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4 sapos

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

Mãe de dois, 56 anos. Gosto de livros mas não me dedico 100% a eles. As costuras, pintura, cozinha, caminhadas e corridas ocupam o resto do dia. Fazer bolachas é um mimo, escrever é um alimento da alma.

4 sapos

03
Jul20

de mão em mão, ou de boca em boca


Mãe Maria

Na sequência deste meu post já recebi uma carta da ANSR, (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), com a decisão Judicial, obrigando-me a  pagar 232,50€, mais a sanção acessória de inibição de conduzir pelo período de 60 dias.

Após leitura de toda a decisão, fiz uma contestação à mesma porque acusam-me de não ter pago, voluntariamente, o valor da multa pelo mínimo, a quando do recebimento da notificação da contraordenação que fui sujeita por excesso de velocidade.

Enquanto aguardo nova decisão judicial e por ter contestado, creio que não preciso de entregar, por ora, o meu título de condução e posso andar com o carro.

Contudo, assaltou-me à ideia uma questão fulcral, para mim, que é a de saber se posso mesmo andar a conduzir e se não estou a incorrer do crime de desobediência, ou se for apanhada pela Polícia, seja qual for o motivo (estamos sempre sujeitos a tal), se eles estão informados desta minha contestação que, em principio, me dá direito a não entregar a carta e poder conduzir.

Para tirar as dúvidas:

- Já mandei email à PSP, que empurrou a questão para a ANSR;

- Já mandei as minha dúvidas à ANSR, mas ainda não obtive resposta;

- Fui ao posto da PSP da minha zona que me mandou para outro posto da PSP mais relacionado com o trânsito e aconselharam-me a não pegar no carro;

- Fui ao posto da PSP do trânsito e mal abri a boca já me estavam a mandar ir para a ANSR.

Tive que me impor e dizendo que estava ali porque foi indicado por um colega seu. Perante isto, disse que não devia estar ali porque estamos em tempo de contenção. Justifiquei que precisava com urgência de acabar com uma dúvida minha, à qual ninguém me estava a responder. Decidiu, então ouvir-me. depois de balbuciar umas coisas, foi ter com um colega num gabinete, que não vi, e veio com a resposta que podia  sim conduzir e aguardar a resposta à minha contestação. Insisti que era uma resposta verbal e que precisava de algo mais concreto. Respondeu que bastava a palavra dele porque era assim, e mandou-me embora.

Vim de lá desconsolada e sem resposta às minhas dúvidas.

- Encontrei um PSP de trânsito na rua e contei-lhe a minha história. Poder conduzir sim, mas para ter a certeza absoluta que correria tudo bem, aconselhou-me a ir ter com os colegas que andam na rua a colocar os bloqueios nos carros, que eles pode consultar o processo on-line e, assim, esclarecerem-me.

Conclusão: de mão em mão, ou de boca em boca, se vão resolvendo as questões. Parece-me demasiado terceiro mundo e não um país que se quer desenvolvido.

30
Jun20

Lisboa para Inglês ver


Mãe Maria

Estou preocupada com Lisboa.

As mudanças do Sr. Medina estão a condicionar a fluência do trânsito na cidade e, para quem decidiu viver e nela investiu, bem como comprou um carro para facilitar os seus movimentos internos e externos à cidade, vai ver chegar o dia em que não vai conseguir arranjar um lugar para estacionar a sua carroça.

Querem uma Lisboa moderna para Inglês ver, mas para Português afugentar, complicar-lhe a vida e torná-la num inferno.

Há obras que podem estar bonitas à vista mas só facilitam o entupimento do trânsito.

As ciclovias crescem como cogumelos. Os passeios largos e espaços para esplanadas crescem como silvas; as vias de sentido único são a excelência deste Senhor Presidente. Quando há uma ambulância, não há fuga possível. O caos que estava já instalado, nem este consegue piorar o seu estado. Não há uma única hipótese de se fazerem desvios e deixar a ambulância seguir a sua marcha de urgência. Só se esta colocar uma hélice e conseguir levantar voo.

Lisboa é a cidade das sete colinas. Uma cidade de muitas subidas e consequentemente muitas descidas. É uma cidade entupida por natureza. Não há um serviço de transportes que garantam a mobilidade fluente das pessoas. Não há parques de borla suficientes às entradas da cidade para as pessoas deixarem os carros e terem a rede de transportes preparada para trazerem as pessoas para o centro da cidade e nela circularem com alguma fluidez e facilidade.

O Sr. Medina quer tirar os carros da cidade. Diminuir a poluição. Criar espaços de circulação menos poluentes. Colocar as pessoas em movimento pedonal. Pois bem, são teorias giras mas para se implementarem numa cidade que à partida tem o mínimo de condições para tal.

Não me parece que Lisboa tenha essas condições. Os resultados estão à vista. Entupimentos constantes, ciclovias vazias e passeios largos mas ocupados com as mesas e cadeiras dos cafés e restaurantes, que dão lucram à autarquia. A passagem dos peões por estes espaços chega até a ficar complicada.

Preocupado com estas obras megalómanas mas que darão, com certeza, lucro a alguém, o Sr. Medida cospe para o ar e gasta o dinheiro nelas e fecha os olhos aos reais problemas da cidade: a resolução urgente de tirar da rua os sem-abrigo acampados aos molhos pela cidade, nos jardins, ocupando passeios mesmo à porta de casa de quem na cidade habita, sendo um problema com tendência a agravar com o desemprego a subir devido à pandemia instalada; passando pela da lixeira cada vez mais crescente pelas ruas, dos buracos nos passeios, etc, etc.

Querem uma cidade verde e turística mas com tanto miserabilismo instalado e com a vida feito inferno para quem cá resolve fazer vida. É esta a Lisboa do futuro?

26
Jun20

Simplesmente bom!


Mãe Maria

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Pão-de-ló é o bolo preferido do maridão. Raramente o faço porque não me puxa para isso e tenho a mania de fazer doces ou bolos o mais fit possível.

Ontem, a propósito de estrear o forno novo, e à falta de doces pela casa, o rapaz pôs mãos à obra e eis que quando chego a casa o cheiro não enganava ninguém: havia este maravilhoso pão-de-ló, lindo por fora, bonito por dentro e saboroso ao paladar, de comer e chorar por mais.

Há momentos que vem por bem. Este foi um deles.

E para um final feliz de qualquer mulher, a cozinha estava arrumadíssima. Eh, eh, o moço esforçou-se.

Bom fim de semana.

23
Jun20

Não se vive como nas novelas


Mãe Maria

A vida real, a de todos os dias e que corre entre quatro paredes só diz respeito a cada um de nós. A partilha dessas horas diárias são o que cada um quer mostrar aos outros.

Não se vive como nas novelas, verdadeiras perfeições da vida diária individual e coletiva.

O produtor da novela reproduz o que mais que se parece com a vida familiar, com os seus amores, com as suas paixões, com as suas profissões, mas esta não passa de uma ficção para nos entreter, deixar mais animados e empolgados com os seus finais felizes. Fazem-nos sonhar com os atores, com as belezas das casas de piscinas e jardins, e até com os fartos pequenos-almoços. Nas novelas brasileiras, confesso, estes últimos são de fazerem inveja.

Porém, há quem confunda os enredos novelescos com o que se passa interiormente nas nossas vidas.

Enchem-se páginas de revistas, vistas e relidas para sonharmos. Mas nem a vida é uma novela, nem a novela reflete o que é a vida.

Por isso nos chocamos quando a tragédia passa à porta desses atores que representam, porque é a sua profissão, para nos entreterem, que dão entrevistas onde a perfeição é o mote principal pra nós sonharmos e desejarmos ser assim, perfeitos, bonitos, elegantes. Muitos não passam de máscaras em cenários ensaiados para a perfeição ser vendida.

Ninguém gosta de andar a ler a tristeza que interiormente, tantos de nós vivemos. É um assunto que se esconde porque todos fogem dele. Abandona-se quem assim anda. Não se estende uma mão para levantar um moribundo, quer seja físico, quer psicológico. E até dizem: que se afunde sozinho. Não há tempo nem paciência para estes casos que nem são vendidos nas revistas. Só mesmo quando o final terminou em tragédia. Aí sim, todos querem ler o que é uma mistura entre o real e o que se inventa com o intuito de vender até esgotar.

Tão bem nos diz o ditado: quem vê caras não vê corações. Tão verdade, tão real que até dói.

17
Jun20

Em modo banho-maria


Mãe Maria

Ando desaparecida, mais tipo banho maria, em que o cozinhado é feito em tal estado de lentidão que é mais fácil um caracol chegar à meta do que eu. É uma letargia total.

Não me ando a sentir o melhor que sei estar na vida. O covid deu-me uma pancada na tola e esta rebola sem parar, numa lentidão que faz dó. Mas rebola, rebola e só cria ninho borolento. Não há espuma que se aguente.

Este estar, assim, na vida, não me leva a bom porto. Eu sei. É um caminho de areia movediça em direção a um abismo certo, se é que esta minha certeza é no fundo uma incerteza.

O meu tom amarelo-cinza está a par deste verão que não arranca ou está em modo down à espera que o arranque seja só lá para setembro. Ou, simpesmente, adormeceu para fingir que não vê o melhor que se pode tirar desta pandemia maldita.

Não encontro uma bóia de salvação. Por onde passe, por onde olhe, por onde caminhe, há sempre o Covid a sussurrar atrás de mim, a dizer que não posso andar, estar, viver como sempre bem entendi.

Dizem que é uma questão de não pensar no assunto e andar em frente.

Pois bem, eu ando. Mas sempre que dou um passo em frente, dou de caras com caras tapadas, com gente a fugir nem sabem de quê, com conversas distantes e medrosas, com sussurros atrás das portas, com limites sociais, com discursos onde a palavra numero um se chama "confinamneto", com números assustadores nos jornais, nas TVs.

Nem uma ida ao jardim, à praia, ou simplesmente caminhar pelas ruas da cidade, se pode fazer por, simplesmente, me apetecer.

Se tusso, fogem de mim. Se espirro é um ai jesus que mais quer dizer "vai para casa que já estás infetada".

O fundamentalismo do medo afasta as pessoas e fecha-as em casulos. E já não aguento tanta limitação. Não que seja uma gaja que anda sempre de bar em bar, de café em café em amenas cavaqueiras. Não, nada disso. Só sinto é que este verbo limitar, a rondar-me o dia-a-dia, me abate a minha sanidade mental.

Mesmo que queira fingir que tudo rola sem dor, será sempre um fingimento falso, pintado de cautelas e de limites.

Sei, contudo, que me canso e vos canso desta minha ladainha desconcertada.

 

 

08
Jun20

Ser mãe...


Mãe Maria

Ser mãe é uma ter uma tempestade constante dentro de nós, por tudo o que nos traz de bom, bem como por tudo aquilo que não queremos que aconteça, mas que só nos cai em cima por sermos mãe.

Ser mãe pela segunda vez, é duplicar a intensidade da tempestade. Porém, já chega, muitas vezes, em bategas mais leves, porque a ginástica mental e física já nos preparou para as tormentas, mas mais atenuadas. Há um saber acumulado que nos leva a relativizar muitos momentos, de si negativos, mas que acabam por ser quase neutros.

E é assim que quatro anos e meio depois da primeira aventura, chegou há vinte e dois anos, a oito de junho, a rapariga para compor o ramalhete e o tão desejado "casalinho".

São já quase vinte e sete anos de muitas aventuras, umas de autêntico carnaval, outras porém de grandes dilúvios gelados. Anos de uma casa cheia, agora meio vazia, porque a primeira cria já fez o seu voo.

Conversava, há dias, com esta miúda, do meu peso de consciência porque lhes passei, a ambos, uns genes malditos. A genética é mesmo assim. Passa-se o que tem de passar. Podiam ter herdado a calmia, o bom humor, a alegria e a paz de espírito do pai. Mas ficaram com a ansiedade da mãe que é um cabo dos trabalhos.

Culpas à parte, que na verdade não devem existir, a miúda é gira e tem um jeito muito peculiar que lhe dá umas características muito interessantes.

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Ontem fiz o bolo, às camadas coloridas que simboliza as cores da alegria que ela transporta em si. Ela participou no enfeite e o conjunto, a duas, teve um final feliz. Só precisa mesmo de estar bom.

Bom dia!

 

 

05
Jun20

Para lá do Inverno, em pleno Verão


Mãe Maria

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 "Para lá do Inverno", e agora nós quase em pleno Verão, é o livro que comecei ontem a ler, intercalando-o com a anterior leitura, ainda não terminada, para desconfinar. É um verbo na moda e porque não usá-la neste sentido.

Recebi este livro, conforme indica a assinatura que lhe fiz quando o recebi, no natal de 2018. Pensei que tinha sido no natal de 2019. Se houve erro meu no apontamento, isso agora não interessa nada.

Interessa-me, isso sim, é o facto de que o estou a ler e, ainda por cima, estou a gostar do desenvolvimento da trama, do romance nele envolvido, na passagem que faz pela história do Chile, da Guatemala e sobretudo pelo grande e sempre atual tema da emigração nos Estados Unidos da América. Tudo isto, envolvido numa tempestade de neve que se abate em Nova Iorque, passando pelo mítico burgo de Brooklyn.

Uma história envolvente e que me está a deixar presa ao livro.

 

03
Jun20

dias de férias fora de casa


Mãe Maria

Ja marquei uns dias de férias para os passar fora de casa, nuns locais onde possa gozar ar livre, maresia e sol, repirando livremente em caminhadas selvagens, que são como quem diz, sem horas controladas, almoços e jantares à minha espera, sem destino formal, até as pernas aguentarem.

Em Portugal, claro está. Urge aproveitar o turismo rural que temos e que os há muito bons. E seja o que Deus quiser, com Covid pelo meio ou não.

O turismo português espera por nós e devemos aproveitá-lo, agora, que há menos turistas estrangeiros a encherem os locais, a darem, é certo, uma dinâmica diferente às férias. Seremos nós os portugueses a puxar a economia para cima, numa alavanca empenada pelo medo do contágio.

Vamos fazer a roda girar mesmo que ainda meio limitados, assustados, e sem saber o que o futuro nos reserva. A bem da sanidade mental. Eu bem preciso porque a minha anda mesmo pelas ruas da amargura. Triste fado este que canta  e transpira Covid, desafinando o rumo das nossas vidas.

01
Jun20

As voltas que a vida nos dá


Mãe Maria

Uma ex-colega dos meus tempos de estudante, hoje uma amiga de coração, era anti igreja e anti padres, anti tudo que se aproximasse destes temas, que facilmente entrava em conflito com a sua mãe por esta ser viciada nos terços e orações. Perguntou ela muitas vezes, com ironia, raiva ou lá o que fosse, em verdadeira rebeldia e confronto de gerações, à sua mãe, o que a levava a ser apegada e cega de uma religião que lhe fazia azia, ódio e raiva pois não acreditava minimamente nesses senhores que a pregavam.

Contudo, foi essa sua mãe, que no seu silêncio e entrega maternal tudo ouviu, tudo perdoou, tudo abdicou para tratar dela quando o cancro a fez ficar, temporariamente, dependente, bem como a abdicar de uma sala para abrigar um outro seu filho, irmão desta minha ex-colega e hoje amiga, que se perdeu nas drogas, e não fosse a sua fé, se calhar não se teria entregado, tão abnegadamente, a estas duras “guerras” que a vida lhe pregou.

Esta mãe de 97 anos de vida dura, longa e sofrida, partiu faz dois meses, em plena crise COVID. Não partiu porque este a atacou, mas porque foi vítima de um AVC, dois dias depois da morte desse seu filho mais velho, por quem ela tanto lutou para o salvar das drogas.  

A dependência que ficou, após este AVC em tempos de confinamento, não deram lugar para cuidados especiais a quem com, 97 anos, não estava doente de COVID. Morreu quase tão só, sem ter direito a visitas, despedidas, nem a ser vestida convenientemente, para ser fechada nessa caixa que nos protege da terra que logo nos irá cobrir.

E a dor cravou-se de tal forma violenta no coração ferido desta minha amiga que, após um encontro com o padre que fez o funeral da sua mãe, passou a ir, diariamente, logo pela manhã cedo, assistir ao culto que sua mãe tanto gostava, a missa. Com fé ou sem ela, eu não sei pois nem me atrevi a questionar tal situação. Apenas a ouvi a desabafar.

Ontem, ao telefone perguntava-me se já tinha ido à missa pois as igrejas já tinham aberto.

Tive que confessar que não ia faz uns anos valentes. Respondeu-me ela: “pois, percebo”.

E eu deixei de perceber esta vida. Deixei de querer entender o que nos leva a dar voltas de 360º, voltas essas que são, por vezes, tão antagónicas que parecem mentira.

29
Mai20

O GPS da minha "app" é péssimo


Mãe Maria

IMG_20200529_104339_183.jpgAlgumas das minhas manhãs, ainda cedo, antes de entrar no trabalho, tem sido assim, a correr pelas ruas de Lisboa, aproveitando ainda o sossego da cidade e a frescura da manhã.

O GPS da minha app é péssimo, ou lá o que seja que esteja errado mas nem sempre regista o percurso que faço.

Hoje resolveu registar. Contudo em termos de quilómetros percorridos, não tenho a certeza se são mesmo estes os que fiz, se mais. Isto porque quando faço as meias maratonas ou as corridas de 10 km, em programas de empresas que as organizam onde, penso eu, a quilometragem está bem cronometrada, este meu rrelógio regista sempre uma diferença de quase dois quilómetros a menos. Ou seja, se corro uma meia maratona, esta app e relógio marcam que me faltam correr quase dois quilómetros para terminar. Ora, eu não corro aos ziguezagues nem faço cortes no caminho. O que pressuponho é que a aferição deste relógio é fraquinha.

Mas na verdade pouco interessa esta diferença. Corro, transpiro, e faz-me bem à alma. Chego com outro espírito para as façanhas do dia.

 

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