.

As lágrimas derramadas, as orações proclamadas, as muitas palavras escritas inflamadas de horror, as imagens transmitidas horas a fio, perante essa catástrofe que assumiu contornos mundiais, não se repetiram face ao terrorismo agora vivido no Sri Lanka.

O património Europeu, sobrepos-se às vidas ceifadas pelo terrorismo, de um país pequeno, que poucos sabem que, em tempos, se chamava de Ceilão.

Por último, não vejo a bondade dos milionários a darem do seu quinhão a este povo de sangue nas mãos e de coração ferido, de rostos aflitos perante a maldade humana.

O património dá lucro. As pessoas não. Que somos nós, gentes de um mesmo planeta, num mundo que se move por cifrões?

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20
Abr19

Mania de não respeitar receitas

por Mãe Maria

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Fiz uma receita de uma folar de amêndoa, retirada do site que faz parte do meu robot de cozinha.

Se não tivesse retirado 50gr ao peso do açúcar e ter usado farinha de trigo integral, deveria estar 5 estrelas.

Esta minha mania de não respeitar as receitas a 100%, fazem destas coisas. Ou seja, está comestível mas, não aquele folar apetitoso/guloso.

 

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18
Abr19

A urgência de pouparmos água

por Mãe Maria

A água é, cada vez mais, um bem escasso. Além disso, está muito cara.

Portanto há que agir para pouparmos este liquido da vida antes que seja realmente tarde.

Há uma urgência que ainda, a maioria de nós, não se apercebeu.

A água é vida, é mesmo uma grande percentagem do nosso corpo. Não há vida sem água.

O que fazem vocês para a pouparem?

Eu, vou agindo sempre que posso. Ora vejam:

A água que fica no depósito do secador de roupa é guardada para lavagem do chão, ou descarga na sanita;

A água que lavo o chão fica a aguaradar uma ida à sanita, poupando uma descarga do autoclismo;

A água que o meu pessoal abandona nos copos ao final da refeição, aproveito-a e rego as minhas plantas, ou tem o destino o depósito que atrás refiro.

A meu banho é o mais rápido que posso. Só tomo banho de água sempre a correr quando está mesmo muito frio. Isto quero dizer que desligo a água enquanto lavo a cabeça e o corpo;

A água do banho que cai enquanto aquece é aproveitada para um balde;

A água que uso para retirar o sabão do corpo também a aproveito. Fecho o ralo da banheira e no final, transfiro essa água para o recipiente e vai servir para descarregar na sanita.

 

Estas são as principais ações que vou fazendo, diariamente. Penso que é o minimo que posso fazer pelo bem precioso que é este liquido bem como à minhas finanças. No poupar, está o ganho, dizem as boas linguas, eh, eh.

Dá trabalho? Algum. Mas aprendi que sem trabalho o mundo não avança.

Querem seguir estes conselhos? Experimentem que os vossos filhos aprenderão hábitos saudáveis de preservação do ambiente futuro. Pena não ter feito isso quando os meus eram pequenos. Agora já deixei esse tempo voar.

 

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17
Abr19

Páscoa a sul não é a mesma coisa

por Mãe Maria

Tenho saudades quando sentia uma vontade louca, muito interior, muito minha, de ir passar uns dias a casa dos meus pais, neste tempo da Páscoa.

Partia de Lisboa na quarta-feira e regressava na segunda-feira. Fugia do trânsito e prolongava a minha estadia por terras nortenhas. Era dito e certo que dois dias de férias estavam destinados a esta nossa partida.

Levava comigo não só malas cheias de roupa para suprir as necessidades de nós os quatro, mas também uma magia que só eu conhecia.

Havia um cheiro a primavera que me puxava até lá, que se juntava às tradições que existem nestes dias.

Hoje, mantenho-me pela cidade grande. A guerra fria que existe, silenciosa mas gelada no meu interior, entre os familiares, é a causa fulcral deste meu abandono. Os meus filhos também quase ou nada se ligaram a esse lugar, embora a mais nova sinta um pequeno elo a essas tradições, mas que aos poucos vai desligando esse botão, extinguindo-se a chama da saudade.

Aqui nada tem cheiro a Páscoa, a tradição, a rituais. Aqui não há as procissões; a visita pascal com a reza "Aleluia, Aleluia" e o beijo da cruz; o envelope fechado que o pai preparava, antecipadamente, e que logo era entregue ao acólito, sobrando-nos a curiosidade de quanto dinheiro lá ia dentro; as cavacas; o pão-de-ló de doze ovos caseiros batido lentamente; o cabrito assado no forno de lenha; o judas a arder; as voltinhas pela cidade...

Ficam as minhas memórias enquanto as consigo guardar.

Tudo muda e tudo tem o seu tempo.

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16
Abr19

O drama da Dama de Paris

por Mãe Maria

O drama que viveu ontem a Dama de Paris, nossa, deles, quase de todos, é um drama que acontece demasiadas vezes.

Alguns destes acidentes, malvadez ou lá o que seja, têm mais tarde um final quase feliz, se não mesmo feliz. O Homem quando quer faz renascer das cinzas um novo amanhacer.

Contudo, nada será igual ao que antes estava erguido. Ficam, seguramente, as memórias que cada um de nós trouxe no bolso, na sua visita a esta Catedral das Gárgulas, tão bem representadas no filme animado do Corcunda de Notre-Dame.

As Gárgulas resistiram ao fogo. Que sejam elas a manter a magia desta catedral na sua futura reconstrução. Espero que seja breve bem como espero que os desejos, feitos palavras de esperanças, na hora desta visão catastrófica, não se apaguem com a extinção do fogo e sejam remetidas ao esquecimento, bem como as politicas não se sobreponham aos interesses de se ver um património erguer-se, majestosamente, das cinzas.

Que a luz de Paris ilumine o negro que caiu sobre Notre-Dame de Paris.

 

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15
Abr19

Nôtre-Dame em chamas

por Mãe Maria

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Notre-Dâme está em chamas, destruindo esta catedral que faz parte da História, minha e de todos

Fui recuperar uma foto que tirei quando lá estive há quase três ou quatro anos. 

Não interessa quantos foram. A memória está lá e a recordação da alegria que senti quando lá cheguei. Tinha as gárgulas no pensamento. Resticio do filme de animação, "O Corcunda de Nôtre- Dame".

Amei Paris. Amei Nôtre-Dame. Amei la Tourre Eiffel. Amei tudo. Voltaria lá hoje mas Paris já ficou diferente com esta perda.

Vejo as imagens e estou triste, tal como fiquei quando vi o nosso Chiado a arder.

 

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13
Abr19

Dar um pouco do meu B RH +

por Mãe Maria

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Fui dar sangue. E desta vez tinha as condições necessárias.

Nunca o fiz em mais jovem porque tinha pouco peso. 

Há três anos estiveram no meu serviço a fazerem recolha para quem se voluntariasse. Já tinha mais peso e lá me apresentei. Fui logo chumbada por ter tensão baixinha.

Bolas, pensei eu. 

Desde esse dia passei a receber mensagens de aviso da data de recolha. 

Nunca fui. Por muitas e diversas razões. O dia chegou hoje.

Mesmo tendo que fazer, decidi que não passaria mais um aviso sem me apresentar para a minha dádiva.

E não custou, rigorosamente, nada.

Dever cumprido. Ufa, estava a ver que não chegava este dia. O primeiro de outros.

Hoje quem sabe, salvarei uma vida.

 

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12
Abr19

Ser FP, Funcionário público II

por Mãe Maria

O serviço onde me encontro em exercicio de funções públicas encontra-se em reestruturação.

E isto implica saída de uns quantos novos diplomas, em formas de Leis, Decretos-Leis, Portarias ou sei lá mais o que seja.

Segundo se fala nos "corredores" entre o pessoal a que chamo "Minor", irá haver alterações à estrutura organizacional e também ao que se chama de à "carreiras dos trabalhadores".

 

Aqui a porca torce o rabo.

Quem escreve e pensa na reestruração, os que eu chamo de "Maiores", os que dirigem os serviços internos em conjunto com os sindicatos e pessoal do Ministério tutelar, pensam sempre no umbigo deles e reestruturam conforme lhes convém, desde que garantam os seus tachos. Esses diplomas não pensam a 100% na Organização mas mais nos interesses dos redatores. Para tal, fazem sair um artigo ou alínea de um artigo, ou outra coisa qualquer, desenhadas para quem eles querem que ganhem benefícios, incluindo eles próprios.

Os "Minores", os trabalhadores que tudo aguentam, que se esfolam, que ganham vencimentos miseráveis, que se lixem, que fiquem na prateleira a ganharem os seus pozinhos de prilimpimpim. Mas trabalhem, amolem que são obrigações deles. O tacho é só para alguns..

É esta dicotomia entre os de primeira e os que são de segunda que cria fraturas estruturantes nos serviços do Estado, incluindo o que me encontro

Com estas decisões criam lentidão e marasmo porque o desinteresse instala-se rapidamente. E o funcionário "Minor" entra numa rotina lenta, despreocupada, arrastando um corpo para cumprir um horário rigido e a rigidez da carreira, à espera da reforma, cada vez mais tardia.

Os priviligiados são só alguns, muito menos do que a população deste país pensa existirem. É um equivoco que fazem sair para a comunicação social. É politica para deitar abaixo os trabalhadores do Estado para atingir Governantes. Politiquices, minha gente. Nunca o interesse nacional. 

E assim vai mal este mundo do ser FP, Funcionário público.

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